
Nesse período de um ano, a questão foi muito debatida em blogs na internet e nada na imprensa (até onde eu consegui checar). É estranho, porque a economia energética prometida é muito significativa e essa história já deveria ter caído na curiosidade de algum repórter. Se a premissa estiver correta, em um ano, a página preta do Google economizaria no mundo todo o correspondente a 6.570 gigawatts.
É mais de mil vezes a potências instalada do Complexo hidrelétrico do rio Madeira. Bota energia nisso!
Mas existe também a possibilidade de a hipótese estar furada, o que explicaria também o desinteresse da imprensa. Alguns comentários em blogs que pesquisei alegavam que em monitores LCD, o gasto de energia para as cores diferentes é praticamente o mesmo. Se a tendência é sempre substituir tecnologia velha por nova, em pouco tempo a estratégia já não seria mais eficiente.
Mesmo assim, a empresa Australiana Heap Media resolveu investir na idéia e lançou o Blackle, site de busca que usa o mesmo sistema do Google e claro, um fundo preto. Já há uma versão em português do buscador. Na versão em inglês, além da função de busca com o Google, o internauta também pode pesquisar em uma seleção especial de 446 páginas de produtos e serviços “verdes” na internet.
Alguém aí sabe se essa história vingou ou não? Alguém experimentou o Blackle para pôr à prova a teoria de que texto claro sobre fundo escuro cansa a vista?
Eis o blog Ecorion, que deu início à discussão
E uma notinha recente do New York Post sobre o assunto