BLOGS |Blog da Redação

Professor vive em lixeira por um ano para promover moradia sustentável Marina Maciel - 13/02/2015 às 10:00

professor-vive-lixeira-um-ano--promover-moradia-sustentavel_600

Engana-se quem pensa que o fato de vivermos em casas cada vez menores se deve apenas ao crescimento das cidades. É isso o que defende o movimento small living, que acredita que pessoas que habitam espaços menores são consumidores mais conscientes, têm menos gastos para manter a morada e não acumulam tantos objetos.

Foi seguindo essas premissas que o professor universitário norte-americano Jeff Wilson transformou uma lixeira de apenas 3 m² em seu lar por quase um ano. O objetivo do experimento foi mostrar para seus alunos como as pessoas podem viver bem com menos e que esse modelo de moradia barata e que produz e conserva energia limpa pode ser facilmente replicado.

“Menos coisas equivalem a menos barulho na sua vida, o que equivale a mais momentos. Você tem muitos mais momentos na vida”, contou o “Professor Lixeira”, como é conhecido. Segundo ele, sua casa tem apenas 1% do tamanho médio de um lar nos Estados Unidos.

 

Foi em fevereiro de 2014 que o professor vendeu quase todos os seus pertences e se instalou em uma caçamba de lixo da Universidade Huston-Tillotson, na cidade de Austin, capital do Texas. Começou como um lugar só para dormir, mas a casa passou por uma transformação desde então.

 

No total, o acadêmico passou 250 noites na lixeira, que ganhou painéis solares, sistema de ar condicionado e, com a ajuda dos alunos, o professor pintou as paredes e adicionou um piso falso, que permite armazenar objetos – como panelas e roupas – no chão.

 

Toda a “aventura” está documentada em seu perfil no Instagram (@profdumpster), que inclui registros da reforma na caçamba de lixo e até visitas de estudantes e outros professores a sua casa.

 

Mas agora que ele se mudou, o que acontece com a lixeira? O professor lançou um projeto, chamado “Programa Home-School”, para incentivar educadores a passarem, pelo menos, uma noite na caçamba. O objetivo é motivar e inspirar cada vez mais turmas de estudantes para modos de vida mais sustentáveis. Já tem alguns candidatos na fila, inclusive a diretora de uma escola local.

 

Agora, o Professor Lixeira se lançou em um novo projeto para 2015: “99 Nights ATX”, que consiste em passar 99 noites na casa de outras pessoas da cidade para investigar “o que faz de uma casa um lar”. Que desapego!

Foto: Reprodução/Instagram/Professor Dumpster

ver este postcomente

Diário de um guarda-roupa: o blog que conta histórias emocionantes de nossas roupas Suzana Camargo - 08/10/2014 às 11:27

diario-de-um-guarda-roupa-patagonia-blog-redacao

Arctic Lime é uma jaqueta verde de um pequeno menino da California. Ele adora explorar o lugar onde vive, e ao lado de sua cachorra e de Arctic Lime, já viveu grandes aventuras. Nos últimos tempos, entretanto, a peça de roupa preferida do garoto tem reparado que suas mangas estão ficando curtas para o companheiro, que está crescendo. Em breve, Arctic Lime sabe que ele irá proteger do frio e do vento um novo amiguinho.

O relato é um dos muitos apresentados pelo blog criado pela Patagonia, empresa americana fabricante de roupas, comprometidíssima com a sustentabilidade.

Worn Wear* é uma espécie de diário de peças de roupas dos consumidores da marca. Seus donos escrevem cartas para a empresa contando histórias de momentos especiais e únicos que vivenciaram juntos. São depoimentos inesperados, intrigantes, engraçados e extremamente tocantes.

Há histórias como a do casaco já surrado, cheio de bolinhas, de Jack Wilson. Mr. Fuzzi (sim, este é o nome do casaco) já esteve em montanhas do Nepal com este senhor americano. Até hoje, quando a temperatura cai e a neve chega, é este velho amigo que Wilson procura dentro do armário.

Já o surfista meio hippie, Christo Grayling, pegou ondas durante 15 anos com sua bermuda favorita. Ela entrou nos mares da Índia, Sri Lanka, Peru e Equador. Os rasgados foram costurados e quando não havia mais jeito, Grayling remendou um pedaço do tecido de um guarda-sol para que a o shorts tão querido durasse um pouco mais.

