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O quinto elemento Carolina Derivi - 14/07/2010 às 13:56
O pesquisador e consultor em sustentabilidade, Eric Lowitt, faz uma aposta que pode ser alentadora para as empresas. Lidar com a nova onda de obrigações e responsabilidades pode, na verdade, torná-las mais ágeis e não mais atoladas em processos sem fim.
Para explicar isso, Lowitt recupera os imperativos de negócios que revolucionaram a economia desde a Segunda Guerra Mundial. São as tais novas circunstâncias que aparecem no ambiente econômico e requerem mudanças profundas em todos os níveis.
O primeiro imperativo foi a velha e boa qualidade dos produtos. Depois, veio a reengenharia de processos, a globalização, a internet e, finalmente, o quinto elemento: a sustentabilidade.
Dessa vez, a novidade é que as empresas se veem cobradas para gerar valor a um número maior de partes interessadas. Ou seja, acabou a velha receita segundo a qual o que importa são os investidores, os consumidores e, quando muito, os funcionários.
As comunidades atingidas por operações empresariais, a sociedade organizada e o abstrato meio ambiente, entre outros, aparecem agora como co-beneficiários dos negócios e atores para os quais as empresas devem prestar contas.
O jargão econômico chama essas novas partes interessadas de stakeholders, que numa tradução boboca minha significa os mantenedores de questões (stakes) relativas à empresas, e tem origem num trocadilho com a palavra stockholder (acionista).
A influência dos stakeholders é cada vez maior, em parte, graças ao quarto imperativo que é a internet e todos os novos processos de tecnologia, produção e disseminação da informação. O cerne desses dois imperativos é a interatividade. E esse é um dos motivos pelo qual a sustentabilidade no mundo dos negócios pode ser uma onda tão irreversível quanto a própria internet. Ambas estão ligadas pelo âmago da diversidade e do diálogo.
Para traduzir um longo artigo numa conclusão curta: Lewitt argumenta que é justamente essa interação com as partes interessadas e o empoderamento de funcionários para lidar com essa nova realidade que tornará a empresa mais dinâmica e adaptada, capaz de antecipar tendências recolhendo os conselhos de seus stakeholders.
A receita vale também para todos os processos colaborativos possibilitados pela internet. Ou seja, quanto mais gente colaborando, melhor é o processo.
Aqui o artigo de Eric Lowitt na íntegra (em inglês)
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Carolina Derivi é jornalista especializada em sustentabilidade. Começou há sete anos, como estagiária na ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e de lá pra cá foi repórter e subeditora da revista Página22. Hoje, como freelancer, colabora com diversos projetos de comunicação. Desde que passou uma temporada como voluntária na Chapada dos Veadeiros (GO), aos 18 anos, não perdeu mais a mania de encontrar relações entre meio ambiente e tudo o mais que há na vida. Aqui, discorre sobre as múltiplas conexões entre sustentabilidade, política e economia.
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