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Marina Silva no Roda Viva Carolina Derivi - 23/09/2009 às 17:21
É claro que não vou conseguir evitar pelo menos um comentário sobre o desempenho de Marina Silva no programa Roda Viva da última segunda-feira. Não vou rasgar seda como de costume. A senadora foi muito bem, mas acho mais importante apontar os problemas.
Não gostei do desempenho dela no tema economia. Marina foi encurralada por jornalistas tenazes de política, que estão acostumados a outros termos para avaliar pertinácia econômica. A senadora não se explicou bem, mantendo o discurso numa combinação de expressões chave como "século 21", "economia de baixo carbono" e a já famigerada "sustentabilidade".
É preciso explicar a sustentabilidade para as pessoas, no terreno da economia. Não custaria partir de coisas básicas como "vocês ainda se lembram que a economia depende integralmente dos recursos naturais, certo?".
Pois bem. Também se poderia dizer que antes mesmo do esgotamento dos recursos naturais, o mundo vai mergulhar (e já está mergulhando) em uma economia que penaliza as piores práticas ambientais. Marina poderia ter lembrado o caso dos frigoríficos na Amazônia, e como isso se desdobrou para as grandes redes de supermercado. Com chances de chegar até aos grandes consumidores internacionais.
Não seria a primeira vez. Foi o que aconteceu com a soja, quando a entrada da Europa na grita geral levou à moratória. O etanol brasileiro já tem uma reputação mais pra lá do que pra cá, o que também dificulta exportações. E setores como papel e celulose e madeira praticamente não conseguem exportar sem certificação socioambiental.
Enquanto os países ricos começam a taxar o excesso de carbono em suas próprias economias (França é o mais recente. EUA está no caminho), cresce a discussão de que será preciso impor barreiras tarifárias aos produtos de países que não assumirem compromissos similares. Isso tem implicações sérias para o comércio internacional e para qualquer país que queira ser "alguém na noite", ou seja, no mundo.
Tudo isso pode ser muito óbvio pra ela, mas a sociedade brasileira precisa de um tutorial.
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24/09/2009 às 11:21 Anonymous - diz:
Rodrigo Collares – diz:Concordo plenamente com a autora, pois a senadora é uma opção de peso, mas este discurso de sustentabilidade atinge uma pequena parcela da sociedade tendo em vista a ignorância do povo basileiro ara tratar estes assuntos.Acredito que este projeto agregaria valor com uma possível coligação com o PDT, com o Sen. Critóvão Buarque, pois este sim, tem a receita da educação e da moralidade.
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Carolina Derivi é jornalista especializada em sustentabilidade. Começou há sete anos, como estagiária na ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e de lá pra cá foi repórter e subeditora da revista Página22. Hoje, como freelancer, colabora com diversos projetos de comunicação. Desde que passou uma temporada como voluntária na Chapada dos Veadeiros (GO), aos 18 anos, não perdeu mais a mania de encontrar relações entre meio ambiente e tudo o mais que há na vida. Aqui, discorre sobre as múltiplas conexões entre sustentabilidade, política e economia.
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