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Munição para debates climáticos Carolina Derivi - 01/09/2010 às 11:04
Aquecimento global é um daqueles raros assuntos que conseguem ser populares e complexos ao mesmo tempo. Se você, como eu, está bem convencido das graves implicações da mudança do clima, mas se atrapalha com a infinidade de modelos, projeções, novidades e controvérsias, pode ser difícil contra-argumentar quando se depara com aquelas pessoas que acham que tudo não passa de uma fraude.
Para ajudá-lo a organizar as ideias e tirar dúvidas, encontrei um site espetacular: o Skeptical Science, produzido pelo físico britânico John Cook. O que ele fez foi elencar 119 argumentos dos negacionistas em ordem de popularidade recente. Para cada ponto, há um contraponto científico fácil de entender.
O projeto de Cook é tão bem pensado que você pode escolher entre a resposta curta e a resposta elaborada. Se topar a segunda opção, você ainda pode selecionar o seu nível de familiaridade com o assunto: básico ou intermediário. Outro ponto importantíssimo é que o físico compartilha os links das fontes de cada informação que apresenta. Então você não precisa confiar apenas na palavra dele. Os argumentos ainda estão disponíveis em 17 (!) línguas, português inclusive.
Gosto muito do nome do site e o que ele representa. Significa a re-apropriação do ceticismo para o lado de onde ela nunca deveria ter saído. Não são poucos os especialistas em diferentes áreas da sustentabilidade que fazem questão de se referir aos que duvidam da influência humana sobre o clima como crentes. Céticos, a rigor, são aqueles que baseiam suas posições em evidências e bom senso. Já é hora de reconhecer que ambos os elementos correspondem ao estado da arte da ciência climática.
Então, na próxima vez que você se deparar com um espertinho que diga não são todos os cientistas que concordam com a causa humana do aquecimento global, o clima da Terra sempre mudou e, além do mais, os cientistas dos anos 70 previam um esfriamento global, você pode simplesmente responder o seguinte:
O clima reage a diferentes forças em cada tempo e atualmente os humanos são a força dominante, como atestam 97% dos climatologistas que publicam ativamente no mundo. As mudanças do passado só comprovaram a sensibilidade do clima à concentração de CO2. Quando ao esfriamento, faz mais sentido se preocupar com os impactos do aquecimento global nos próximos 100 anos do que com uma nova era do gelo dentro de 10 mil anos.
Cook ensina.
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01/09/2010 às 13:34 Anonymous - diz:
Yara – diz:Obrigada por compartilhar esse site, é realmente muito bom!
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Carolina Derivi é jornalista especializada em sustentabilidade. Começou há sete anos, como estagiária na ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e de lá pra cá foi repórter e subeditora da revista Página22. Hoje, como freelancer, colabora com diversos projetos de comunicação. Desde que passou uma temporada como voluntária na Chapada dos Veadeiros (GO), aos 18 anos, não perdeu mais a mania de encontrar relações entre meio ambiente e tudo o mais que há na vida. Aqui, discorre sobre as múltiplas conexões entre sustentabilidade, política e economia.
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