BuscaBusca avançada
Publique
o selo
no seu blog
Ecovila sem internet? Giuliana Capello - 28/07/2009 às 00:50
![]()
Pois é. O que é a vida hoje sem a internet? Eu adoraria dizer que não dependo dessa rede mundial e que a utilizo apenas quando quero agilidade em alguma pesquisa. Mas seria mentira. Meu trabalho exige o acesso diário e constante à máquina.
Desde o início dos planos de ir para a ecovila, sempre foi condição fundamental e inquestionável ter banda larga de qualidade em casa, por motivos óbvios (o que seria de uma jornalista e blogueira sem a internet?!).
Na comunidade, até houve, lá atrás, quem questionasse a instalação de uma torre de celular e internet na ecovila. Mas o argumento não seguiu adiante, já que muita gente também condicionou a mudança para a Clareando à chegada da internet.
Atualmente, só tem sinal de celular por lá quem compra uma antena e instala dentro de casa. Ainda é meio precário, sim. E são tantos os perrengues técnicos que, às vezes, parece brincadeira. Ainda mais porque estamos a apenas 100 km de São Paulo! Aliás, muita gente não sabe, mas a cobertura de celular e internet não é tão grande e poderosa como anunciam as grandes empresas do setor. Há áreas enormes sem cobertura aqui e acolá, nos quatros cantos do país.
A ecovila Clareando, infelizmente, está nesse nevoeiro. Alguns moradores estão se desdobrando para seguir em frente sem a rede, mas quase sempre têm problemas com isso. E-mails não lidos, contatos perdidos, trabalhos atrasados, filhos revoltados com o status offline etc.
Na semana passada, a quinta (ou sexta ou décima, sei lá) empresa consultada para a verificação de um possível sistema que funcione na ecovila trouxe um não que me deixou realmente preocupada. É que ela parecia ser a nossa grande esperança… Não deu certo, de novo. O que fazer? Desistir da mudança? Nem pensar. Vamos continuar procurando quem possa resolver a questão.
E, na outra ponta, talvez seja um bom momento para refletir sobre essa dependência da internet. Que coisa! Há pouco mais de dez anos ninguém nem sabia o que era isso e todo mundo acordava, trabalhava, dormia, se divertia. E hoje já é difícil imaginar nossa vida sem ela! Rápido demais, não? O que aconteceu com a gente? Criamos uma virtude ou um vício? Por que é tão difícil ficar desconectado? Onde foram parar os outros meios de comunicação? Temos agora uma nova monocultura? Cana-de-açúcar, soja e internet?
Não estou querendo acabar com o WWW. Seria muita pretensão e excesso de utopia. Nem tenho respostas para tantas perguntas. Só me vejo, neste momento, tentando ponderar um pouco as coisas – e desabafar meu incômodo e constrangimento.
E quem ainda achava que as ecovilas buscam se isolar do mundo numa bolha paradisíaca tem aí a chance de mudar de opinião. Até elas navegam nas ondas da internet – e ficam à deriva de vez em quando… Quando conectadas, vendem orgânicos e artesanatos na loja virtual, enviam e-mails com convites para eventos e cursos, criam listas de discussão, sites, comunidades virtuais…
Quem diria. A parabolicamará do Gil (antes mundo era pequeno porque Terra era grande…) anda tumultuando nossos planos de ecovila. Mas mundo dá volta, camará…
ver este postcomente
28/07/2009 às 19:03 Anonymous - diz:
Laura – diz:Oi Giuliana,já não é a primeira vez q procurando meios ecológicos de contrução que caio no seu blog, agora vou até colocar no meu “favoritos”, rs. Hoje cai no assunto “cob” e vou até deixar aqui um site que passei a tarde toda olhando as fotos, muito interessante: http://www.cultureartist.org/gallery/architecture/Cob/Cob1.htmBom, mas quanto ao assunto da internet, ja tentaram internet a radio? Parece que essa é a melhor opção para lugares afastados, inclusive o Tibá, que sei q conhece, usa e parece que atende bem. Bom, ficou a dica. Eu queria ver fotos da sua casa, pois pelo video achei bem interessante, voce tem algumas postadas para termos novas idéias?Obrigada pelas informações sempre úteis que encontro aqui.absLaura
29/07/2009 às 12:23 Anonymous - diz:
Giuliana – diz:Olá, Laura! Obrigada pela sugestão de site sobre cob. Com certeza vou dar uma olhada. Sobre a internet, nossa mais recente tentativa na ecovila foi exatamente um sistema via rádio. Também não funcionou… Quem sabe uma outra empresa, talvez. Mas valeu pela dica. Bom, o blog tem diversas fotos da minha casa. Mas é preciso dar uma fuçada na relação dos posts. Se quiser saber sobre alguma técnica específica, me escreva. Será um prazer compartilhar ideias com você. Grande abraço!