A ideia de reunir todos estes depoimentos é fazer com que as pessoas valorizem aquilo que têm dentro de seu guarda-roupa. Worn Wear é um manifesto pelo consumo consciente. Há muito tempo a Patagonia estimula esta atitude. Parece irônico, uma empresa que vende roupas pregar este tipo de atitude. Mas é o que ela faz.

Entre as práticas que a companhia defende estão que o consumidor deve se perguntar – antes de comprar – se realmente precisa  daquela roupa. A marca estimula ainda seus consumidores a consertarem suas peças, doarem ou simplesmente enviarem de volta aquelas velhas, que não servem mais, pois elas serão recicladas.

Como investe em materiais duráveis para confeccionar suas coleções, o que acaba acontecendo é que as peças realmente se tornam companheiras de uma vida. É o que revela o depoimento de Haley, que aparece na imagem de abertura deste texto. Ela aparece sorridente, aos 4 anos, ao lado da mãe, que veste um casaco colorido exatamente igual ao seu.

Quando tinha 18 anos, Haley encontrou o casaco da mãe e desde então ele ganhou um lugar especial na sua vida nos dias de frio. Há pouco tempo, ela descobriu que o seu tinha sido doado para uma prima, que instantaneamente o escolheu como favorito também.

P.S. Quando escrevi este texto lembrei de uma roupa muito especial aqui em casa. A foto abaixo é de meu filho caçula. Ele está vestindo este pijama colorido, que foi herdado do irmão mais velho e também usado pelo irmão do meio. Há alguns anos o pijama foi doado para o filho de uma amiga e agora, imagino, já esteja esquentando outro menininho durante o inverno.

diario-de-um-guarda-roupa-blog-redacao

 

*Worn Wear

Leia também:
Vídeo é antídoto contra Black Friday
U m por cento para o planeta
Moda do bem
Segunda mão está na moda

Fotos: reprodução blog Worn Wear e arquivo pessoal

 

 

 

ver este postcomente

Cidade dos EUA vai multar quem desperdiçar comida em casa Débora Spitzcovsky - 06/10/2014 às 10:04

cidade-eua-multar-quem-desperdicar-comida-casa-560

Em breve, estreia nos EUA uma nova versão do Big Brother: o que vigia o lixo da população. O governo de Seattle, em Washington, aprovou por unanimidade lei que aplicará multa nos cidadãos que encherem suas latas de lixo com mais de 10% de alimentos orgânicos.

Medir a quantidade de restos de alimentos descartados na lixeira não é lá muito prático, mas segundo a prefeitura os garis serão treinados para realizar a fiscalização. A lata de lixo que for pega em flagrante desperdiçando comida será fichada em um sistema de computadores e seu dono receberá, no mês seguinte, multa que será cobrada junto com a taxa de lixo que os cidadãos de Seattle já pagam periodicamente.

A multa não é salgada: US$ 1 (aproximadamente R$ 2,50) por vez que o cidadão for pego desperdiçando alimentos. Isso porque, de acordo com o governo, a ideia da nova medida não é aumentar a arrecadação da prefeitura, mas sim incentivar as pessoas a comprar com consciência e compostar o lixo que produzem.

Prédios residenciais e estabelecimentos comerciais também serão fiscalizados, mas para eles a multa será maior: US$ 50 (aproximadamente R$ 125). A medida começa a valer em 2015. Em janeiro, os infratores começarão a ser notificados sobre sua má conduta e, a partir de julho, as multas serão aplicadas.

No Brasil, cerca de 39 mil toneladas de comida são jogadas fora, todos os dias. Você aprova uma lei parecida nas nossas cidades?

Foto: jbloom/Creative Commons/Flickr

Leia também:
Fim ao desperdício de alimentos: conheça a história do Pay as You Feel Café
Google ajuda a diminuir desperdício de alimentos
Como e por que evitar o desperdício
Metade da comida do mundo vai parar no lixo, diz relatório
Food not bombs: desperdício vira oportunidade

ver este postcomente

Blog da Redação

A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

Marina MacielRepórter

Suzana CamargoColaboradora

Vanessa DarayaRepórter

Clique e faça o download

Revista do clima Material de etiqueta

Posts anteriores

Receba as noticías mais recentes

assine RSS Blog da Redação

Arquivos de posts