BLOGS |Blog da Redação

Beagle: o melhor amigo dos elefantes do Parque Nacional de Virunga, no Congo Suzana Camargo - 18/02/2015 às 15:44

beagle-melhor-amigo-elefantes-parque-virunga-congo-560

Qual é a relação entre este lindo cão da foto acima, da raça beagle, com o maior mamífero terrestre do planeta: o elefante africano? No Parque Nacional de Virunga, no África, é muita próxima. Ela pode ser a diferença entre vida e morte para os elefantes da floresta.

No mais antigo Parque Nacional do Congo, na costa oeste do continente africano, uma equipe de cães beagle, se tornou a maior aliada para impedir a caça ilegal de elefantes. Os animais são mortos por bandidos, que retiram suas presas para comercializar marfim. Este é um dos crimes mais chocantes contra animais, mas que ainda hoje, movimenta milhares de dólares, principalmente nos países asiáticos.

Desde 2011, os beagles do parque africano são treinados exaustivamente pelos guardas para encontrar caçadores. Como possuem olfato extremamente apurado, os cães aprendem a reconhecer o cheio dos caçadores nos cartuchos de munição manuseados por eles e deixados pela mata.

A raça é considerada pelos especialistas como uma das melhores para a caça. Além do bom faro – eles sempre estão com o nariz no chão cheirando alguma coisa, o bealge possui um latido característico, que pode ser ouvido a quilômetros de distância, principalmente em florestas. Também é conhecido por sua determinação e energia, vitais para a atividade.

O Parque Nacional de Virunga é uma das maiores reservas ambientais da África – e do planeta. Sua biodiversidade é riquíssima. São aproximadamente dez mil espécies de plantas tropicais, 400 mamíferos, mil espécies de aves e 700 de peixes que têm o habitat ali. Algumas delas só vivem na Bacia do Congo.

Essa grandiosidade toda se reflete no tamanho do parque: uma área de 790 mil hectares. Infelizmente, os guardas florestais – cerca de 400 – não conseguem impedir a caça ilegal de animais. E é por isso que a ajuda do beagle é tão importante.

Além dos elefantes, em Virunga vivem outros animais que correm risco de extinção, como chimpazés e gorilas das montanhas. Estima-se que entre as décadas de 30 e 40, a população de elefantes africanos era de 3 a 5 milhões de indíviduos. Nos anos 80, com o crescimento do comércio ilegal de marfim, acredita-se que 100 mil elefantes foram mortos por ano.

Muitas organizações não-governamentais, com o WWF-International, têm promovido campanhas e investido recursos para dar um basta a esta matança. E a equipe de beagles, do Parque de Virunga, também está fazendo sua parte.

beagle-melhor-amigo-elefantes-parque-virunga-congo-elefante-560

Leia também:
Caça de elefantes segue em ritmo acelerado
Comércio online de marfim no Japão ameaça elefantes na África
Marcha pelos elefantes: mobilização mundial para salvar animais da extinção

Fotos: Gianluca Annicchiarico/Creative Commons (beagle) e Peter Steward/Creative Commons (elefantes)

ver este postcomente

11 fatos marcantes da sustentabilidade em 2014 Marina Maciel - 19/12/2014 às 19:05

11-destaques-sustentabilidade-2014

Antes que o ano acabe, o Planeta Sustentável preparou esta lista para você relembrar alguns momentos marcantes da sustentabilidade em 2014. Mas já avisamos: não temos só notícias boas e dá para aprender lições valiosas com cada uma delas. Preparado?

*Participaram Caco de Paula e Mônica Nunes.

1) CRÍSE HÍDRICA NO SUDESTE
São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais vão disputar de maneira feroz o “ouro do século 21″: a água. É o que afirma a ambientalista Malu Ribeiro, coordenadora da ONG S.O.S. Mata Atlântica.

Desde o começo do ano, os paulistas têm sentido na torneira – bem pior do que no bolso, concorda? – os efeitos da atual política de gestão dos recursos hídricos. O estado de São Paulo enfrenta uma das piores secas de sua história. Tão violenta, que praticamente esgotou o volume de água das represas que abastecem as cidades do estado.

Pior: a seca não tem perspectiva de melhora em 2015, por conta do desenvolvimento do fenômeno El Niño. O aquecimento das águas do Oceano Pacífico formará nuvens que se arrastarão para a direção oeste. Mas não para a América do Sul…

A situação é tão preocupante que 15 importantes cientistas brasileiros – entre eles, o climatologista Carlos Nobre e o pesquisador do INPE José Marengo – lançaram carta aberta que faz análise minuciosa da grave crise hídrica que atinge a região Sudeste.

