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São Paulo em manutenção: intervenções artísticas reformam e embelezam a cidade Vanessa Daraya - 19/01/2015 às 09:30

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São Paulo está em manutenção para os idealizadores do projeto Serviços Gerais: o artista plástico Rodrigo Machado e os cineastas Filipe Machado e Gustavo McNair. Juntos, os três amigos fazem intervenções urbanas artísticas na capital paulistana: são pequenos consertos, arrumações e reformas. Ou, como contou Rodrigo, “cirurgias bem localizadas na cidade”.

O trio iniciou o projeto em 2011. Desde então, já consertou grades de proteção, lixeiras de ponto de ônibus, desentortou placas, colocou pastilhas no calçadão do Viaduto Santa Ifigênia e limpou o sino localizado no bairro da Lapa.

Todas as performances realizadas por Rodrigo são gravadas por Filipe e Gustavo e se transformam em vídeos que mais parecem exibidos em tempo real na página do YouTube, o Trinca SP*, como também no Tumblr* e no Facebook*. Longos e sem trilha sonora, mostram a intervenção do começo ao fim, sem cortes. “Optamos por fazer registros mais próximos da realidade”, conta Rodrigo.

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O que os três artistas querem é provocar um novo olhar, criar um novo paradigma na relação das pessoas com a cidade. “Os paulistanos têm uma rotina difícil, pesada em São Paulo. Trabalham muitas horas e não reparam no espaço urbano. É absurdo, mas ainda tem muita gente que joga lixo na rua, que maltrata a cidade”, destaca o artista plástico. “Queremos que as pessoas se relacionem com esse espaço de uma maneira diferente. Temos que mudar algumas coisas para que nossa qualidade de vida melhore”.

Até os vídeos longos são uma provocação do trio. “Queremos causar desconforto, mesmo! De certa forma, isso faz com que nossa ideia não se torne viral já que não é muito fácil de assimilar. É uma proposta mais crítica, mais política do que simplesmente um vídeo bacana de alguém que está feliz consertando a cidade”.

Em uma das intervenções, por exemplo, Rodrigo consertou balanço em uma praça. A ação demorou entre 10 e 15 minutos e aparece inteira no vídeo. “Não faz sentido editarmos a gravação em apenas um minuto e meio. Deixamos o vídeo na íntegra para mostrar que existe um trabalho que leva tempo, que tem uma maneira certa de fazer, que esse cuidado com a cidade exige que você pare o que está fazendo para se dedicar”, explica.

As áreas mais centrais da cidade são as preferidas do Serviços Gerais. Há até um mapa* com todos os locais da cidade onde o grupo já fez reformas. “Às vezes, pegamos o carro, paramos em algum bairro e vamos caminhando. Não é preciso andar muito para achar algo que precisa ser consertado”. Trabalho – para eles e para cada paulistano em busca de uma cidade melhor – é o que não falta. Então, que tal arregaçar as mangas?

E se você não mora em São Paulo, que tal se inspirar na iniciativa de Rodrigo, Filipe e Gustavo e deixar sua cidade ou bairro mais bonitos? Mãos à obra!

Fotos: Divulgação/Serviços Gerais

*Trinca SP
*Tumblr
*Facebook
*Mapa

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Reformar casas de favelas em 5 dias, com até 5 mil reais? É claro que dá! Marina Maciel - 16/01/2015 às 09:30

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Não são muitos os exemplos de empresas que conseguiram se conectar a comunidades para desenvolver negócios benéficos para a sociedade, com preços acessíveis, e financeiramente sustentáveis. O Programa Vivenda*, focado em habitação social, é um desses bons exemplos de empreendedorismo.

Idealizado em 2009 por três brasileiros – o administrador Fernando Assad, o arquiteto Igiano Lima e o historiador Marcelo Coelho –, o negócio social tem como objetivo reformar casas de favelas com mão-de-obra qualificada, em pouco tempo e com valor justo, já que a margem de lucro é muito pequena.

A empresa só começou a funcionar, de fato, em maio de 2014. Em sete meses, reformou 72 residências na periferia. Todas as obras foram realizadas em até cinco dias depois que o projeto for aprovado, custaram até cinco mil reais e o valor pôde ser parcelado em até 12 vezes.

E mercado para a iniciativa não falta: Assad estima que 12 milhões de moradias populares no Brasil enfrentem problemas estruturais, como falta de ventilação, vazamentos, muita umidade e mofo, que comprometem a saúde da população de baixa renda.

