Gaiatos e Gaianos

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Eu, você e o fim do mundo Giuliana Capello - 15/05/2012 às 18:51


Já perdi a conta de quantas pessoas visitaram a ecovila com a intenção de ver de perto se aqui seria um bom local para se refugiar no ápice da temida crise planetária (que já rola há tempos, não?), do apocalipse, do fim do mundo e outros cenários do gênero. Ouvi de tudo um pouco: gente que quer saber se temos abrigos subterrâneos ou bancos de sementes, gente defendendo a necessidade de muros altos para evitar invasões de hordas famintas vindas das cidades. Tem ainda os preocupados com previsões e dados científicos catastróficos, que querem fugir das cheias dos oceanos em altitudes mais elevadas ou buscar refúgio nas montanhas com garantia de acesso a água e alimento. Ah, sim, não devo me esquecer dos esotéricos de todo tipo, loucos para encontrar o paraíso livre das mil profecias de fim dos tempos, que vão de ataques de extraterrestres a maremotos, eclipses solares e colisões de corpos celestes com a Terra.

Fico sempre numa saia justa… O que dizer a essas pessoas? De tão comum, deu até para pensar várias e várias vezes no assunto, reformulando e revendo pontos de vista. Realmente vivemos tempos intensos, de muita incerteza. Mas deixar que turbulências e previsões sombrias deem o tom do nosso cotidiano seria uma perda enorme de tempo e energia. Não acha?

De maneira geral, sinto que há duas maneiras de conviver com essas informações: com medo ou com amor. Com medo, você vive se escondendo, se preocupando com o amanhã, muitas vezes de maneira egoísta, contemplando nas provisões e estratégias, no máximo, os parentes mais próximos. Essa opção alimenta a indústria da segurança – sem falar, é claro, na indústria bélica, um total show de horrores – com seus kits fabulosos de câmeras de monitoramento e toda a parafernália que encontramos hoje em cada esquina.

Viver no campo do medo gera desejos de posse: de terra, de água, de equipamentos para garantir a sobrevivência da família, de fontes de combustível, de casa (ou bunker), de sementes, de sistemas de comunicação, de carros, de roupas para se proteger das intempéries, de saberes que possam prolongar nossa existência. Já pensou nisso?
Se a estratégia, ao contrário, for dar espaço para o amor (em seu sentido mais amplo e irrestrito), certamente veremos brotar em nós um sentimento de solidariedade, de fraternidade, algo muito especial e que nos levará a soluções mais comunitárias, para todos e não apenas para uns poucos ou para nós mesmos. No amor, o amanhã não é motivo de medo porque o momento presente é mais importante – e é nele que depositamos nossos melhores hábitos, nossas práticas mais éticas, nossas mais legítimas intenções de mudanças e transformações.

Por mais evoluídas que estejam as tecnologias, não seremos capazes de prever o momento exato (se é que haverá um) do fim do mundo. Então, melhor mesmo é viver o hoje de maneira a traçar caminhos virtuosos, que não tenham como destino o aumento das desigualdades sociais ou a poluição de nossas águas, entende? É o hoje que interessa, é o como agimos no agora – e isso é bem diferente de acionar o piloto automático e ir ao shopping fazer compras enquanto o planeta clama por consumo responsável…

Eu não quero ter um banco de sementes para poder me alimentar por mais tempo logo depois de uma grande catástrofe natural ou pico do petróleo. Quero reservar sementes, isso sim, para conquistar autonomia e independência em relação às empresas que vivem da contaminação do solo e da exploração da terra concentrada em uns poucos monocultores que discursam contra a agricultura familiar, porque, na visão deles, os pequenos não dariam nunca conta de alimentar a humanidade – quando, na realidade e nos mais variados relatos estatísticos, o que ocorre é exatamente o oposto disso.

Nem tenho desejo de viver uns dias a mais se e quando o tal apocalipse vier bater à nossa porta. Uma amiga que frequenta uma comunidade religiosa me contou que, durante uma palestra com o líder espiritual deles, uma pessoa perguntou se deveria estocar alimentos. Achei a resposta muito boa: “como você se sentiria estocando alimentos em casa se ao lado estivessem famílias morrendo de fome? Isso seria amoroso de sua parte?”

