O que se fez foi apresentar um telhado de vidro: a Petrobras ainda não se adequou a uma resolução do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) que estabelece a redução do limite máximo de enxofre misturado ao óleo diesel.
O mesmo enxofre causador da má qualidade do ar que, segundo comentário de André Trigueiro, na CBN, já contabiliza 3 mil óbitos por ano em São Paulo. Isso posto, não seria “em tudo que a Petrobras faz” que se constatariam as melhores práticas socioambientais.
Pela primeira vez, a corrida pelo ouro da propaganda verde está enfrentando algum freio. A expectativa geral é que esse precedente seja capaz de impor mais cautela e transparência a todas as empresas, marcas e produtos que vêm sendo vinculados à responsabilidade ambiental. Que bálsamo seria se conseguíssemos evitar a banalização do conceito de sustentabilidade que, tomada de maneira cada vez mais genérica, virou um guarda-chuva onde se abrigam iniciativas louváveis, mas também toda sorte de esperteza.
Propagandas abusivas não lesam apenas o direito de informação do consumidor, mas todo esse esforço de educação que está sendo empreendido por diversos atores para reinventar comportamentos. Essa enxurrada de “ecológicos” e “sustentáveis” não é apenas desinformação, é “deseducação”.