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Rio+20 e a participação Carolina Derivi - 05/10/2011 às 14:28
Existe um universo de articulações independentes da política oficial que podem tornar a Rio+20 muito mais propositiva e interessante. Lembrem-se que foi a participação maciça da sociedade civil mundial que tornou a Rio-92 tão memorável.
Na época, era considerado super estranho e radical envolver gente comum numa cúpula da ONU. Mas aos eventos paralelos, ao processo autônomo, e à presença de mais de 30 mil ativistas no Rio de Janeiro atribui-se boa parte da pressão que resultou em compromissos concretos. E agora, que a internet está do nosso lado, a que dimensão isso pode chegar?
Se a gente imaginar a Rio+20 como um gigantesco movimento de crowdsourcing para o desenvolvimento sustentável, talvez o maior que já existiu, dá pra ficar bem mais animado. Reparem neste post aqui no Blog da Redação, em junho do ano passado. Todos os comentários trazem a mesma pergunta: “como posso participar?”
O problema é que a nove meses da conferência, essas oportunidades ainda não estão claras. A mobilização já é intensa entre empresas, ONGs e movimentos os mais variados. Mas e quanto ao cidadão não organizado? Como as pessoas comuns podem se somar a à massa crítica? Essa pergunta deveria estar no radar das prioridades das organizações que hoje se dedicam a fazer da Rio+20 um momento de guinada histórica.
A seguir, duas iniciativas que podem tomar essa dianteira:
Diálogos Nacionais – Promovidos pelo Vitae Civilis em parceria com uma porção de entidades, estão recolhendo propostas e promovendo debates na internet e fora dela. Até o final do ano, serão realizados seminários em todas as regiões do Brasil. O primeiro deles já aconteceu em Brasília, no mês de agosto. No site dá para conhecer os detalhes das propostas que já surgiram daí.
Virando o jogo – Por enquanto, o site acomoda uma petição para que a Rio+20 não cai no blábláblá e, ao contrário, provoque planos e compromissos concretos (o abaixo-assinado será apresentado em quatro eventos oficiais da ONU). Mas por trás desse pontapé-inicial tem uma ideia mais ampla chamada “Geração+20” que buscará envolver jovens não institucionalizados. Vem coisa boa por aí…
ver este postcomente
01/02/2012 às 13:49 Rio+20 em miúdos - Eco Balaio - diz:
[...] de pesquisa, desisti. As informações era muito vagas e dispersas. O resultado então foi uma crítica de pelica às organizações da sociedade civil por esse gap de comunicação, tão sensível [...]
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Carolina Derivi é jornalista especializada em sustentabilidade. Começou há sete anos, como estagiária na ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e de lá pra cá foi repórter e subeditora da revista Página22. Hoje, como freelancer, colabora com diversos projetos de comunicação. Desde que passou uma temporada como voluntária na Chapada dos Veadeiros (GO), aos 18 anos, não perdeu mais a mania de encontrar relações entre meio ambiente e tudo o mais que há na vida. Aqui, discorre sobre as múltiplas conexões entre sustentabilidade, política e economia.
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