Por acaso você assistiu ao filme Melancholia, do polêmico Lars von Trier? Vale a pena. Tem tudo a ver com esse papo… Sem contar muita coisa, mas já adiantando algo, Melancholia é o nome do planeta que, na trama, está prestes a colidir com a Terra. E a história, então, retrata os momentos finais da vida de uma família, em especial de duas irmãs bem diferentes uma da outra… Quando saí do cinema, meses atrás, senti no peito uma liberdade bem pouco experimentada: a de que o aqui e agora é delicioso, fascinante, imperdível! E ponto.

Para mim, fim do mundo é ver corrupção por todo lado, saber de cartéis de corporações que matam aos poucos milhares de pessoas vendendo produtos envenenados ou programados para quebrar em pouco tempo. Fim do mundo é saber que gastamos mais construindo armas do que combatendo a pobreza, investimos mais destruindo florestas do que planejando cidades mais gentis e em harmonia com a natureza e os povos tradicionais. O estopim ou o apocalipse seria, então, apenas uma chance de tirarmos do rosto o lenço da covardia que não nos deixa ver o que estamos fazendo com o planeta, há já algum tempo. O problema não são as ameaças externas (extraterrestres, tsunamis, meteoros etc.), mas nossas ações viciadas, automatizadas, inconscientes. A proposta, então, é tomarmos as falas de fim de mundo como bom pretexto para repensar nossas vidas, nossas cidades, nossa economia tão mal traçada e distante da ecologia… Enfim, se pudermos pensar em termos cíclicos e não lineares – que tal? – a espera do fim do mundo poderá vir a ser não o fim, mas o início de uma nova era.

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Esterco, palha e felicidade Giuliana Capello - 08/05/2012 às 21:30


Solo fértil e bom para plantar orgânicos não é coisa tão fácil de ser conquistada, especialmente quando a área em questão é herança de anos de agricultura convencional ou gado extensivo sem trato algum de pastagem. O solo fica contaminado, pobre em nutrientes ou muito compactado. Aqui, antes de ser uma ecovila, a terra funcionava como pasto, repleto de capim braquiária – menos problemático até do que solo cansado e contaminado com agrotóxicos e tantos outros produtos químicos (perigos invisíveis que passam despercebidos graças ao efeito estético das cascas sem manchas e das folhas perfeitas que nos enganam pela falsa beleza)…

Muitos especialistas, no entanto, afirmam que não existe terra ruim, mas sim terra mal cuidada, mal trabalhada. É por isso que estamos agora empenhados num curso de horta orgânica que irá nos ajudar a ter mais autonomia alimentar na comunidade. Somos aprendizes de inúmeras técnicas ecológicas (prefiro não rotular como sustentáveis, por conta do desgaste do termo) que misturam saberes antigos, novas descobertas científicas e muitos exemplos de práticas brasileiras bem sucedidas.

Nem preciso dizer que estou encantada com o curso. Mas, na verdade, o que mais me inspira é descobrir a todo instante o quanto as vivências ecológicas são parceiras das práticas solidárias, realizadas em grupo, compartilhadas por todos. É muito diferente da lógica pura de mercado, que induz as pessoas a serem mais individualistas, competitivas, egoístas, míopes sociais. No modus operandi da ecologia, que integra a humanidade à natureza, a regra é fazer em conjunto, dividir o trabalho e distribuir os resultados.

Um exemplo interessante é o composto que estamos preparando para enriquecer o solo da nossa horta-laboratório. A fórmula é simples: palha, esterco, fósforo e água, em proporções controladas e camadas sobrepostas que devem atingir 1,5 m de altura. “Mas, professor, e se eu quiser fazer um composto para uma horta pequena na minha casa?”, alguém perguntou. “O melhor é seguir a mesma receita e distribuir o composto que sobrar aos amigos”, respondeu Javier, tranquilamente. Percebe a diferença?

