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Brechó arquitetônico Giuliana Capello - 05/08/2008 às 14:56

Antes de comprar materiais para a sua construção ou reforma, que tal visitar algumas lojas que vendem material usado? O reaproveitamento é, sem dúvida, um bom jeito de poupar a extração de matéria-prima para a fabricação de novos produtos e, de quebra, também pesa menos no seu bolso.

Nesses lugares é possível encontrar um pouco de tudo. Portas, janelas, pisos de madeira, tijolos, azulejos cerâmicos, bancadas de cozinha, painéis de vidro. Tem até aquelas bacias sanitárias coloridas que fazem a gente voltar aos anos 50 e 60: do marrom e verde-abacate aos tons pastéis de rosa, azul e amarelo…

A primeira vez que entrei num lugar cheio dessas coisas, confesso que a primeira impressão não foi das melhores. A bagunça das coisas empilhadas – bem diferente de qualquer home center por aí – me fez achar que eu não encontraria nada de bom para comprar. Com paciência (vale a pena exercitá-la) consegui garimpar ótimas peças.

Lá em Piracaia tem uma loja assim. Dei prioridade ao lugar, para reduzir o custo financeiro e ambiental do frete. Menos petróleo consumido. Comprei 2 portas e 2 janelas para os quartos, 1 porta para o banheiro, um vitrô grande para a cozinha e uma porta grande, que será a da entrada principal. Tudo por R$ 1.300. Por esse valor, numa loja nova eu não compraria nem a porta da sala…

Além da economia evidente, dar vida nova ao que iria para o lixo ajuda a reduzir a pegada ecológica da sua obra. E tem tantas outras coisas que podem ser reaproveitadas… Falo, por exemplo, dos acabamentos. Na ecovila, meu companheiro é o diretor do departamento de entulho. E isso não é ofensa nenhuma. Pelo contrário. É que ele sempre fica de olho no que sobra nas obras vizinhas. O objetivo? Evitar a retirada de entulho da ecovila (que já é bem pouco, diga-se de passagem) e reaproveitar tudo o que for possível.

Tijolos, telhas, pisos e azulejos cerâmicos. É possível criar mosaicos belíssimos com esses materiais. Toras de madeira cortadas em rodas finas viram caminhos de jardim e até um detalhe bonito no solo-cimento queimado da sala. Cruzetas e dormentes fazem batentes, decks, guarda-corpo, escada…

É só usar a criatividade. Material usado não é feio nem coisa de mau gosto. Só precisa mesmo de uma segunda chance. E o planeta agradece. Faça uma pesquisa na internet, por exemplo, e descubra quais são as lojas mais interessantes na sua cidade – e que sejam próximas à obra também…boa sorte!

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Comentários

04/06/2009 às 20:13 Anonymous - diz:

Sergio Dutra – diz:Dei uma olhadinha rápida e gostei, estamos montando um brechó em Niterói/RJ, de Móveis usados, material de demolição e etc. com está proposta do reaproveitamento para assim, fazer-mos a nossa parte neste setor e ao mesmo tempo buscar a auto-sustentação da nossa Instituição “Casa do Homem de Amanhã”.Espero voltar a trocar este assunto tão importante com vcs, aproveitando a experiencia dos amigos.Bjs

09/08/2009 às 21:45 Anonymous - diz:

CLANIR – diz:OI, BOM DIA , BOA TARDE OU BOA NOITE AMIGA, gostaria de saber se vc tem endereços de lojas do tipo brechó de usados, para me passar, pois estou precisando de tijolos de vidro usados. e gostaria de visitar esse tipo de loja.obrigado e que DEUS TE ABENÇOE.

12/10/2009 às 20:44 Anonymous - diz:

Eloi Alves Ferracioli – diz:Olá amigosDooutro lado,tenho telhas e , em breve, tijolos de barro antigos da demolição de uma edícula em Osasco, SP onde estou tentando fazer com a maior responsabilidade que posso, se tiver algun interessado…Obrigado

16/03/2010 às 11:10 Anonymous - diz:

Cris Pantaleão – diz:Olá,Sou arquiteta e estudo gestão ambiental,estou pesquisando sobre permacultura, materiais e sistemas de baixo impacto ambiental.Gostaria muito desses endereços dos brechós. Moro em SP.Abraços

22/03/2011 às 02:18 Anonymous - diz:

Paula Menezes – diz:Olá, estou precisando muito de material de construção e um brechó cairia muito bem. Se puder me ajudar sou do Rio de Janeiro. Um super obrigado.

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Gaiatos e GaianosGiuliana Capello

Giuliana Capello é jornalista ambiental especializada em construções sustentáveis, guarda-parque e permacultora. É colaboradora das revistas Arquitetura & Construção, Casa Claudia e Bons Fluidos. Formada em design de comunidades sustentáveis, mora na Ecovila Clareando, a 100 km de São Paulo. Sua casa, construída com técnicas de bioconstrução, reflete princípios que adota em seu cotidiano: conexão com a natureza, simplicidade voluntária e consumo responsável. Aqui, conta histórias de quem deixou a cidade grande para viver no campo ao lado de amigos - e tornar a vida mais plena, criativa e sustentável.

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