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#Florestafazadiferença Carolina Derivi - 26/10/2011 às 19:34
Que alegria ver a campanha Floresta Faz A Diferença ganhando um impulso de foguete nessas últimas semanas. Já são mais de 19 mil assinaturas no manifesto contra o projeto do novo Código Florestal.
A cereja do sundae, hoje, foi a divulgação dos vídeos de apoio de celebridades brasileiras, editados por Fernando Meirelles. Wagner Moura, Rodrigo Santoro, Denise Fraga, Gisele Bündchen, Alice Braga, mais uma porção de gente famosa compartilharam vídeos caseiros, sem frufrus de publicidade, sem textos encomendados. Cada um deles demonstra saber muito bem do que está falando.
O Imazon, mais uma vez, aplicou incrível senso de oportunidade no estudo que derruba o argumento ruralista segundo o qual Código Florestal é um tipo de lei que só existe no Brasil. Ao contrário, comprova o Imazon em parceria com a britânica Proforest Initiative. Diversos países da Europa e da Ásia assumiram, desde o século passado, políticas de restrição à derrubada de florestas e de incentivo ao reflorestamento.
Um “viva!” também para a Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência (ABC). Na etapa da Câmara, com seu fim trágico, critiquei ambas as entidades por terem demorado muito a se manifestar, sempre com aquele argumento emburrado, “os cientistas não foram convidados para o debate”.
E quem falou que precisa esperar convite para participar de um debate público? Pois elas não esperaram mais. Apresentaram comentários e propostas para cada ponto do projeto, a tempo de serem úteis aos senadores.
Alguma coisa de muito relevante acontece. O Código Florestal está se transformando na arena onde o movimento pela sustentabilidade no Brasil dá um passo primordial de amadurecimento: a adesão de organizações e indivíduos além dos ambientalistas. Nada neste país nunca vai mudar enquanto a agenda do desenvolvimento sustentável for carregada por apenas um clube.
Essa é a análise de Marina Silva, três anos atrás: “Não podemos mais ser um grupo. Temos de lutar para ser um todo”. Tal como as florestas, isso faz toda a diferença.
ver este postcomente
11/11/2011 às 01:19 valdic - diz:
Olá muito boa noite, conheço muito pouco do novo codigo florestal. mas até onde pode ver querem diminuir a metragem das margens dos corregos e rios, as chamadas matas ciliares antes obrigatorias, querem dimuir o tamanho da reserva legal obrigatoria, nas fazendas menores com a disculpa de serem de agriculturas familiares entre outras eu sou contra, achi isso um absurdo, sendo assim fica fácil burlar a lei é só dividir as grandes fazendas entre os supostos herdeiros, tornando-as menores aí poderiam entaõ desmatar.
VAMOS RESPEITAR E CUIDAR DO PLANETA TERRA.
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Carolina Derivi é jornalista especializada em sustentabilidade. Começou há sete anos, como estagiária na ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e de lá pra cá foi repórter e subeditora da revista Página22. Hoje, como freelancer, colabora com diversos projetos de comunicação. Desde que passou uma temporada como voluntária na Chapada dos Veadeiros (GO), aos 18 anos, não perdeu mais a mania de encontrar relações entre meio ambiente e tudo o mais que há na vida. Aqui, discorre sobre as múltiplas conexões entre sustentabilidade, política e economia.
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