E tem mais: seria muito complicado fazer a pilha de composto sozinho, sem ajuda de ninguém. O trabalho exige apanhar montanhas de braquiária seca, encher duas caçambas de carro com esterco de vaca e ter força para montar o “bolo” e ainda fincar estacas de bambu até o solo (acredite, não é tão simples) para melhorar a oxigenação do composto.
Mas o que seria um trabalho insano para uma ou duas pessoas acaba virando uma atividade gostosa, feita entre amigos. Domingo foi dia de revirar o composto e montar uma segunda pilha, uma espécie de lição de casa que recebemos para a próxima aula, no fim do mês. Parte do grupo estava presente e se reuniu para executar a tarefa. Rapidamente, dividimos as responsabilidades: um foi buscar o esterco no sítio vizinho, outros se organizaram para juntar palha das áreas roçadas recentemente, outros cuidaram do acesso à água, ao fósforo natural e às ferramentas (pás, enxadas, baldes, mangueira, forcados).

Lá pelas tantas, já com a roupa ligeiramente suja, as conversas entre uma pá e outra de esterco reuniram alguns comentários interessantes: 1- ah, se meus colegas de trabalho me vissem assim….; 2- e eu que pensei que vida no campo fosse mais tranquila…; 3- posso chamar essa situação de mexer no estrume de aumento de qualidade de vida? Foram tantas as reflexões e os questionamentos que a atividade ficou riquíssima em vários aspectos. E foram várias as lições que tivemos naquela tarde ensolarada e morna. Os comentários, aparentemente reclamações, não tinham nada disso, de fato. Estávamos todos em ritmo de diversão e surpresas, dois ingredientes que fazem tudo valer a pena e ficar mais leve.

Ninguém teria conseguido realizar aquele trabalho sozinho. Mas em grupo o trabalho não levou cerca de duas horas. Nossa braquiária, que outrora fora considerada um problema para nós, ganhou status de heroína, parceira de grandes horizontes. O esterco de vaca, usado na Índia para higienizar as casas, aos poucos foi se transformando em artigo de luxo – e que precisará, num futuro breve, ser selecionado de gado tratado sem drogas que sejam impeditivas para processos de certificação orgânica.

Ser capaz de olhar as coisas sem pré-conceitos, sem frases feitas, sem verdades absolutas faz bem à saúde – do planeta também. Encarar uma tarde de domingo revirando esterco na companhia dos amigos, quem diria, pode ser um delicioso jeito de aprender valores importantes, verdadeiros aliados das práticas agroecológicas. E, se para sermos mais felizes (como resultado de comida saudável, práticas éticas, ar e água puros e bons amigos) for preciso revirar esterco toda semana, não tenho dúvida: pode contar sempre comigo!

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No compasso da natureza Giuliana Capello - 01/05/2012 às 17:50

Uma das coisas de que mais gosto na ecovila é a quase total impossibilidade de ficarmos alheios ao que acontece fora de casa. Não é como na cidade, quando chove ou faz frio e nem notamos, porque nossas casas são, em geral, como caixas isolantes, com luz artificial, janelas pequenas e ar condicionado, que mantêm tudo sempre igual, não importa a estação do ano ou a mudança repentina do clima. Aqui não há como escapar do frio – e é preciso estar sempre atento para antecipar a necessidade de lenha cortada (e seca!) para a lareira ou preparar a entrada da casa para deixar num canto os sapatos molhados e cheios de lama. Até o vento da madrugada nos desperta, nos avisa que a casa nos protege, sim, mas não nos isola do mundo externo, não nos faz refém da apatia…

 
A natureza aqui está em toda parte, fora e dentro de nós, tocando nossa pele a todo instante. Para algumas pessoas, um desastre total, uma arritmia que nos acomete com constância e demandas que exigem tempo, energia e muita disposição. Aos poucos, vou me acostumando a esse novo ritmo, feliz com a invasão, digamos assim, da natureza em minha vida – tudo o que sempre desejei, afinal.

 
Às vezes me pego em flagrante reclamando do fato de chegar em casa à noite e ter de ligar a lanterna para enxergar os degraus da escada, carregando sacolas de legumes, laptop e coisas da cachorra Sofia e, em frente à porta da entrada, ainda precisar descolar um jeito de achar o buraco da fechadura… É bom lembrar, não fui criada no mato, embora tenha vivido numa cidade pequena até a adolescência. Minha convivência com a natureza tão próxima, tão inevitável, tão gigante é, de certa forma, novidade para mim, coisa de poucos anos prá cá. Ainda estou me adaptando, me acostumando a esse novo jeito de morar, de acordar com os primeiros raios do sol, sentir sono às oito e meia da noite, almoçar ao meio-dia e pouco.

