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Eficiência bumerangue Carolina Derivi - 29/06/2011 às 20:29

Se você conseguisse reduzir tanto a conta de luz a ponto de sobrar um belo dinheirinho no final de cada mês, o que faria no final do ano? Compraria mais presentes de Natal? Talvez uma viagem de ano novo em alguma praia distante? Já era. Você pode ser um excelente administrador de finanças domésticas, mas seria um fracasso em termos de redução da pegada de carbono.

Esse é o rebound effect, ou efeito ricochete, um fenômeno que acompanha a humanidade há séculos. Eu venho esbarrando com esse conceito aqui e ali desde que comecei a escrever sobre sustentabilidade, mas nunca fui capaz de juntar 2 + 2 como faz uma reportagem do The New York Times. Se toda a poupança energética leva a uma economia de dinheiro, que por sua vez permite consumir mais e produzir mais, será que adianta todo esse esforço?

Talvez, o motivo pelo qual eu não tinha feito essa pergunta ainda é que os ambientalistas costumam considerar o efeito ricochete como um fator desprezível, que altera um pouco a conta pero no mucho. Não é que o dizem pesquisadores e economistas ouvidos pelo jornal americano.

Uma das análises, por exemplo, de autoria do físico Jeff Tsao, demonstra que a evolução das velas para os lampiões, depois para as lâmpadas incandescentes e assim por diante fez com que o consumo de energia por unidade de luz diminuísse enormemente nos últimos três séculos. No entanto, diz o jornal, “as pessoas descobriram tantos novos lugares para iluminar que a proporção de nossa renda gasta em iluminação é a mesma de nosso ancestral mais pobre no ano de 1700”.

E eu que já até escrevi aqui sobre a eficiência energética ser o melhor investimento do mundo, agora estou com uma sobrancelha arqueada…

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Comentários

04/07/2011 às 20:13 Anonymous - diz:

Augusto Bitencourt – diz:Carolina, parabéns pelo seu espaço aqui no PlanetaSustentável.com Tenho acompanhado o blog há alguns meses para acompanhar questões ambientais/sustentabilidade. O post é bem instigante, retrata como a sustentabilidade se constrói junto com o fator comportamental e educacional… não é uma questão trivial de lidar.Augusto Bitencourt

06/07/2011 às 19:45 Anonymous - diz:

Carolina Derivi – diz:Obrigada!

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Eco BalaioCarolina Derivi

Carolina Derivi é jornalista especializada em sustentabilidade. Começou há sete anos, como estagiária na ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e de lá pra cá foi repórter e subeditora da revista Página22. Hoje, como freelancer, colabora com diversos projetos de comunicação. Desde que passou uma temporada como voluntária na Chapada dos Veadeiros (GO), aos 18 anos, não perdeu mais a mania de encontrar relações entre meio ambiente e tudo o mais que há na vida. Aqui, discorre sobre as múltiplas conexões entre sustentabilidade, política e economia.

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