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Agir local – Parte 2 Carolina Derivi - 22/10/2008 às 17:31
Na semana em que os blogueiros do "Planeta" debateram os méritos (ou deméritos) da Política Municipal de Mudanças climáticas em São Paulo, eu defendi a eficiência de se planejar ações locais para problemas globais. Hoje, trago outro exemplo prático de como a coisa funciona.
Desde 2002, o movimento Transition Towns vem se espalhando pelos países do Reino Unido. A idéia consiste em capacitar e auxliar pequenas cidades, comunidades ou bairros a diminuir sua dependência do petróleo. O grande lance é a abordagem do mentor do movimento, Rob Hopkins, que prefere não entrar no mérito das mudanças climáticas. Ele simplesmente não trata desse assunto.
Por dois motivos: o primeiro é que a crise climática ainda gera muita discussão e controvérsia, o que sempre pode melar esforços, em qualquer escala. O segundo é que enfrentar o aquecimento global pressupõe aceitar que as soluções só existem com a adesão de todo o mundo. Nenhuma ação unilateral, por maior que seja, pode dar conta. E isso, para Hopkins, leva a um sentimento de desolação que pode ser totalmente improdutivo.
Muitos de vocês já devem ter passado por esse tipo de desânimo, normalmente acompanhado de conjecturas do tipo "que diferença faz a minha humilde garrafinha PET, uma simples sacolinha de supermercado ou as duas ou três lâmpadas que eu troquei em casa, diante de um problema -literalmente- do tamanho do mundo?"
Pois bem, em lugar de bater nessa tecla, o Transition Towns discute com as comunidades um problema bem mais palpável: o chamado Peak Oil. Grosso modo, trata-se do momento em que a humanidade verá esgotado, não o petróleo, mas o petróleo barato. Quando os custos de prospecção e comercialização atingirem níveis proibitivos, o que forçará uma mudança de hábitos de cada indivíduo, em todas as partes do globo.
Há analista que dizem que esse pico está próximo, outros que está distante. Mas todas concordam que ele virá e que é melhor se preparar. A vantagem, argumento Ropkins, é que ao lidar com o Peak Oil, as pessoas não precisam se preocupar com a agenda do resto do mundo. Mesmo uma vilinha medieval da Irlanda pode aumentar a sua resiliência fazendo uma substituição paulatina por outras fontes de energia, e estimulando a produção e o comércio local.
Aquela comunidade ficaria preparada para o líquido e certo Peak Oil (venha ele quando vier) e, de quebra, segue indiretamente a mesma linha dos esforços de combate às mudanças climáticas. É o sutil e certeiro poder da abordagem
ver este postcomente
14 de April de 2009 Anonymous - diz:
Augusto Muniz Campos – diz:Afinal, quais são os 12 passos para se implantar o Transition Towns em uma pequena cidade?
26 de April de 2009 Anonymous - diz:
Tania – diz:Não houve resposta para o Augusto? Também fiquei querendo saber!AguardoAtenciosamenteTania
26 de April de 2009 Anonymous - diz:
Tania – diz:Tania – diz:Tania – diz:Não houve resposta para o Augusto? Também fiquei querendo saber!AguardoAtenciosamenteTania
10 de February de 2010 Anonymous - diz:
Carina Lucindo – diz:Caros,Os doze passos, em português, podem ser consultados em http://druidesa.com.br/blog/?page_id=152Saudações!
10 de February de 2010 Anonymous - diz:
Carina Lucindo – diz:http://druidesa.com.br/blog/?page_id=152
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Carolina Derivi é jornalista especializada em sustentabilidade, subeditora da revista Página 22. Durante seus "verdes anos", foi ativista pelo cerrado na Chapada dos Veadeiros (GO). Trabalhou na ONG Amigos da Terra e dedicou o último ano da faculdade a um livro-reportagem sobre o complexo hidrelétrico do rio Madeira (RO). Desde então, seu assunto preferido, seja neste blog ou em mesa de bar, é a Amazônia brasileira. Acha que o barato do jornalismo ambiental são as boas histórias, e da sustentabilidade, as boas ideias. Aqui, discorre sobre os rumos do meio ambiente e as múltiplas conexões com política e economia.
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