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Falta pânico? Carolina Derivi - 08/09/2011 às 01:11
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Neste feriado manso e ensolarado, esticada no meu sofá enquanto flanava sem rumo na web, dei com este artigo no The Onion sobre a necessidade de mais pânico em torno da mudança do clima. Acho que foi justamente o contraste óbvio que me cativou e eis que acabei lendo a coisa toda.
Antes que o leitor desanime (ah, não, mais um papo brabo sobre o fim do mundo), aviso que o artigo é de uma ironia fina, quase tímida, mas que capta bem os conflitos de quem pensa sobre essas coisas.
Ao defender que uma pessoa esclarecida deveria passar pelos menos 45 segundos por dia mergulhada em profundo desespero, o autor Rhett Stevenson satiriza a situação ingrata dos indivíduos: chamados a contribuir com a salvação do mundo, mas com pequeníssimo controle sobre esta barca furada.
Muita gente já sabe, e Stevenson não é diferente, que a pregação do medo e da culpa tem mais chances de levar à paralisia que a uma transformação positiva. Mas agir como se tudo estivesse sob controle também flerta perigosamente com a inação. Qual é a mensagem certa, afinal?
Enfim, pelo menos gostei de ver alguém desabafar sobre esse bode na sala climática. É preciso seguir acreditando, com atitude, calma e entusiasmo. Nem o pânico, nem a alienação conformada. Mas, cá pra nós, já foi mais fácil viver…
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08/09/2011 às 18:53 Anonymous - diz:
Augusto César D’ávila Bitencourt – diz:Não acho que o pãnico seja a melhor saída, embora ele seja necessário para o “choque de realidade”. O ideal seria ter uma consciência bem formada sobre a realidade dos problemas ambientais atuais para, sem pânico e com muita calma, entrar em ação questionando e promovendo mudanças, mesmo que locais ou pontuais.
08/09/2011 às 20:14 Anonymous - diz:
Patrícia – diz:Verdade Augusto, entrar em ação. Se eu não posso mudar as atitudes dos outros (pois algumas vezes quando falo algo, sou ridicularizada; pois é claro estava entre pessoas erradas). Então eu faço a minha parte. E quando sinto que tenho espaço onde serei ouvida, falo!Sempre vejo como a melhor saída, a educação, mas as autoridades não pensam como eu! Fazer o que!”As formigas são pequeninas, mas conseguem um grande trabalho”
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Carolina Derivi é jornalista especializada em sustentabilidade. Começou há sete anos, como estagiária na ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e de lá pra cá foi repórter e subeditora da revista Página22. Hoje, como freelancer, colabora com diversos projetos de comunicação. Desde que passou uma temporada como voluntária na Chapada dos Veadeiros (GO), aos 18 anos, não perdeu mais a mania de encontrar relações entre meio ambiente e tudo o mais que há na vida. Aqui, discorre sobre as múltiplas conexões entre sustentabilidade, política e economia.
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