É madrugada. Um dia daqueles retardou a publicação do tradicional post de segunda até essas altas horas. Na busca de inspiração fui ler o jornal, e encontrei a ótima reportagem no caderno Mais! da Folha de S. Paulo: “O submundo da cana”, de Joel Silva e Mário Magalhães, mais conhecido como Magal, de quem eu tenho muita saudade como ombudsman.
Os repórteres passaram meses investigando as condições de vida e de trabalho dos canavieiros em São Paulo, e como as transformações promovidas pelo chamado boom do etanol está afetando a realidade deles. Passaram por 19 cidades do estado.
Essa é para quem gosta de boas histórias. E para quem não gosta de ler jornal, aprender a gostar.
Mas eu recomendo especialmente àqueles que discutem se os biocombustíveis causam conversão de florestas, se vão invadir a Amazônia, se o de milho é melhor que o de beterraba ou se o Brasil vai se tornar líder na exportação de commodity ou de tecnologia. Enfim, os "verdinhos".
Eu também gosto de falar sobre tudo isso, mas é tão importante dar uma cor de humanidade a esse discurso puramente ambientalista que oportunidades como essa não devem ser desperdiçadas. No mínimo para aprender que o ambiental às vezes é uma pedra no sapato do social e vice-versa.