Quer saber mais? Acompanhe o blog Planeta Água e fique por dentro do assunto!

2) O PIOR SURTO DE EBOLA DA HISTÓRIA
Só em 2014, o vírus Ebola matou 6.856 pessoas, segundo dado divulgado em 13/12 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de a maior parte das vítimas ser da África Ocidental (especialmente da Libéria, e dos fronteiriços Serra Leoa e Guiné, onde existem apenas 10 médicos para cada 100 mil habitantes), a epidemia preocupa o mundo todo. No total, mais de 18 mil casos do vírus foram confirmados. Até o Brasil teve casos suspeitos.

Para conter a epidemia, profissionais de saúde de todo o mundo foram enviados para as regiões mais prejudicadas. Graças à falta de infraestrutura adequada, o trabalho é perigoso. 639 casos de infecção foram registrados, com 349 vítimas fatais. A revista Time fez uma bela homenagem a estes corajosos ao eleger equipes de combate ao ebola como personalidades de 2014.

O surto também sensibilizou famosos e artistas. Dois DJs da Libéria lançaram uma música (com direito a coreografia), cantores – entre eles Bob Geldof, Bono Vox, One Direction, Sinead O’Connor e Chris Martin (assista ao vídeo, abaixo) – e craques do futebol também se uniram em prol da causa.

Descoberto em 1976, o vírus normalmente mata 500 pessoas na África Subsaariana a cada ano. A epidemia de 2014 é considerada a mais mortal desde a descoberta do Ebola.

3) A CIDADE DE SÃO PAULO E A MOBILIDADE URBANA
Nem um ano depois dos protestos por conta do aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, o prefeito Fernando Haddad arregaçou as mangas para encarar de frente este assunto tão urgente de São Paulo: a (i)mobilidade urbana.

Em pouco tempo, a cidade ganhou faixas exclusivas de ônibus e ciclovias nas principais avenidas. Claro que a medida foi polêmica, já que reduziu espaço que antes era usado por automóveis para estacionamento ou trânsito. Para o famoso ciclista e empresário norte-americano Gary Fisher, que andou pela cidade em outubro, “a mudança está chegando em São Paulo”. E ela é muito boa!

4) CO2 E OUTROS GASES NOCIVOS À ATMOSFERA
Depois de milhões de anos, a humanidade bateu recorde perigoso em abril: a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera passou o nível de 400 partes por milhão (ppm) durante todo o mês. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), para limitar o aumento da temperatura do planeta entre 2 e 2,4ºC, os níveis de CO2 na atmosfera não podem exceder 400 ppm.

Os alimentos já começaram a sofrer os efeitos da mudança do clima, revelou estudo da Nature, publicado em junho. Trigo e arroz, por exemplo, poderão ter menos nutrientes em 2050 por conta das altas concentrações de CO2 na atmosfera.

Além disso, mais um fato preocupante: cientistas descobriram sete novos gases emitidos por humanos nocivos à camada de ozônio. Quatro deles foram detectados em março e outros três em junho.

5) LANÇAMENTO DO 5º RELATÓRIO DO IPCC
O clima foi o assunto do ano, especialmente por conta dos aguardados lançamentos do IPCC:  as três últimas partes do 5º Relatório de Avaliação sobre Mudanças Climáticas (AR5). As publicações foram tão significativas que 600 mil pessoas, de 161 países (inclusive do Brasil!), foram às ruas pedir ações efetivas e mais compromisso dos governos no dia 21 de setembro, marco que ficou conhecido como Marcha pelo Clima.

Além disso, 2014 está prestes a se tornar o ano mais quente de que se tem registro, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). O calor recorde tem relação com as altas temperaturas nos oceanos, e vem se mostrando um problema desde janeiro: tanto que os 10 primeiros meses do ano foram os mais quentes já registrados desde que começaram as medições, em 1880.

Hoje, cidadãos do mundo todo conhecem não só as causas do aquecimento global, mas também sua origem, graças aos relatórios, resultado do trabalho de milhares de cientistas. São eles:
- Impactos, Adaptação e Vulnerabilidades, que apresenta conclusão importante (e preocupante): nenhuma pessoa estará livre dos impactos do aquecimento global nos próximos anos;
- Mitigação das Mudanças Climáticas, que destaca a necessidade de mudança de comportamento e de padrões de consumo para fazermos cortes de emissões profundos, e
- Relatório Síntese, que reúne, alinha e, claro, resume as informações das três partes do relatório já publicadas entre 2013 e 2014.