07/08/2009 às 11:40 Anonymous - diz:
Ricardo Zylbergeld – diz:Olá Giuliana, adoro seu blog e acompanho sua mudança de estilo de vida, e a construção da Ecovila Clareando.Sobre a internet nas ecovilas, eu entendo que é algo fundamental. Como muitas outras tecnologias, ela não é boa ou má, em sua essência. O uso que fazemos dela é que pode ser prejudicial.Entendo que um dos papéis das Ecovilas permaculturais é de funcionar como um laboratório, um núcleo de absorção de idéias, um centro de desenvolvimento de soluções sustentáveis. Acho que as ecovilas devem ser fechadas em organização, porém, permeáveis quanto a informação. Será que existe uma tecnologia mais adequada para este fim, hoje em dia?Exemplo: Aqui em Piracicaba, estamos desenvolvendo uma Rede Social de Articulação de Coletivos, com o intuito de articular ações como mutirões de bio-construção, hortas urbanas, …, além de organizar e divulgar as ações de todos os coletivos sócio-ambientais.Bom, é claro que isso é uma opinião pessoal…rs…mas será que podemos elencar tantas vantagens para tecnologias como a televisão?Abraços,RicardoPS: Existem outros bons motivos para entender a internet como uma coisa importante, que estão relacionados com o formato de REDES, que alguns entendem como a estrutura mais adequada para uma sociedade solidária (cooperativa).
12/08/2009 às 15:47 Anonymous - diz:
gabrieli – diz:eu pedi a receita do cha mate
26/09/2009 às 15:40 Anonymous - diz:
Bernardo Tavares Freitas – diz:Oi Giuliana, eu moro na zona rural de Rio das Ostras, RJ e depois de mutio pelejar encontrei a solução que me mantém conectado: tem um cara que é de embu das artes se não me engano, e desenvolveu uma antena muito boa pra modens de cias de celular. eu uso a da vivo aqui e ficou bala. os sites do cara são http://www.antenawireless.com.br e http://www.antena3g.com.br. O cara é o Hélio. Ele vende tb produtos para montagem de provedor de internet que pode ser bem interessante para a ecovila. Vale a pena trocr uma idéia com ele. Espero conhecer a ecovila Clareando em breve.Um abraço,Bernardo
03/04/2011 às 10:25 Anonymous - diz:
184788_post.. Smashing
![]()
22/04/2011 às 09:53 Anonymous - diz:
184788_post.. Dandy
![]()
29/04/2011 às 13:42 Anonymous - diz:
184788_post.. Outstanding
![]()
02/06/2011 às 20:44 Anonymous - diz:
184788_post.. Tiptop
![]()
03/06/2011 às 02:05 Anonymous - diz:
184788_post.. Awful
![]()
04/06/2011 às 21:05 Anonymous - diz:
184788_post.. Tiptop
![]()
12/06/2011 às 14:55 Anonymous - diz:
184788_post.. Awesome
![]()
02/07/2011 às 02:49 Anonymous - diz:
184788_post.. Peachy
![]()
02/07/2011 às 08:10 Anonymous - diz:
184788_post.. Nifty
![]()
02/07/2011 às 20:05 Anonymous - diz:
184788_post.. Awful
![]()
06/08/2011 às 17:31 Anonymous - diz:
Begun, the great internet eudatcion has.
07/08/2011 às 08:50 Anonymous - diz:
BXO3IK ocophfatzega
07/08/2011 às 13:18 Anonymous - diz:
TDBNJY , [url=http://bdvylulfirhg.com/]bdvylulfirhg[/url], [link=http://tfvoahfxfkrh.com/]tfvoahfxfkrh[/link], http://kklybylzwqpi.com/
07/08/2011 às 13:18 Anonymous - diz:
TDBNJY , [url=http://bdvylulfirhg.com/]bdvylulfirhg[/url], [link=http://tfvoahfxfkrh.com/]tfvoahfxfkrh[/link], http://kklybylzwqpi.com/
Deixe aqui seu comentário: Preencha os campos abaixo para comentar, solicitar ou acrescentar informações. Participe!
Enviar
Giuliana Capello é jornalista ambiental especializada em construções sustentáveis, guarda-parque e permacultora. É colaboradora das revistas Arquitetura & Construção, Casa Claudia e Bons Fluidos. Formada em design de comunidades sustentáveis, mora na Ecovila Clareando, a 100 km de São Paulo. Sua casa, construída com técnicas de bioconstrução, reflete princípios que adota em seu cotidiano: conexão com a natureza, simplicidade voluntária e consumo responsável. Aqui, conta histórias de quem deixou a cidade grande para viver no campo ao lado de amigos - e tornar a vida mais plena, criativa e sustentável.
• A simplicidade e a crise de imaginário
• Dias de mudança e gentilezas!
• Meio ambiente: por que custo e não investimento?
• Discurso sustentável tem limite
• A cidade, o campo e a estrela Sinhá
• A mágica das trocas de saberes
• Ideias para esverdear a construção
• Teste drive do banheiro seco
• O planeta numa bandeja (de isopor)?
