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Na Espanha, agência emprega apenas sem-teto como guias de turismo Débora Spitzcovsky - 29/09/2014 às 09:00

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Quer conhecer uma Espanha que não é descrita em nenhum livro de história ou guia de bolso? Então você não pode deixar de fazer um city tour por Barcelona com a agência de turismo Hidden City Tours . Criada pela consultora de pesquisa de mercado Lisa Grace, a empresa chega para movimentar o competitivo setor de turismo da Espanha com um diferencial: emprega, apenas, moradores em situação de rua para atuar como guias de turismo.

A ideia é oferecer aos turistas um passeio que mostre, muito além de história, o lado humano de Barcelona e, ao mesmo tempo, reinserir os sem-teto no mercado de trabalho. Afinal, quem melhor do que moradores em situação de rua para contar o que se passa em cada cantinho da cidade?

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Ainda no começo, por enquanto a equipe do Hidden City Tours é formada por quatro ex-sem-teto: José R., Jamón, Juan e José F. Eles foram selecionados por Lisa em um abrigo para moradores de rua e passaram por treinamento de cerca de 80 horas para se profissionalizar para a atividade.

Os city tours são feitos em grupos pequenos de turistas, o que significa que quanto mais pessoas procurarem o serviço, mais sem-teto poderão ser beneficiados pela iniciativa. Mercado é o que não falta: Barcelona é a quarta cidade mais visitada da Europa. Por ano, cerca de 8 milhões de turistas passam pelo local, enquanto o número de pessoas que dormem na rua, todos os dias, é estimado em até 6 mil. Lisa deu um bom jeito de unir o útil ao generoso, não?

Assista, abaixo, ao vídeo oficial da Hidden City Tours. Partiu Espanha para conhecer (e espalhar) a iniciativa?

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Moradores em situação de rua cultivam horta comunitária em abrigo Débora Spitzcovsky - 15/09/2014 às 09:00

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Rua Porto Seguro, 235, Armênia. É para este endereço que muitos moradores em situação de rua que vivem em São Paulo vão para conseguir um prato de comida, um banho ou mesmo um local para lavar suas roupas.

A Casa Porto Seguro seria mais um abrigo comum da capital paulista, não fosse um diferencial: o local possui uma horta comunitária, que é cuidada pelos próprios moradores em situação de rua.

Lá, eles cultivam os mais variados tipos de legumes e verduras, além de ervas para chás, e tudo 100% livre de agrotóxicos. Depois de colhidos, os alimentos têm destino certo: a cozinha da Casa, onde são preparados, diariamente, mais de 130 almoços – além de café da manhã.

Com os legumes e verduras cultivados na horta comunitária, a equipe do abrigo – ou centro de convivência, como gostam de chamá-lo – já garante cinco dias de salada, por mês, para os frequentadores, o que rende uma economia de R$ 200 no orçamento.

Já os moradores em situação de rua ganham muito mais do que um prato de comida cultivada por eles mesmos. Ocupam-se, sentem-se úteis, aprendem um ofício e fazem, de graça, umas das mais eficazes terapias do mundo: mexer na terra.

A Casa Porto Seguro ainda oferece aulas de alfabetização, Ensino Fundamental e Ensino Médio aos frequentadores, além de outras atividades complementares – como capoeira, xilogravura e arte em mosaico, feita com lixo coletado nas ruas.

Uma boa ideia para replicar por aí, não?

Foto: David Goehring/Creative Commons/Flickr

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Artista transforma lixo em casas móveis para moradores de rua Marina Maciel - 12/05/2014 às 09:30

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Gregory Kloehn é um artista especial. O norte-americano dedica boa parte do tempo garimpando lixo em busca de matéria-prima para seu trabalho mui nobre: construir casas móveis para moradores de rua.

Primeiro, o artista seleciona materiais recicláveis para as pequenas criações arquitetônicas, que custam menos de US$ 100 cada. Para isso, selecionou um bairro industrial de Oakland, na Califórnia, conhecido como ponto de despejo ilegal de resíduos sólidos.

Depois de realizar a coleta, projeta abrigos com os materiais disponíveis. Mas o artista garante: cada estrutura é única. Os únicos pontos comuns são o tamanho reduzido, as rodas – para que a casa possa ser empurrada com facilidade – e o telhado inclinado para não acumular água da chuva.

Nas fotos ao final do post, você pode ver como ele deu destino aos resíduos com criatividade. A fundação pode ser feita de pallets, a janela pode ser uma tampa de máquina de lavar, uma porta de geladeira pode se transformar na porta de entrada…

O trabalho é tão valorizado que Kloehn agora recruta voluntários para ajudar a construir as casas móveis. No site do Homeless Homes Project*, é possível se candidatar ou doar dinheiro para a causa.

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*Homeless Homes Project

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Fotos: Divulgação/Brian J Reynolds

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