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Bingo da Nasa ensina crianças sobre meio ambiente e aquecimento global Suzana Camargo - 04/06/2015 às 09:32

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Nada de números. Mas cartelas contendo desenhos que retratam uma turbina eólica, uma horta, um painel solar ou um carro híbrido. Este é o divertido jogo de bingo que a Agência Espacial Americana (Nasa) criou para envolver os mais jovens no tema mudanças climáticas.

A ideia é que os pequenos levem o bingo para jogar durante viagens ou no tempo livre. A cartela possui 25 ilustrações que refletem ações ou iniciativas importantes para combater o aquecimento global.

Estão lá, por exemplo, o incentivo a caminhar em vez de usar o carro e com isso evitar emissões de CO2, a importância da reciclagem e a compra de alimentos de agricultores locais.

O dowload do Bingo pode ser feito gratuitamente no site Climate Kids – Nasa’s Eye on Earth. O conteúdo está em inglês, mas para quem não fala a língua, pode dar a dica para que o professor de inglês use na aula. Não é uma boa ideia?

Imagem: reprodução Nasa

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Descoberta do genoma do carvalho inglês deve ajudar estudos sobre adaptação às mudanças climáticas Suzana Camargo - 02/06/2015 às 09:11

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Depois de três anos de trabalho, cientistas franceses do Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola e do Comitê Nacional de Energia Atômica e Energias Alternativas conseguiram decifrar o genoma completo do Quercus robur, nome científico do carvalho inglês, árvore robusta e bastante comum no Hemisfério Norte.

Os pesquisadores detalharam 12 pares de cromossomos – mais de 50 mil genes. O resultado deste esforço foi publicado em artigo da revista Molecular Ecology Resources.

Mas qual a relação entre a descoberta científica do genoma desta árvore e o aquecimento global? Extremamente resistente e longevo, o carvalho pode ajudar os cientistas a entender como esta planta centenária conseguiu se adaptar às mudanças climáticas e aos extremos do clima.

“Esta pesquisa é um avanço muito importante para conhecermos a biologia, genética e evolução das árvores”, afirmaram em comunicado à imprensa francesa os autores do estudo. A expectativa é que a descoberta possa auxiliar na identificação de genes capazes de se adaptar ao meio ambiente.

Foto: Gilles Péris y Saborit/Creative Commons

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Gastos globais com subsídios a combustíveis fósseis chegam a US$5,3 trilhões, revela estudo do FMI Suzana Camargo - 27/05/2015 às 09:26

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Enquanto o mundo da ciência alerta que, se não houver redução na emissão de dióxido de carbono na atmosfera as consequências para o planeta serão desastrosas, levantamento divulgado no dia 18/05 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que os gastos públicos globais com subsídios ao setor energético (combustíveis fósseis) em 2015 chegaram a US$5,3 trilhões de dólares.

O valor representa 6,5% do PIB mundial. A quantia é superior ao investimento internacional feito no setor de saúde, em 2013, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a entidade, a saúde recebeu 6% do PIB global.

Para os autores do estudo apresentado pelo FMI, os prejuízos provenientes do subsídio aos combustíveis fósseis não são somente ambientais. Eles também comprometem seriamente a economia dos países, aumentam a desigualdade social e ainda provocam milhares de fatalidades.

Estima-se que 1,6 milhão de mortes prematuras poderiam ser evitadas anualmente se governos do mundo todo parassem de subsidiar a energia.

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O documento aponta como universais e perversos os subsídios, já que atingem economias ricas e pobres. Os países emergentes da Ásia são os que aparecem no topo da lista, representando mais de 50% do total computado. Todavia, em termos absolutos, é a China que fornece mais subsídios ao mercado dos combustíveis fósseis (US$2,3 trilhões),  seguida pelos Estados Unidos (US$699 bilhões), Rússia (US$335 bilhões), Índia (US$277 bilhões) e Japão (US$157 bilhões).

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O valor calculado pelo FMI em 2015 é mais que o dobro do que foi projetado em 2011 – US$ 2 trilhões. O estudo define como subsídios a diferença paga pelo consumidor pela energia com o seu valor real. Este preço real inclui os custos com abastecimento e, principalmente, os prejuízos causados à população e ao meio ambiente, provocados pela poluição do ar e o aquecimento global.

Os pesquisadores do FMI citam a iniciativa positiva de alguns países que já decidiram mudar a política de subsídio aos combustíveis fósseis. Em outubro do ano passado, o governo da Índia liberou o preço do diesel e limitou a interferência no valor do gás liquefeito de petróleo (GLP). Ainda segundo eles, a economia global só teria a ganhar ao praticar o custo real dos combustíveis fósseis. Governos locais conseguiriam reduzir as desigualdades econômica e social e garantir sua saúde financeira.

Foto: Pixabay/Domínio Público

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A Mudança Climática é uma das mais importantes discussões de nosso tempo. Como esse assunto influencia a vida das pessoas, das empresas e dos países? O que a pegada de carbono tem a ver com a Nova Economia? Como isso altera o meio ambiente, a produção de energia e a criação de empregos? O que a mudança climática tem a ver com o cotidiano de cada um de nós? O Blog do Clima vem para ajudar a entender melhor tudo isso e acompanhar o lançamento do 5º. Relatório do IPCC – Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas, da ONU, realizado entre 2013 e 2014. Este blog tem curadoria do engenheiro florestal TASSO AZEVEDO (foto), empreendedor socioambiental e consultor sobre florestas, clima e sustentabilidade, que também foi diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro e um dos formuladores da Política Nacional de Mudanças Climáticas.

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