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Floresta que dá dinheiro Carolina Derivi - 31/08/2011 às 12:22
Já tem muita gente ganhando dinheiro com floresta, apesar de tantas dificuldades de burocracia e elevados custos de regularização. Mas uma aposta para o futuro, pescada pelo jornal The Guardian, é que o setor passará a ser pautado mais pelos serviços florestais que por seus produtos (como madeira, frutas, óleos, resinas, mais comuns hoje em dia).
Para alguns, isso pode parecer utopia de ativista, mas o mercado de pagamento por serviços ambientais (PSA) no Brasil já movimenta mais de R$ 20 milhões por ano, segundo estimativa da ONG The Nature Conservancy. A maior parte disso vai para os proprietários rurais que protegem suas nascentes, como no Programa Produtor de Água.
E por trás desse mercado em ascensão tem uma regra econômica básica: a escassez faz subir os preços. Se levarmos em conta a projeção do Banco Mundial, segundo a qual a combinação de aumento populacional e mudança do clima deve reduzir pela metade a disponibilidade de água per capita até 2050, fica mais fácil acreditar nas promessas de rentabilidade dos serviços florestais para o futuro.
Como já escrevi tantas vezes aqui no blog, a conservação florestal é indispensável para preservar o ciclo hidrológico, suas nascentes e lençóis freáticos.
Mas os serviços florestais são variados como a própria biodiversidade, vão desde o propalado estoque de carbono até a contenção de enchentes e pragas para agricultura. São ativos marginais em termos econômicos, apesar dos melhores esforços da ciência em demonstrar essa correlação. Mas a aposta do jornal britânico é que esse jogo deve se inverter.
Até demografia conspira um pouco para o futuro das florestas. Conforme mais e mais pessoas se concentram nas cidades, mais e mais pessoas sofrem de déficit de natureza. O ecoturismo, diz o The Guardian, deve atender a uma demanda crescente por retiro recreativo, educacional e espiritual. E ainda nem falamos dos benefícios das florestas urbanas, que além do lazer ajudam também a refrescar o clima fervido por vidro, cimento e concreto.
Algumas pessoas acham que se o futuro da conservação depender das empresas, algo dará errado, a começar pelo risco de não haver repartição de lucros e benefícios com comunidades locais e tradicionais. Outros já acreditam que tornar as florestas lucrativas para o setor privado é a única forma garantida de protegê-las.
E o leitor, o que pensa?
Crédito/imagem: Bruno Bernardi
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31/08/2011 às 20:55 Anonymous - diz:
roseperiodista – diz:Pienso q compartimos los mismos ideales.Soy brasileña,retorné Rio RJ hace un año. La Inseguridad, la epidemia crak,dengue,poluición sonora,altos impuestos, muertes hasta de magistrada Acioli me lleva a creer está “sucateado” Rio RJ -BASTA impuestos altisimos Máfia inmobiliaria, estamos en un cruze sin salida.Además soy periodista y el gobierno No si alegra de las verdades q twitto. Necesito vivir en PAZ para escribir en PAZ,compartir mis proyectos y ampliar mis sueños de 40 años en realidad. Saludos,RoseperiodistaPS:Tengo dificultad en escribir portugués,perdoname.¡Feliz Noche!
04/09/2011 às 10:16 Anonymous - diz:
Loures – diz:Há um ponto crucial em toda a discussão ambiental: o que precisa ser entendido é que não é a Terra em si que carece de preservação, mas sim a espécie humana! O planeta existe a milhões de anos e continuará existindo… e nós?!
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Carolina Derivi é jornalista especializada em sustentabilidade. Começou há sete anos, como estagiária na ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e de lá pra cá foi repórter e subeditora da revista Página22. Hoje, como freelancer, colabora com diversos projetos de comunicação. Desde que passou uma temporada como voluntária na Chapada dos Veadeiros (GO), aos 18 anos, não perdeu mais a mania de encontrar relações entre meio ambiente e tudo o mais que há na vida. Aqui, discorre sobre as múltiplas conexões entre sustentabilidade, política e economia.
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