
Mas um bom apanhado de tudo que vi e pretendo trabalhar no livro está na edição deste mês da revista Página 22, na reportagem “NovoPortoVelhoPortoNovo...”. Ali, procurei colocar o que eu tinha de mais notável a partir das conversas com ribeirinhos, empresários, governo e movimentos sociais, nessa infindável polêmica que cerca as usinas hidrelétricas do rio Madeira.
Uma das pérolas da viagem foi essa foto de imóvel à venda. No distrito de Jaci-Paraná, mais próximo do futuro canteiro de obras para a usina de Jirau, a valorização das terras levou a um processo de especulação fundiária espantoso. Passou a ser bom negócio ter uma casa (ou até igreja) em Jaci e placas de venda estão por toda parte.
O único ‘porém’ é que o município está integralmente situado em terras da União. O boom de negócios é fruto de desmatamento ilegal e da mais pura grilagem (que, grosso modo, significa apropriação privada de terras públicas).