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Maior crowdfunding social do mundo quer arrecadar US$ 3 milhões até 5/12 Marina Maciel - 30/10/2014 às 09:00

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Qualquer pessoa pode um agente de transformação da sociedade. Não acredita? Seja por meio de voluntariado ou ajuda financeira a instituições bacanas, todo mundo pode fazer a diferença colocando a mão na massa ou - por que não? – doando dinheiro quando falta tempo para se dedicar à causa. Para incentivar a cultura da doação individual em todo mundo, foi lançada, nesta segunda-feira (27), a 2ª edição do Skoll Social Entrepreneurs Challenge*.

Trata-se do maior crowdfunding social do mundo, promovido pela Skoll Foundation em parceria com o jornal Huffington Post e a Crowdrise, com o objetivo de arrecadar fundos para causas sociais se manterem e realizarem novos projetos.

Ao todo, 67 empreendimentos selecionados competem entre si pela atenção dos doadores no desafio. Dois deles são brasileiros:
- Comitê para a Democratização da Informática (CDI), organização que realiza projetos relacionados ao uso da tecnologia para transformação social há 19 anos, empoderando comunidades e estimulando o empreendedorismo e a cidadania, e
- Saúde Criança, associação criada há 23 anos que promove, por meio da saúde, a inclusão social de crianças e famílias que vivem abaixo da linha da pobreza.

A expectativa dos organizadores é grande. No ano passado, foram arrecadados mais de 2,4 milhões de dólares. Com duração de seis semanas, a expectativa é que a campanha de 2014 sensibilize ainda mais gente e arremate três milhões de dólares em doações para as ONGs, além de prêmios para os dez melhores colocados.

Curtiu a iniciativa e quer ajudar? Acesse o site do desafio, escolha uma ou mais instituições que você se identifique, doe uma quantia em dinheiro e compartilhe com seus amigos e familiares!

Foto: Divulgação

*Skoll Social Entrepreneurs Challenge

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Na Espanha, agência emprega apenas sem-teto como guias de turismo Débora Spitzcovsky - 29/09/2014 às 09:00

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Quer conhecer uma Espanha que não é descrita em nenhum livro de história ou guia de bolso? Então você não pode deixar de fazer um city tour por Barcelona com a agência de turismo Hidden City Tours . Criada pela consultora de pesquisa de mercado Lisa Grace, a empresa chega para movimentar o competitivo setor de turismo da Espanha com um diferencial: emprega, apenas, moradores em situação de rua para atuar como guias de turismo.

A ideia é oferecer aos turistas um passeio que mostre, muito além de história, o lado humano de Barcelona e, ao mesmo tempo, reinserir os sem-teto no mercado de trabalho. Afinal, quem melhor do que moradores em situação de rua para contar o que se passa em cada cantinho da cidade?

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Ainda no começo, por enquanto a equipe do Hidden City Tours é formada por quatro ex-sem-teto: José R., Jamón, Juan e José F. Eles foram selecionados por Lisa em um abrigo para moradores de rua e passaram por treinamento de cerca de 80 horas para se profissionalizar para a atividade.

Os city tours são feitos em grupos pequenos de turistas, o que significa que quanto mais pessoas procurarem o serviço, mais sem-teto poderão ser beneficiados pela iniciativa. Mercado é o que não falta: Barcelona é a quarta cidade mais visitada da Europa. Por ano, cerca de 8 milhões de turistas passam pelo local, enquanto o número de pessoas que dormem na rua, todos os dias, é estimado em até 6 mil. Lisa deu um bom jeito de unir o útil ao generoso, não?

Assista, abaixo, ao vídeo oficial da Hidden City Tours. Partiu Espanha para conhecer (e espalhar) a iniciativa?

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Fazer o bem, “escolhendo” a quem. E de graça! Suzana Camargo - 13/08/2014 às 12:12

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Você pode ter estranhado o título acima. O ditado popular correto é fazer o bem, sem olhar a quem. Mas a intenção da organização social UHELP é justamente esta: que os internautas conheçam bem os casos de pessoas com deficiência que precisam de ajuda e só depois disso, votem em quem acharem que necessita mais.

E se você não tem dinheiro para doar, não precisa se preocupar. Com um clique do mouse, você escolhe a história que mais te emocionou. O site funciona através do sistema de crowdfunding  e é possível votar em mais de um caso e distribuir, através de porcentagem, o recurso já existente entre eles.

As histórias são contadas em vídeos. São relatos como o de Gabriel, por exemplo, que apesar de ter nascido saudável, com apenas 4 meses ficou gravemente doente. O menino acabou surdo e aos 2 anos, os médicos revelaram que ficaria cego também.

Hoje, aos 19 anos, o jovem descobriu um enorme talento artístico. Agora Gabriel gostaria de aprimorar seus conhecimentos para poder se profissionalizar nas artes plásticas. Sem dúvida nenhuma, o caminho ideal para sua inclusão social.


UHELP-GabrielGabriel quer se profissionalizar para traballhar com artes

Assim como a história comovente de Gabriel, há outras. Kauã, de 8 anos, sobreviveu à meningite bacteriana, mas nunca voltou a ser o mesmo. O garoto depende de uma cadeira de rodas. Mas quer voltar a ter autonomia e mobilidade. Tem também o pequeno Samuel, que a despeito do problema auditivo, quer se integrar plenamente na escola. Ou ainda, o Toddy, um simpático cão que precisa de treinamento para ajudar um cadeirante a ter uma vida mais fácil e melhor.

UHELP-KauãKauã quer ter mais autonomia e melhor mobilidade

A UHELP (brincadeira com o som da palavra em inglês you help, você ajuda em português) foi criada pela administradora Vanessa Dias, que sempre gostou da área social. Durante nove anos trabalhou na Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) e depois, no setor privado, percebeu as barreiras enfrentadas pelos deficientes. “Além de ter dificuldade de entrar no mercado de trabalho, eles não têm reconhecimento”, diz Vanessa.

O objetivo da plataforma digital, lançada em abril deste ano, é melhorar a qualidade de vida e fortalecer a inserção social de pessoas com deficiência, por meio de atendimento multiprofissional personalizado.

Deficientes que precisem de ajuda podem enviar suas histórias para o site (inicialmente só são aceitos casos de São Paulo). Será feita uma pré-seleção, seguida de visita domiciliar por uma assistente social qualificada e posterior avaliação do atendimento necessário. Depois disso, faz-se uma conta do valor que será necessário para realizar o trabalho. A UHELP não arrecada recursos para cirurgias.

“A UHELP disponibiliza 20% da soma do total da meta financeira de atendimento de cada história, mas é o usuário que decide de que forma esse valor deverá ser distribuído”, explica Vanessa. “Ele poderá escolher a ou as histórias que mais o sensibilizam, independente de realizar uma doação”.

Vanessa quer que todo o processo de arrecadação e uso de recursos seja bem claro e transparente. No site, é possível conferir o custo discriminado de cada etata e profissional envolvidos no projeto. “Quero ter a confiança do público e aproximar as pessoas do projeto”, diz a fundadora do site.

Atualmente há cinco casos esperando pelo seu voto na UHELP. Se você quiser doar dinheiro, ótimo. Se não puder, sem problemas. O importante é votar e fazer a diferença na vida destes jovens. “Queremos realizar o sonho destas pessoas, mas não somente isto. Queremos mesmo é propiciar possibilidades futuras na vida delas”, acredita Vanessa.

 

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Imagens: divulgação

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