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Noves fora o desmatamento Carolina Derivi - 05/08/2009 às 18:17
Dá para fazer mágica com as estatísticas na Amazônia. Com os dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é possível dizer que o desmatamento está caindo, mas também que está subindo. Qual é a verdade, afinal?
Quem dá a última palavra sobre isso é o sistema Prodes, cujos dados são os mais confiáveis e precisos para informar a área devastada anualmente. Com a marca de 12.911 km² de floresta derrubada entre 2007 e 2008, o ritmo de desmatamento subiu, minha gente, subiu. Ou melhor, voltou a subir após três anos de desaceleração.
Mas no mesmo dia, o INPE também divulgou dados do Deter, sistema de detecção do desmatamento em tempo real. O Deter faz o mesmo serviço, mas suas imagens de satélite são muito menos precisas. Foi criado para ajudar a combater o desmatamento enquanto ele acontece, não para gerar o balanço final.
Mesmo assim, a assessoria de comunicação do Ministério do Meio Ambiente tascou um título comemorativo em release: "Desmatamento na Amazônia cai 33% após aumento de fiscalização". Isso porque os números do Deter de junho deste ano, comparados com o mesmo período do ano passado, apontariam essa queda. Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo compraram.
De um lado, tem-se o melhor sistema de monitoramento de florestas do mundo (Prodes) apontando o resultado final de aumento em 2008, e de outro lado, o seu primo muito menos eficiente apontando uma tendência de queda que poderá ou não se confirmar para 2009.
O ministro Carlos Minc fez um ótimo trabalho ao garantir, em entrevista coletiva, que o certo ficasse em segundo plano, enquanto as manchetes emplacaram o duvidoso. Pelo menos o Estadão desconfiou e ouviu do coordenador do Programa Amazônia do INPE, Dalton Valeriano: "O que o Deter consegue enxergar está cada vez menos relevante".
Se você quiser saber exatamente qual é a trajetória do desmatamento ano a ano, desde 1988, de forma simples e detalhada, acesse essa tabelinha aqui. Essa é a realidade, ou o mais próximo que podemos chegar dela. O resto é bobagem.
ver este postcomente
06/08/2009 às 10:55 Anonymous - diz:
Lisandra Krebs – diz:Prezada Carolina Derivi,Gostaria de parabenizá-la pelos conteúdos postados no Eco Balaio. Aproveito para saber sobre a possibilidade de divulgação de nosso curso “Construções Sustentáveis e Certificações Green Building”, a realizar-se dia 22 de agosto próximo, em Porto Alegre/RS.Havendo a possibilidade, poderia enviar, em outro e-mail, prospecto com o conteúdo a ser abordado.Atenciosamente,Lisandra Krebslisandra@krebssustentabilidade.com.br
26/01/2010 às 18:04 Anonymous - diz:
thacyane – diz:vamos cuida do da floresta proteger os animais cuide e preserve e uma vida
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Carolina Derivi é jornalista especializada em sustentabilidade. Começou há sete anos, como estagiária na ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e de lá pra cá foi repórter e subeditora da revista Página22. Hoje, como freelancer, colabora com diversos projetos de comunicação. Desde que passou uma temporada como voluntária na Chapada dos Veadeiros (GO), aos 18 anos, não perdeu mais a mania de encontrar relações entre meio ambiente e tudo o mais que há na vida. Aqui, discorre sobre as múltiplas conexões entre sustentabilidade, política e economia.
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