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A nova guerra do Iraque Carolina Derivi - 09/09/2009 às 18:25
Quando falei a uma amiga sobre a minha admiração pelos ambientalistas que atuam no Oriente Médio, ela me olhou com cara de desconfiada. “Não acho bom. Aquela região tem problemas maiores com os quais se preocupar”, retrucou.
Ela parece estar certa, à primeira vista. Com o drama da violência e da perda de vidas humanas, ativismo ambiental parece mesmo perfurmaria, ou até piada de mau gosto. Mas isso não muda o fato de que a guerra é um grande catalisador de esgotamento dos recursos naturais. Se a sobrevivência das pessoas depende desses recursos, como viverão depois que a paz retornar?
Essa é a pergunta que não quer calar no Iraque. Uma reportagem no excelente Environmental News Network descreve a receita do desastre: a péssima gestão das fontes de água limpa em um país tão instável, combinada ao agravamento das secas desencadeadas pelas mudanças climáticas e ao abuso de hidrelétricas por parte dos vizinhos, Síria e Turquia, nos rio Tigre e Eufrates.
Enquanto as bombas continuam a despedaçar suas cidades e vilas, o Iraque está agora à beira de uma crise ambiental que, conforme alertam especialistas e oficiais de governo, pode realizar o que décadas de conflitos não conseguiram: “destruir o país definitivamente”, dizem os jornalistas Phil Sands e Nizar Latif.
A nova Guerra seria aquela da água. É interessante como a situação é parecida na Terra Santa. Lá, os ativistas da Ecopeace vem se esforçando para demonstrar que a desconfiança mútua entre israelenses, palestinos e jordanianos está levando a uma super exploração do rio Jordão, uma das poucas fontes de água limpa.
Cada lado quer sugar o máximo que pode antes que o outro o faça. E assim toda a região caminha para o colapso. Isso sem contar com a poluição causada pelos bombardeios e explosões. Instalações de petróleo, por exemplo, estão entre os alvos favoritos. E lá se vai todo o óleo para mares, rios e lençóis freáticos…
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28/09/2009 às 11:15 Anonymous - diz:
jose de arimmateabarbosa – diz:parabe´parabens,pela sua visão antecipadado será o iraque no futuro.como irão viver os iraquianos sem esse recursos naturais?e quem são os culpados?
16/02/2012 às 13:40 O país mais sustentável do mundo - Eco Balaio - diz:
[...] quem pensou na China (116º lugar). É o Iraque. Conforme eu já relatei aqui, guerras são um vetor monstruoso de degradação ambiental, a ponto de minar a capacidade de os [...]
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Carolina Derivi é jornalista especializada em sustentabilidade. Começou há sete anos, como estagiária na ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e de lá pra cá foi repórter e subeditora da revista Página22. Hoje, como freelancer, colabora com diversos projetos de comunicação. Desde que passou uma temporada como voluntária na Chapada dos Veadeiros (GO), aos 18 anos, não perdeu mais a mania de encontrar relações entre meio ambiente e tudo o mais que há na vida. Aqui, discorre sobre as múltiplas conexões entre sustentabilidade, política e economia.
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