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Solar Bike: a bicicleta elétrica movida a energia solar Suzana Camargo - 20/05/2015 às 11:20

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Que tal unir duas tecnologias limpas para melhorar a mobilidade urbana? Esta foi a ideia do dinamarquês Jesper Frausig. Depois de três anos desenvolvendo o produto, muitos testes e dois protótipos, o engenheiro apresenta a Solar Bike.

Diferentemente das bicicletas elétricas convencionais que precisam ser recarregadas em tomadas, a Solar Bike tem células solares acopladas nas rodas, que garantem a autonomia da bateria por cerca de 70 quilômetros.

A magrela dinamarquesa alcança entre 25 a 50 quilômetros por hora, garante o engenheiro. A recarga da bateria é feita quando a bicicleta está parada, em pé, em lugares ensolarados. Quando o ciclista está pedalando, a bateria – instalada no tubo acima dos pedais – ativa o motor.

A intenção de Frausig (que escreveu sobre a Solar Bike na sua tese de mestrado na Universidade de Berlim) é estimular o uso das bikes nas cidades (Copenhague, a capital da Dinamarca já é um dos lugares onde elas são mais utilizadas). Segundo ele, a Solar Bike pode ser usada por pessoas mais velhas e em serviços de entrega e transporte, principalmente em países onde o acesso à energia elétrica ainda é limitado.

Por último, acabou aquela desculpa para não deixar o carro em casa e ir de bicicleta para o trabalho porque vai chegar suado: com a elétrica, não se faz esforço! E também não se emite dióxido de carbono na atmosfera, evitando o aquecimento global e deixando o  ar mais limpo.

A inovação está concorrendo ao prêmio internacional Index – Design to Improve Life 2015 (Design para Melhorar a Vida, em português) na categoria Comunidade. Considerada uma das mais importantes do mundo no setor de design para sustentabilidade, a premiação concederá ao vencedor €500 mil.

Veja no vídeo abaixo a Solar Bike em ação:

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Foto: divulgação Solar Bike

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Matéria-prima feita com cogumelo produz embalagens e objetos sustentáveis e biodegradáveis Suzana Camargo - 14/05/2015 às 11:53

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Se você separa o lixo reciclável na sua casa sabe bem do que estou falando. Diariamente nos descartamos de montanhas de resíduos. São embalagens e mais embalagens de todos os produtos que consumimos: caixa de sabão em pó, pote de iogurte, bandeja de carne e muito, muito mais. Apesar da grande maioria delas serem recicláveis, ainda estamos longe de ter um modelo ideal.

Buscando uma solução para este problema, uma empresa americana de design de produtos, a Ecovative, encontrou uma alternativa em meio à natureza: mais especificamente, em um fungo – o cogumelo. A ideia nasceu em 2007 com os estudantes de engenharia Eben Bayer e Gavin McIntyre.

Para fabricar a matéria-prima inovadora – segundo eles, o material cresce, não é fabricado, os engenheiros misturam subprodutos da agricultura (como sobras de feno e cascas de sementes) com micélio de cogumelo. Micélios são um conjunto microscópico de filamentos encontrados dentro de fungos, responsáveis pela sua sustentação e absorção de nutrientes.

Depois disso, há um processo como de fermentação, parecido com o que ocorre na massa de pão. Juntos, o micélio e o outro componente se tornam um material extremamente resistente, facilmente moldável e que pode ser utilizado na produção de embalagens, objetos de decoração e até material de construção.

materia-prima-feita-fungo-cogumelo-produz-embalagens-objetos-sustentaveis-biodegradaveis-luminariaLuminárias criadas com fungo de cogumelo

A principal diferença entre o material feito a partir do cogumelo é ser biodegradável, ou seja, após sua utilização, ele entra totalmente em decomposição em contato com o solo, ao contrário de outros materiais sintéticos e artificiais que demoram séculos para desaparecer no meio ambiente.

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Embalagem biodegradável entra em decomposição em contato com o solo

A criação dos jovens americanos já ganhou diversas premiações. Em 2008, recebeu 500 mil euros do PICNIC Green Challenge, um dos maiores prêmios internacionais de soluções para as mudanças climáticas. Durante o Fórum Econômico Mundial, em 2011, a empresa foi reconhecida como Tech Pioneer. Eben Bayer e Gavim McIntyer já participaram de dois TED Talk.

Agora em 2015, a equipe da Ecovative levou para casa o 2015 Design of the Year Award, organizado anualmente pelo Museu de Design de Londres. Vasos, luminárias e até pranchas de surfe já foram criadas com o material de cogumelo.

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Matéria-prima natural e sustentável

Veja no vídeo abaixo como é o processo de produção da matéria-prima com micélio:

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Fotos: divulgação Ecovative

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Poesia na morte: designers italianos criam cápsula para tornar cemitérios em florestas sagradas Suzana Camargo - 04/03/2015 às 15:12

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morte é uma etapa natural da vida. Faz parte do processo biológico do ser humano. Mas para muitas pessoas, este ainda é um tabu. A experiência com velórios, enterros e caixões torna tudo mais traumático e doloroso.

Pensando em fazer da morte uma passagem mais leve e poética, dois designers italianos criaram uma alternativa aos caixões de madeira: conceberam a cápsula mundi.

O conteiner, em forma de ovo – uma linda alusão ao óvulo, o começo de toda vida – é feito com amido de plástico, material orgânico e biodegradável, que se decompõe na natureza. O corpo da pessoa falecida seria colocado dentro, em posição fetal.

Em cima da cápsula mundi é plantada uma árvore, escolhida pela pessoa ainda em vida. Depois da morte, o ovo é colocado na terra, onde aos poucos, irá se decompor e fazer parte do meio ambiente. A árvore irá crescer e ficará como símbolo daquela vida que já se foi, mas continuará a ser lembrada por todos.

Para Anna Citelli e Raoul Bretzel, artistas e autores do projeto, cemitérios deixariam de ser lugares cheios de tumbas, para se tornarem florestas sagradas. Além disso, ao parar de fabricar caixões de madeira, estaríamos evitando que diversas árvores fossem derrubadas.

Os italianos acreditam que o ser humano faz parte da complexa vida do planeta. As árvores representariam “a união entre terra e céu, material e imaterial, corpo e espírito”.

O projeto da cápsula mundi ainda não conseguiu ser colocado em prática. Na Itália, a legislação só permite que pessoas sejam enterradas em caixões de madeira. Anna e Raoul tentam mudar isso. Eles criaram a Associazione Capsula Mundi, que quer chamar a atenção das pessoas para aprovar uma nova lei.

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Imagens: divulgação

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