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Escultura marinha gigante alerta para o colapso dos oceanos e corais Suzana Camargo - 28/10/2014 às 10:00

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Ocean Atlas é o nome da deslumbrante escultura produzida pelo artista Jason deCaires Taylor, uma referência a Atlas, titã da mitologia grega, condenado por Zeus a carregar os céus sobre os ombros pela eternidade.

A escultura tem 5 metros de altura e vai do fundo do mar até a superfície. Ela foi instalada na costa oeste de New Providence, em Nassau, nas Bahamas. Taylor esculpiu a face de uma jovem local, assim como fez em seus demais trabalhos em outros países.

Em vez dos céus, a garota está segurando o “teto” dos oceanos para simbolizar o fardo que estamos deixando para as próximas gerações com nosso descaso com os mares e as milhares de vidas que neles habitam. A sobrepesca, poluição e aquecimento global têm provocado o colapso dos oceanos. E o homem é o principal responsável por todas estas questões.

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A escultura, encomendada pelo Bahamas Reef Enviroment Educational Foundation, foi montada em partes, embaixo da água. O material utilizado tem pH neutro, que funciona como um recife artificial, permitindo assim a colonização de novos corais e retirando o estresse provocado pelo turismo em outros habitats naturais.

No topo da escultura há uma luz solar e uma bandeira sinalizadora, que servirão como guia para navegadores.

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Durante a maré baixa, o reflexo de Ocean Atlas poderá ser visto na superfície do mar. Esta é a maior obra feita pelo artista até hoje. Confira outras lindas imagens do trabalho de Jason deCaires Taylor nesta galeria de fotos do Planeta Sustentável.

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Fotos: divulgação

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3 vídeos curtíssimos e certeiros pela despoluição do Rio Pinheiros Marina Maciel - 29/09/2014 às 19:06

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Pode ser difícil de acreditar, mas o Rio Pinheiros, em São Paulo, – a água lodosa e malcheirosa que é um dos maiores problemas ambientais da cidade – já serviu como espaço de lazer e de inúmeras competições de regatas. Despoluir o rio parece missão impossível, mas tem muita gente e instituições mobilizadas pela causa.

Entre elas, estão a Associação Águas Claras do Rio Pinheiros* – que trabalha pela recuperação ambiental do rio e de seus afluentes desde 2009 – e seus parceiros. Neste mês, a OSCIP lançou duas ações de impacto:
- a exposição Às Margens do Rio Pinheiros, iniciativa que tem apoio do Planeta Sustentável e da Editora Abril, realizada juntamente com o artista plástico Eduardo Srur (que já noticiamos aqui no Planeta Sustentável), e
- o lançamento de três vídeos curtos e “matadores” que abordam ações para despoluir as águas do rio e melhorar a qualidade de vida da população.

Estes três filmes – que abordam o desejo de ter o Rio Pinheiros e seus córregos mais limpos, a necessidade do rio receber mais água da Represa Billings e de se ter mais áreas permeáveis na cidade – estão sendo exibidos nas TVs da Elemídia desde meados de setembro e também serão utilizados em projeto de educação ambiental com crianças e jovens paulistanos.

Agora, você já pode assisti-los aqui, em nosso site, e fazer parte desta campanha. É só apertar play, abaixo, e espalhar estas ideias!

*Associação Águas Claras do Rio Pinheiros

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Jovens criam skate de rede de pesca pelo fim da poluição dos oceanos Marina Maciel - 26/09/2014 às 11:32

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Preocupado em reduzir a poluição dos oceanos, um grupo de três amigos passou o último ano estudando formas de criar um acessório capaz de contribuir com a limpeza das águas. O resultado disso foi o skate sustentável “The Minnow”, produzido a partir da reciclagem de redes de pesca de plástico recolhidas no Pacífico.

A ideia surgiu quando os jovens norte-americanos Ben Kneppers, David Stover e Kevin Ahearn viajavam pelo Chile, onde funciona uma das maiores indústrias pesqueiras do mundo. Lá, graças ao financiamento da Universidade Northwestern, do governo chinelo e do financiamento coletivo pelo Kickstarter, criaram a empresa Bureo Skateboards*.

Junto à comunidade de pescadores, os empreendedores coletam lixo no mar, por meio da iniciativa Net Positiva. Trata-se de um programa criado por eles para envolver a população local no recolhimento de resíduos e na reciclagem.

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Para produzir cada shape, são necessários cerca de 30 m² de redes de pesca. Depois de retirado da água, o material é triturado e transformado em placas em formato de peixe, com “escamas” para dar aderência. Além disso, as rodas do skate ecológico são feitas a partir de 30% de óleo vegetal e têm núcleos totalmente reciclados.

Curtiu? A produção inicial da marca é de duas mil peças, e cada unidade está sendo vendida por US$ 145, o equivalente a aproximadamente R$ 350.

*Bureo Skateboards

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Fotos: Divulgação

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