O AR5 veio em um momento crítico da ação internacional de combate às mudanças climáticas e servirá de base para a elaboração de um acordo global na COP21, em Paris, em 2015.

6) CHINA E EUA SE UNEM PARA REDUZIR EMISSÕES
Mas não fique desesperançoso. Existe luz no fim do túnel. Como diz o próprio IPCC, o aumento de temperatura é irreversível, sim – mas podemos reduzir os efeitos catastróficos da mudança do clima com a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

Em novembro, o mundo se surpreendeu (e comemorou) com o anúncio de um tratado entre China e Estados Unidos, já que os dois países são os maiores emissores de carbono do mundo, para redução drástica de emissões até 2030. Para o presidente norte-americano Barack Obama, o acordo é um “grande marco” histórico.

7) MALALA: DA TRAGÉDIA AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ
A história da menina paquistanesa Malala Yousafzai inspira pessoas de todo o mundo. Aos 15 anos, em 2012, , acusada por talibãs paquistaneses de “prejudicar o islã” por frequentar a escola, ela levou um tiro na cabeça. Em vez de amedrontá-la, o atentado só a fez insistir ainda mais na causa. “A educação é o caminho para acabar com o terrorismo”, acredita.

Não foi à toa que ela se tornou símbolo na luta pelo direito universal à educação e pelos direitos das mulheres. Agora, Malala ganhou outro reconhecimento: é a pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Demais essa menina, não?

8) AS LIÇÕES DA SECA NA CALIFÓRNIA
O estado mais rico dos EUA, está no seu quarto ano consecutivo de seca e tem registrado queda significativa dos níveis de chuva. Pior: cientistas temem que a situação perdure até o fim do século.

A escassez é tão preocupante que o governo da Califórnia tomou medidas drásticas para evitar o desperdício de água: passou a multar em 500 dólares quem for pego lavando calçadas, regando jardins ou lavando carros.

Por conta da multa salgada, alguns californianos adotaram uma medida no mínimo curiosa para manter a grama sempre lustrosa: pintá-la de verde. Este ano, pipocaram no estado empresas especializadas na pintura de gramados.

Deixando o bizarro de lado, a Califórnia tem, pelo menos, 10 boas iniciativas que podem servir de exemplo para o Brasil também:
1- multar quem desperdiça água;
2- multar casas com vazamentos;
3- criar cursos obrigatórios para quem gasta demais;
4- priorizar o consumo humano;
5- premiar quem troca o gramado por plantas que exigem menos água;
6- distribuir hidrômetros gratuitamente;
7- reaproveitar água do ralo;
8- tratar esgoto e usá-lo para abastecer os lençóis freáticos;
9- tirar o sal da água do mar, e
10- evitar vazamentos nas tubulações subterrâneas.

9) POLÍTICA NACIONAL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS: #FAIL
O Brasil já ocupa o 5º lugar entre os maiores produtores de lixo do mundo, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Em 2013, cada brasileiro gerou 1kg de resíduos por dia. Só que apenas 3% do nosso lixo é reciclado.

A situação ficou ainda mais feia agora, já que passou o prazo estipulado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em vigor desde 2010, para o fim dos lixões a céu aberto. Além de contaminar o meio ambiente, o descarte irregular de resíduos coloca a saúde da população em risco.

A lei é clara: os lixões deveriam ser fechados até 8 de agosto e os resíduos sem possibilidade de reciclagem deveriam ser encaminhados a aterros sanitários. Mas a data passou e o descarte ilegal continua… Estagnamos nos lixões?

10) A AMEAÇA DA 6ª EXTINÇÃO DE ESPÉCIES
Uma série de estudos publicados em julho trouxe um alerta: a biodiversidade corre perigo. Segundo um dos autores da pesquisa, Clinton Jenkins, hoje, a extinção de espécies no mundo, provocada pelo homem, é mil vezes maior que a taxa natural.

Esta onda crescente de “sumiço” de espécies está sendo chamada de defaunação. Diferentemente do desmatamento, que pode ser medido por satélites, o declínio de espécies de animais pode passar despercebido por órgãos de proteção ambiental.

Em agosto, um dos biólogos mais importantes do mundo surpreendeu ao propor estratégia de conservação audaciosa. Segundo Dr. Edward Osborne Wilson, influente cientista de 85 anos da Universidade de Harvard, para prevenir a sexta extinção em massa de espécies, precisamos destinar metade do planeta exclusivamente para a proteção dos animais. Ele acredita que estamos enfrentando um “holocausto biológico”, causado pelos seres humanos. O que acha da ideia?