• Reflexões sobre o slow life e a internet
• Vasos para melhorar o trânsito
• 2012: ano para entender o planeta
• Belo Monte, Rachel Carson e minhas velas artesanais
• O caipira e a mobilidade urbana
• O que dar a alguém que já tem “tudo”?
• Pela volta do fogo doméstico
• O empurrãozinho que faltava…
• Um lugar em você chamado Ahimsa
• RPPN El Nagual: cooperação, amizade e inspiração
• Um guarda-chuva para dois verões
• E quando não há rede de esgoto?
• Quem casa quer casa (ecológica!)
• Se não é divertido, não é sustentável
• Secador solar e generosidade
• Doze metros de muita história
• Liberdade anda junto com sustentabilidade
• Produtos que não deveriam existir
• Lixo é uma questão topológica
• Você e o fim da sacolinha em SP
• Ecovila: no pasto ou na mata nativa?
• O descaso com o lixo orgânico
• Espiritualidade e vida comunitária
• Produzir ou consumir cultura?
• Trocas solidárias que enriquecem
• Acordos comunitários para a ecovila
• Por que o simples é tão complicado?
• Só tecnologia não salva o planeta
• Bioconstrução na serra fluminense
• Petrofóbicos e locávoros, uni-vos!
• Permacultura para transformar
• A nova história dos três porquinhos
• Livrai-nos dos pecados do greenwashing!
• Dias de mudança (e desapego)
• Sustentável e mais barato, sim!
• Ecovila: mutirão na represa!
• Superadobe ou terra ensacada
• Primavera com onça e lobo-guará!
• Bioconstrução para multiplicar
• Por que adoro hortas permaculturais
• Sobre a formação de uma ecovila
• Quando o tamanho é documento
• Terra fértil e sangue menstrual
• O centro comunitário da ecovila
• Qual é a sua sustentabilidade?
• Ecodesign para cuidar do planeta
• Home centers e produtos ecológicos
• Ecovila com horta… e sem delivery
• A conta de gasolina na ecovila
• Patos, galinhas e outros bichos
• Esperança e cooperação na ecovila
• A COP15 e a síndrome do panetone
• Histórias de uma parteira na Amazônia
• Ecovila e sustentabilidade econômica
• Um carro, um jipe ou um cavalo?!
• Para iluminar a casa e curtir a noite
• Uma casa para abrigar nossos sonhos
• Uma moldura para o horizonte
• Quando o ecológico não é bem ecológico
• Não sei se é verdade, mas repasso?!?
• Por que adoro feiras de trocas
• Minha casa num programa de tv…
• Ah, esse excesso de e-mails…
• Socorro, não aguento mais SP!
• Para tecer uma vida na ecovila
• Entre na onda das roupas usadas
• Mata atlântica: mais que uma efeméride
• O que fazer com a madeira que sobrou?
• Histórias de reúso, economia e bons amigos
• Sua casa pode ser uma ecovila
• Meu telhado verde, verdinho, verdinho
• Celebrar ajuda a enfrentar problemas
• O segredo da abóbora mágica…
• Quanto vale o nosso trabalho?
• Meus vizinhos, minha família
• De que é feita a minha casa?
• A alegria de viver em comunidade
• Crise financeira ou chance para o planeta?
• O que eu vou fazer numa ecovila?
• Construir com as próprias mãos
• Confissão: eu não passo roupas
• As ecovilas e as mudanças climáticas
• Slow life: vida mais calma, lenta e confortável
• Tomada de decisão por consenso
• Tapioca: regional, gostosa e sustentável
• Para ter uma composteira caseira
• Água no copinho plástico? Tô fora!
• Música para sentir a natureza
• Bioconstrução e desastres naturais
• Democracia, consenso ou autocracia??
• Para construir uma comunidade
• O prazer das compras solidárias
• Poluição e Arte dentro do túnel
• Riqueza para além do dinheiro
• Nós e a natureza, conectados
• Impressões de uma ecochata (?) na Campus Party
• Horta vertical para pequenos espaços
• Receitas naturais para curar a ressaca do carnaval
• Aprendendo a costurar com a avó
• Festa infantil não precisa ser descartável!
• Consumo verde: tarefa difícil mas necessária
• Permacultura: do linear ao cíclico
• Cinco dias com o arquiteto descalço
• Sustentável é também saber ouvir
• Permacultura: transformando problemaem solução
• Falta de civilidade é fogo (na mata)!
• Design natural é tudo de bom!
• Dividir a lavanderia com o vizinho?!?
• Abaixo as fraldas descartáveis!
• Histórias de uma outra gastronomia
• Uma outra gastronomia – parte 2
• Por uma dieta que respeite o planeta
• Construtoras precisam se adaptar
• Reunião de condomínio? Não, de ecovila!
• Disk-pizza e permacultura na geladeira