 
Não dá pra dizer que tudo flui fácil sempre. Mas também não penso em dizer o contrário. São como opostos amistosos que se encontram na imperfeição e imprevisibilidade de cada momento, unindo forças que se entrelaçam como um balé circense, menos rígido, mais no estilo deixa-o-vento-me-levar…

 
Neste feriado, recebemos amigos de São Paulo, bem urbanos, ligados aos agitos culturais, principalmente, da metrópole. E foi chuva quase que do começo ao fim dos dias. Ótimo. Aceitar o clima e tirar proveito do caráter mais introspectivo dele foi fundamental. Sem dramas, sem reclamações. Foi uma chance de enriquecer nossas conversas ao pé da lareira, relaxar ao som da chuva, curtir o aconchego de cobertores à frente da tv, assistindo a um documentário sobre a vaidade na Amazônia (aliás, muito bom!). E pronto. Apenas isso.

 
Confesso a você que hoje fiquei meio preocupada com o que escreveria aqui, especialmente porque me peguei achando que não tinha muito o que comentar, compartilhar. Mas aí me lembrei de que a simplicidade é a essência, a razão, talvez, deste blog. É por isso que ela é tão especial, porque muitas vezes acaba passando despercebida por nós, que desejamos coisas extraordinárias, tocantes, surpreendentes – não é verdade? É, é realmente necessário transformar nossa maneira de encarar o mundo para poder perceber a intensidade da simplicidade, o quanto pode ser incrível sim-ples-men-te olhar da janela o céu encoberto pela névoa branca e ser acometido por uma gratidão sem nome. É como ser convidado pela natureza a recolher o horizonte, não olhar para fora, mas para dentro de nós, entende?
Quando o céu está claro e os passarinhos cantam, é hora de sair, caminhar, ver o mundo lá fora. Por outro lado, se a chuva se faz presente e o frio chega como parceiro das águas, o melhor – e o grande luxo – é poder somente contemplá-la, com meias grossas e um bom casaco de lã.

 
Acredito que quando essas sensações puderem ser sentidas de verdade por um número cada vez maior de pessoas, naturalmente haverá uma redução no consumo de bens que levamos para casa como recompensas para nossas vidas exaustivas, de trabalho sem sentido e relações tumultuadas. Sinceramente, não sei se consigo transmitir isso a você – essa minha afeição pelo simples – como eu realmente gostaria. Certas coisas não cabem em palavras, mas podem ser transmitidas à medida que forem cada vez mais verdadeiras. Essa é a minha meta.

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Gaiatos e GaianosGiuliana Capello

Giuliana Capello é jornalista ambiental especializada em construções sustentáveis, guarda-parque e permacultora. É colaboradora das revistas Arquitetura & Construção, Casa Claudia e Bons Fluidos. Formada em design de comunidades sustentáveis, mora na Ecovila Clareando, a 100 km de São Paulo. Sua casa, construída com técnicas de bioconstrução, reflete princípios que adota em seu cotidiano: conexão com a natureza, simplicidade voluntária e consumo responsável. Aqui, conta histórias de quem deixou a cidade grande para viver no campo ao lado de amigos - e tornar a vida mais plena, criativa e sustentável.

Posts anteriores

• Eu, você e o fim do mundo

• Esterco, palha e felicidade

• No compasso da natureza

• A simplicidade e a crise de imaginário

• Criança precisa de natureza

• Dias de mudança e gentilezas!

• Mudança para a ecovila!

• Meio ambiente: por que custo e não investimento?

• A lição básica do lixo

• Discurso sustentável tem limite

• A cidade, o campo e a estrela Sinhá

• A mágica das trocas de saberes

• Carnaval em comunidade

• Ideias para esverdear a construção

• Teste drive do banheiro seco

• O planeta numa bandeja (de isopor)?

• Reflexões sobre o slow life e a internet

• A face feia dos cosméticos

• Vasos para melhorar o trânsito

• Primeira virada em casa!

• 2012: ano para entender o planeta

• Pratique a observação!

