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A Taxa Robin Wood Carolina Derivi - 10/02/2010 às 14:53
Se você ficou fulo da vida com a fortuna de dinheiro público destinados a salvar os bancos durante o ápice da crise financeira, vai adorar essa ideia, vinda do Reino Unido: uma pequena taxa, insignificante mesmo, alguma coisa em torno de 0,05% sobre todas as transações especulativas, como derivativos, por exemplo.
Sabe quanto dinheiro isso representaria? Segure-se na cadeira: mais de 100 bilhões de libras, uma cifra que poderia mais que dobrar dependendo do sucesso dos bancos. E esse oceano de dinheiro seria usado para financiar ações de combate a pobreza e adaptação às mudanças do clima no terceiro mundo, além da manutenção de serviços públicos essenciais no próprio Reino Unido, prejudicados pela crise.
O que me encanta na taxa Robin Wood é o percentual ser tão minúsculo, ou seja, metade de um milésimo do que circula nessas transações. É tão ínfimo que fica difícil imaginar com que cara banqueiros e investidores teriam coragem de se opor. Essa é mais ou menos a intenção do vídeo acima. Um representante deste movimento tenta vender a ideia a um banqueiro que vai se mostrando cada vez mais constrangido.
São quase 50 organizações por trás da proposta que, segundo o site oficial, já foi publicamente defendida por Gordon Brown, Angela Merkel e Nicholas Sarkozy.
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Carolina Derivi é jornalista especializada em sustentabilidade. Começou há sete anos, como estagiária na ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e de lá pra cá foi repórter e subeditora da revista Página22. Hoje, como freelancer, colabora com diversos projetos de comunicação. Desde que passou uma temporada como voluntária na Chapada dos Veadeiros (GO), aos 18 anos, não perdeu mais a mania de encontrar relações entre meio ambiente e tudo o mais que há na vida. Aqui, discorre sobre as múltiplas conexões entre sustentabilidade, política e economia.
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