A frente de ação do Programa consiste em quatro kits de reforma: para banheiro, revestimento, ventilação e antiumidade. Para realizar as reformas, a empresa monta um escritório dentro da comunidade que será atendida (atualmente, opera no Jardim Ibirapuera, na zona sul de São Paulo), e lá trabalham arquitetos, pedreiros, ajudantes, estagiários e equipe de venda.

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*Programa Vivenda

Fotos: Divulgação/Programa Vivenda

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Fazer o bem, “escolhendo” a quem. E de graça! Suzana Camargo - 13/08/2014 às 12:12

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Você pode ter estranhado o título acima. O ditado popular correto é fazer o bem, sem olhar a quem. Mas a intenção da organização social UHELP é justamente esta: que os internautas conheçam bem os casos de pessoas com deficiência que precisam de ajuda e só depois disso, votem em quem acharem que necessita mais.

E se você não tem dinheiro para doar, não precisa se preocupar. Com um clique do mouse, você escolhe a história que mais te emocionou. O site funciona através do sistema de crowdfunding  e é possível votar em mais de um caso e distribuir, através de porcentagem, o recurso já existente entre eles.

As histórias são contadas em vídeos. São relatos como o de Gabriel, por exemplo, que apesar de ter nascido saudável, com apenas 4 meses ficou gravemente doente. O menino acabou surdo e aos 2 anos, os médicos revelaram que ficaria cego também.

Hoje, aos 19 anos, o jovem descobriu um enorme talento artístico. Agora Gabriel gostaria de aprimorar seus conhecimentos para poder se profissionalizar nas artes plásticas. Sem dúvida nenhuma, o caminho ideal para sua inclusão social.


UHELP-GabrielGabriel quer se profissionalizar para traballhar com artes

Assim como a história comovente de Gabriel, há outras. Kauã, de 8 anos, sobreviveu à meningite bacteriana, mas nunca voltou a ser o mesmo. O garoto depende de uma cadeira de rodas. Mas quer voltar a ter autonomia e mobilidade. Tem também o pequeno Samuel, que a despeito do problema auditivo, quer se integrar plenamente na escola. Ou ainda, o Toddy, um simpático cão que precisa de treinamento para ajudar um cadeirante a ter uma vida mais fácil e melhor.

UHELP-KauãKauã quer ter mais autonomia e melhor mobilidade

A UHELP (brincadeira com o som da palavra em inglês you help, você ajuda em português) foi criada pela administradora Vanessa Dias, que sempre gostou da área social. Durante nove anos trabalhou na Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) e depois, no setor privado, percebeu as barreiras enfrentadas pelos deficientes. “Além de ter dificuldade de entrar no mercado de trabalho, eles não têm reconhecimento”, diz Vanessa.

O objetivo da plataforma digital, lançada em abril deste ano, é melhorar a qualidade de vida e fortalecer a inserção social de pessoas com deficiência, por meio de atendimento multiprofissional personalizado.

Deficientes que precisem de ajuda podem enviar suas histórias para o site (inicialmente só são aceitos casos de São Paulo). Será feita uma pré-seleção, seguida de visita domiciliar por uma assistente social qualificada e posterior avaliação do atendimento necessário. Depois disso, faz-se uma conta do valor que será necessário para realizar o trabalho. A UHELP não arrecada recursos para cirurgias.

“A UHELP disponibiliza 20% da soma do total da meta financeira de atendimento de cada história, mas é o usuário que decide de que forma esse valor deverá ser distribuído”, explica Vanessa. “Ele poderá escolher a ou as histórias que mais o sensibilizam, independente de realizar uma doação”.

Vanessa quer que todo o processo de arrecadação e uso de recursos seja bem claro e transparente. No site, é possível conferir o custo discriminado de cada etata e profissional envolvidos no projeto. “Quero ter a confiança do público e aproximar as pessoas do projeto”, diz a fundadora do site.

Atualmente há cinco casos esperando pelo seu voto na UHELP. Se você quiser doar dinheiro, ótimo. Se não puder, sem problemas. O importante é votar e fazer a diferença na vida destes jovens. “Queremos realizar o sonho destas pessoas, mas não somente isto. Queremos mesmo é propiciar possibilidades futuras na vida delas”, acredita Vanessa.

 

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Imagens: divulgação

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