• Greenbuilding para pássaros

• Belo Monte, Rachel Carson e minhas velas artesanais

• O caipira e a mobilidade urbana

• O que dar a alguém que já tem “tudo”?

• Pela volta do fogo doméstico

• O empurrãozinho que faltava…

• Um lugar em você chamado Ahimsa

• RPPN El Nagual: cooperação, amizade e inspiração

• Dez anos de um sonho

• Você quer ser bom ou justo?

• É primavera em mim

• E viva o decrescimento

• Um guarda-chuva para dois verões

• E quando não há rede de esgoto?

• Quem casa quer casa (ecológica!)

• Se não é divertido, não é sustentável

• Lunática com muito orgulho

• Secador solar e generosidade

• Doze metros de muita história

• Velhice x terceira idade

• Infância desplastificada

• Um dia sem telas

• Um luxo chamado Tempo

• Horta de fundo de quintal

• Liberdade anda junto com sustentabilidade

• Produtos que não deveriam existir

• Lixo é uma questão topológica

• Celebração de blogueira

• Você e o fim da sacolinha em SP

• A lição do Ubuntu ancestral

• Ecovila: no pasto ou na mata nativa?

• Cada um com seu entulho

• O descaso com o lixo orgânico

• Espiritualidade e vida comunitária

• Produzir ou consumir cultura?

• Fukushima e você

• Trocas solidárias que enriquecem

• Lavar roupas sem sabão!

• Acordos comunitários para a ecovila

• O valor de uma árvore

• A chegada de uma nova vida

• Por que o simples é tão complicado?

• Impressões do interior

• Só tecnologia não salva o planeta

• Bioconstrução na serra fluminense

• Um bairro em transição

• Petrofóbicos e locávoros, uni-vos!

• Permacultura para transformar

• Água de chuva, muita chuva…

• Partida e chegada

• A nova história dos três porquinhos

• 365 dias mais ecológicos

• Maternidade e natureza

• Livrai-nos dos pecados do greenwashing!

• Pesadelo de consumo

• Dias de mudança (e desapego)

• Sustentável e mais barato, sim!

• Quem faz a sua comida?

• Ecovila: mutirão na represa!

• Cohousing: morar com amigos

• Esgoto bacana e ecológico

• Superadobe ou terra ensacada

• Primavera com onça e lobo-guará!

• Bioconstrução para multiplicar

• Feriado unplugged

• O que é viver bem?

• Jardim de histórias

• Por que adoro hortas permaculturais

• O joio e o trigo

• Máquinas descartáveis?!?

• Parques x hidrelétricas

• Atire bolas de semente!

• Sobre as boas tradições

• Precisamos de uma escola!

• Sobre a formação de uma ecovila

• Festa junina na ecovila

• Quando o tamanho é documento

• Terra fértil e sangue menstrual

• O tempo de uma casa

• O centro comunitário da ecovila

• Tempo para a arte

• Medicina ecológica?

• O céu de todos e de cada um

• Aqui e agora

• Sabedoria das ervas

• Qual é a sua sustentabilidade?

• Privacidade numa comunidade

• Ecodesign para cuidar do planeta

• Home centers e produtos ecológicos

• O valor do silêncio

• Ecovila com horta… e sem delivery

• A conta de gasolina na ecovila

• Patos, galinhas e outros bichos

• Despedida na ecovila

• Conectada, finalmente!

• Menos tv, mais horta

• O recado das crianças

• Os pedreiros somos nós!

• Esperança e cooperação na ecovila

• O tempo é o novo regente

• Sobre a proximidade do fim

• A COP15 e a síndrome do panetone

• Histórias de uma parteira na Amazônia

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• Slow life: vida mais calma, lenta e confortável

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• Dividir para ter mais

• Tomada de decisão por consenso

• Simplicidade voluntária

• Bicho de ecovila

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• Histórias de João-de-barro

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• Para ter uma composteira caseira

• Mutirão de telhado verde

• Malhação para o planeta

• Minha casa na ecovila

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• Bioconstrução e desastres naturais

• Democracia, consenso ou autocracia??

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• Viva o pequeno agricultor!

• Educação para o campo

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• High tech ou low tech?

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