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“Adote uma Ponte” quer mais segurança para ciclistas e pedestres de SP Marina Maciel - 18/09/2014 às 19:00

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Ponto para a cidade de São Paulo, em mobilidade urbana, pela ampliação das ciclovias! Até o final de 2015, a meta é chegar a 400 km de rotas para bicicletas. Porém, ciclistas têm encontrado alguns obstáculos no ir e vir diário: pontes e viadutos. Sem faixas exclusivas, resta a quem anda de bike se arriscar em meio aos carros, ônibus, motos e caminhões circulando em alta velocidade.

Pensando nisso, a Ciclocidade* (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo) lançou campanha, chamada Adote uma Ponte*, para mobilizar a população a cobrar melhorias de segurança dessas travessias por meio de sinalização adequada, além de manutenção de calçadas, iluminação pública e paisagismo.

O projeto funciona assim: uma pessoa “adota” voluntariamente qualquer ponte ou viaduto da cidade e se compromete a produzir textos, vídeos e/ou fotos que revelem as condições de circulação de pessoas sem carro – sejam ciclistas, pedestres, cadeirantes ou outros usuários de veículos sem motor, como carrinhos de transporte de carga – nesses lugares.

Ficou interessado em participar? Basta navegar pelo mapa colaborativo, abaixo, escolher uma ponte ou viaduto e fazer registro:


Ver Mapa colaborativo das pontes de São Paulo num mapa maior

Ao final da campanha, todo o material produzido será entregue às autoridades para que os problemas sejam solucionados.

Aproveite para assistir ao vídeo de divulgação do projeto:

*Ciclocidade
*Adote uma Ponte

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Foto: tcnbaggins/Creative Commons/Flickr

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Jovem americano cria empresa de ônibus após prefeitura abandonar projeto Jéssica Miwa - 09/10/2013 às 08:00

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Sabe aquela sensação de que você não é capaz de mudar a realidade e fazer diferença? Andy Didorosi, natural da cidade de Detroit, em Michigan (EUA), prova exatamente o contrário.

Depois de seis anos de discussões, a prefeitura da cidade informou que não iria dar andamento ao projeto de transporte público que ligaria o centro da cidade ao subúrbio. “Eu esperei essa linha por muito tempo!”, desabafou Andy, então com 25 anos, para a revista eletrônica Dark Rye. “Seria uma ótima forma de conectar o centro com o resto da cidade, o que iria causar muita mudança boa (…), mas quando soube da notícia – ‘o projeto está morto’ -, fiquei furioso”.

Exatos seis meses depois, com apenas um ônibus “todo personalizado”, Andy fundou a Companhia de Ônibus de Detroit (DBC – The Detroit Bus Company, em inglês). Impressionante o que uma frustração como essa pode provocar de positivo, não?! Em vez de ficar reclamando, Andy agiu. Sua ideia inicial era fazer algo pequeno, mas muito útil para a comunidade. “Queria mostrar que Detroit merece mobilidade de qualidade”, explica o fundador de DBC.

Em um ano, a empresa cresceu muito. Hoje, além de rotas urbanas que ajudam na locomoção diária de trabalhadores, a companhia oferece serviços para eventos especiais e aluguel privado dos veículos. “Nós resolvemos vários problemas de trânsito, inclusive usando algumas tecnologias”, conta Andy empolgado.

Para melhor atender os passageiros, a empresa até implantou um sistema de rastreamento. Por meio de um aplicativo no celular, é possível saber onde o coletivo está e quanto tempo levará para chegar a determinado ponto. Além disso, toda frota da empresa é movida a biodiesel, o que resulta em menor impacto ambiental.

Confira, no vídeo abaixo, detalhes do projeto:

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Foto: Reprodução

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Mackinac Island, uma cidade sem carros Jéssica Miwa - 19/09/2013 às 08:00

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No estilo de vida atual, ainda é difícil pra muita gente imaginar a vida sem carro, mas existe uma cidadezinha nos Estados Unidos onde nenhum veículo automotivo é permitido há 115 anos.

Quando os primeiros automóveis surgiram na região, os moradores da pacata cidade do estado de Michigan, Mackinac Island, decidiram que seria uma ótima ideia eliminar o barulho e a fumaça emitida pelos veículos. E transformaram essa ideia em lei, assinada em 6 de janeiro de 1898, que sentenciava: “O trânsito de carruagens sem cavalos está proibido nos limites da Vila de Mackinac”. Com o tempo, claro que foi necessário atualizar a resolução inicial, permitindo que as bicicletas circulassem pela cidade. E elas não só passaram a movimentar a cidade, como se tornaram o principal meio de transporte da população.

Hoje, Mackinac Island é habitada por apenas 500 pessoas, mas em alta temporada chega a abrigar até 15 mil – todas em busca de refúgio e calmaria. Uma das principais atrações turísticas é a rodovia, de quase 14 quilômetros, por onde circulam bike ou carruagem. Não há estacionamentos ou postos de gasolinas e, durante boa parte do trajeto é possível deliciar-se com a vista do litoral.

Mas isso tudo não quer dizer que os habitantes de Mackinac Island não precisam de carro em momento algum. Por motivos de segurança e para atender emergências, há poucos carros na cidade – todos da prefeitura – e não é comum vê-los circulando.

O jornalista Jeff Potter visitou a cidade e escreveu uma reportagem no periódico Bicycle Times*, na qual afirma que o ar dessa linda cidadezinha americana é mais limpo e que as doenças são menos incidentes por causa dos exercícios praticados cotidianamente por seus habitantes. Além disso, “trata-se de uma sociedade igualitária, já que todos têm o mesmo meio de transporte”.

O mais interessante dessa história é que o estado de Michigan – ao qual pertence esta cidade por onde ainda circulam carruagens – tem a indústria automobilística como uma das principais fontes da economia.

Nós também temos uma “Mackinac Island” no Brasil! A cidade de Afuá, no Pará, proibiu o trânsito de carros ou motos, como mostrou a revista National Geographic Brasil em sua edição de maio, publicada aqui no site do Planeta Sustentável.  Nela, o repórter André Julião contou: “Afuá provavelmente é o único município brasileiro onde carros e motos são proibidos em toda sua extensão. Isso a tornaria a única cidade livre de emissões de gases de carbono, não fosse a energia elétrica gerada da queima de óleo diesel. Não é difícil crer que, à exceção dos bebês, cada um de seus 35 mil habitantes tenha uma bike”.

* Bicycle Times

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Em Mackinac Island a rodovia é das bicicletas

 

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Em parte da rodovia, é possível observar o litoral de Michigan

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A tranquilidade domina os ares da cidadezinha – que parece uma viagem no tempo

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A ‘superlotação’ de bicicletas nem se compara com a de carros, não é mesmo?

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As carruagens combinam com a tranquilidade de Mackinac Island

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