Chegamos ao fim da Campus Party Brasil 2008. Sete dias com programações voltadas às novas tecnologias e à preocupação com o meio ambiente - em tese. Agora, o que ganhamos com toda essa experiência?
Como eu já falei em um post, a CP antes de tudo é um encontro entre pessoas com os mesmo gostos, os mesmos interesses e, por vezes, os mesmos objetivos. O lema deste ano "a internet não é uma rede computadores, a internet é uma rede de pessoas" mostra exatamente esse ponto: os participantes não buscam o isolamento, mas interagir e criar uma rede sólida para a produção de conteúdo. Entre tantos exemplos que eu posso citar de uma festa desse tipo, fico apenas com o que diz respeito a ações sustentáveis.
Nós, do Planeta Sustentável, convidamos alguns blogueiros para acompanhar essa jornada e viver essa experiência. E quê experiência!
Logo no primeiro dia, conheci a Paula Signorini, do Rastro de Carbono. Conversamos sobre toda a estrutura da Bienal, do parque do Ibirapuera, e como o Campus Verde tinha uma "cara" meio cinza. Logo em seguida, ela escreveu seu primeiro post: "Campus Party e a neutralização de carbono". Pronto! A partir daí, uma rede de blogueiros sustentáveis começou a se formar.
O blog da Paula, com sua militância e procura por novos dados, tornou-se referência quando o tema eram os problemas que o Campus Verde estava enfrentando. Ela investigou sobre a neutralização de carbono (como mostra o post citado acima), a falha na coleta seletiva e o problema com os geradores de energia que não usam combustíveis limpos. Esses três itens foram suficientes para que os outros blogueiros sustentáveis começassem a dar suas opiniões.
Claudia Chow, do Ecodesenvolvimento, deu uma passada na Bienal e, junto com a Paula, comentou sobre a falta de preocupação com o lixo dos compuseiros em um evento que se propunha cuidar do meio ambiente. Depois, ela voltou à Bienal para comentar todas as impressões que teve sobre um lugar com 3.000 campuseiros e seus computadores.
A Débora Menezes, do Educom Verde, tocou em uma outra questão interessante: como a educação foi abordada durante a CP. Ela encontrou e conversou com alguns professores do ensino educacional público e mostrou os projetos que eles estão desenvolvendo. Se por um lado há falhas na programação, a Débora mostrou que também existe o lado bom.
O João Malavolta, do Ecobservatório, depois do primeiro dia, fez um apanhado sobre suas impressões e, de quebra, ainda pegou os depoimentos da Paula e da Lyanne Rehder, do blog viajanteconsciente.com.br, sobre os aspectos não tão verdes da maior festa tecnológica do mundo.
A Giu, do Gaiatos e Gaianos, também não ficou de fora. Foi à CP e levantou uma questão que, até então, ninguém tinha suscitado: e as microondas da rede de internet sem fio? Elas podem danificar nosso cérebro?
Com toda essa movimentação, o grupo - e mais alguns outros interessados - conseguiu destaque entre os organizadores e os campuseiros. Foi graças a esses campuseiros verdes que alguns projetos foram discutidos para que, no ano que vem, tudo seja diferente e mais sustentável.
Afinal, não é essa a proposta do evento?