11) 2014: O ANO DA SELFIE (DO PLANETA TERRA)
Como você sabe, este foi o ano de pegar o celular, esticar o braço e tirar um retrato de si mesmo. Nem a Terra não ficou de fora da famigerada selfie! Explicamos.

Para comemorar o Dia da Terra, em 22 de abril, a Nasa convidou todas as pessoas do planeta a fazer uma selfie em uma paisagem legal. Depois, todas as fotos enviadas pelas redes sociais foram reunidas para compor uma “selfie global”.

Diz aí, o mosaico bonitão da foto abaixo não inspira a gente a cuidar melhor do planeta? Que venha 2015!

global-selfie

Fotos: Michael Mazengarb/Creative Commons/Flickr, Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de Vargem, Global Panorama/Creative Commons/Flickr, Victor Moriyama, Divulgação/NASA, Sivanesan S/Creative Commons/Flickr, U.S. Department of Agriculture/Creative Commons, © European Union 2013 – European Parliament, Juliana Beletsis/Creative Commons/Flickr, Marcello Casal Jr./Agência Brasil, jacki-dee/Creative Commons/Flickr; NASA

Leia também:
O que o Planeta Sustentável “aprontou” em 2014
10 notícias que ‘bombaram’ nas redes sociais do Planeta Sustentável em 2014

ver este postcomente

Volta para casa: escola da floresta ensina orangotangos a viver na natureza selvagem Suzana Camargo - 16/12/2014 às 11:36

volta-para-casa-escola-floresta-ensina-orangotangos-viver-floresta-560

Dora, esta adorável orangotango da foto acima, tem apenas 5 anos. Todavia, ela não conhece a floresta. Durante a maior parte de sua vida, foi criada ilegalmente como um animal de estimação.

Há cerca de um ano Dora foi levada para um centro de reintegração no Parque Nacional de Bukit Tigapuluh, em Sumatra, na Indonésia. Coordenado pela Sociedade Zoológica de Frankfurt (ZGF), o programa tem como objetivo proteger o habitat de espécies como elefantes, tigres, rinocerontes e orangotangos e ajudar na readaptação de muitos destes animais na mata tropical.

Nesta escola da floresta, Dora aprende, por exemplo, a se balançar e saltar entre os galhos das árvores. Algo que seria natural para qualquer animal da espécie, ainda é um desafio para ela. A orangotango precisa aprender a escolher galhos mais fortes, caso contrário, pode cair do alto e se machucar.

Outra lição necessária é a busca por alimento. Animais que vivem em cativeiro ficam acostumados a receber comida, que geralmente é mais saborosa do que aquela encontrada na floresta. “O alimento na mata é mais duro e menos doce”, diz Peter Pratje, diretor do projeto. Nas estações em que há poucas frutas, orangotangos comem insetos e folhas. Os treinadores de Dora a ensinam a achar e comer cupins, ricos em proteína.

Sem este aprendizado, Dora não sobreviverá na floresta. Atualmente há cerca de 7 mil orangotangos na Indonésia. Segundo o WWF, esta é uma das espécies de primatas que mais corre risco de extinção. Nas últimas décadas, a população de orangotangos foi reduzida pela metade. Por isso mesmo, a reintrodução de animais como Dora na natureza é tão importante.

Até agora, o projeto da entidade alemã já devolveu ao Parque Nacional de Bukit Tigapuluh 160 orangotangos. “Com este trabalho tentamos garantir que a espécie sobreviva no futuro”.

Recentemente Dora recebeu seu “diploma”. Foi levada até a floresta, sua casa definitiva daqui para diante. Enfim, de volta ao lar. Na natureza selvagem, de onde esta adorável orangotango nunca deveria ter sido retirada.

Leia também:
Edward Wilson pede devolução de metade da Terra para os animais
A biodiversidade corre perigo
Mineração ameaça orangotangos em Bornéu
Extinta na natureza, ararinha-azul pode voltar à caatinga

Foto: Stephanie Rahn 

ver este postcomente

Blog da Redação

A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

Marina MacielRepórter

Suzana CamargoColaboradora

Vanessa DarayaRepórter

Clique e faça o download

Revista do clima Material de etiqueta

Posts anteriores

Receba as noticías mais recentes

assine RSS Blog da Redação

Arquivos de posts