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Projeto Áreas Verdes das Cidades te convida a conhecer (e conservar) parques Marina Maciel - 06/03/2015 às 16:11

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Aqui, no Blog da Redação, do Planeta Sustentável, sempre indicamos iniciativas inspiradoras de todo o mundo e links imperdíveis da web, desde 2007, quando o blog foi criado. Desta vez, queremos homenagear um site brasileiro, que completou três anos no dia 22/02: o Áreas Verdes das Cidades, criado pelo português Antonio Guedes, de 65 anos.

Engenheiro por formação, Guedes se considera brasileiro. Chegou aqui aos quatro anos de idade, morou no Rio de Janeiro e, depois, mudou-se para São Paulo, onde vive há 40 anos. Hoje, está aposentado e atua como escritor e pesquisador no site, que tem uma proposta linda: mapear áreas verdes urbanas e parques da cidade de São Paulo, por meio de fotos, vídeos e resenhas.

“Na vida, podemos sempre mudar de planos e focos, buscando novos desafios que nos apaixonam. Jamais na minha carreira de executivo poderia imaginar que criaria um site sobre áreas verdes, desenvolvendo um trabalho para divulgar parques e praças, que são espaços privilegiados e trazem benefícios comprovados para a saúde“, conta. E ressalta um provérbio indígena americano, que usa com frequência: “O coração do homem, quando longe da natureza, endurece”.

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Antonio Guedes e sua esposa (e companheira de visitas) passeiam no Jardim Botânico de São Paulo

Guedes conta que, em suas viagens pelo Brasil e para o exterior, sempre procurou parques e praças para caminhar, observar e registrar imagens da fauna e da flora. Movido por sua paixão pelas áreas verdes e incentivado por amigos, lançou o site para desmistificar a ideia de que metrópoles são apenas concreto e aridez, além de incentivar a população a frequentar esses espaços.

Afinal, não é só “verde” que se pode ver nas áreas verdes – muitas delas, inclusive, oferecem várias opções de lazer, como esporte e cultura. Cada resenha conta um pouco da história do local, da infraestrutura e das atrações disponíveis para os visitantes. “Minha ideia é visitar todos os parques de São Paulo. O site já tem 112 resenhas, o que cobre, aproximadamente, 90% dos parques da cidade”, destaca.

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Parque Estadual Alberto Löfgren

Guedes tem planos ambiciosos para ampliar o trabalho. No ano passado, durante a Copa do Mundo, realizou o projeto Territórios da Cultura, com o apoio do Ministério da Cultura, que tinha como objetivo divulgar atividades dos parques urbanos de São Paulo. Agora, ele pensa em aumentar a cobertura do website, com a ajuda de colaboradores apaixonados por áreas verdes, e em desenvolver um aplicativo para celular que ajude o usuário a localizar parques próximos. “Para fazer isso acontecer, o Áreas Verdes das Cidades vai precisar de patrocínio”, disse.

Abaixo, veja um dos vídeos produzidos por Guedes:

Normalmente, tem novidade a cada 15 dias, então, fique de olho no site, e aproveite para acompanhar os perfis do projeto no Facebook, no Google+ e no YouTube! Fica o convite para você conhecer – e se deleitar com – as áreas verdes da sua cidade! Não se esqueça de contar para a gente a sua experiência aqui nos comentários. :)

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Parque Estadual Alberto Löfgren

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Parque Ibirapuera

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Parque Estadual Alberto Löfgren

Fotos: Antonio Guedes/Áreas Verdes das Cidades

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Que tal se tornar guardião das abelhas (brasileiríssimas!) sem ferrão? Vanessa Daraya - 09/02/2015 às 16:29

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*Com Mônica Nunes

Picada de abelha dói e costuma ser uma experiência traumatizante. Por isso, tem tanta gente com medo desse inseto. Mas você sabia que as abelhas que têm ferrão ativo são exóticas ou invasoras? Ou seja, não são nativas, mas foram trazidas para o Brasil. Mas, aqui, existem mais de 300 espécies nativas – ‘sem ferrão’ – que são fundamentais para o equilíbrio do nosso ecossistema. E o mais legal: não machucam. Na verdade, elas têm ferrão, que é atrofiado devido a um processo natural de evolução.

Para torná-las conhecidas do grande público e também ajudar a preservá-las, o comerciante paulistano Gerson Pinheiro criou a ONG SOS Abelhas Sem Ferrão*, em janeiro de 2014. Tudo começou quando sua filha Ana Clara voltou de uma excursão da escola com a ideia de ter um enxame de abelhas em casa. “Confesso que me assustei. Fui pesquisar a respeito e me deparei com esse universo tão importante para nossa sobrevivência. A partir de então, resolvi dedicar parte de meu tempo para fazer algo para proteger esses seres mágicos”, contou.

Assim que ele começou a estudar o assunto, percebeu que essas abelhas são desconhecidas do público. “Fiquei incomodado com o fato de as pessoas ouvirem a palavra “abelha” e a vincularem somente a “ferrão” e “mel”. Temos abelhas ‘sem ferrão’, mas que produzem mel de até melhor qualidade que as outras. Isso sem contar que mel é apenas um subproduto. O serviço mais importante realizado por elas – que é a polinização -, deixamos em segundo plano”, destacou.

Sem abelhas, um terço das colheitas não existiria. Elas são indispensáveis para a produção dos alimentos porque polinizam frutas e vegetais ao transportar o pólen de uma flor para outra. Mas, diariamente, inúmeras colmeias são destruídas no país por causa da falta de conhecimento sobre essas espécies inofensivas e tão vitais para nós.

O objetivo da ONG é espalhar por São Paulo – e depois pelo resto do país – conhecimento sobre as abelhas sem ferrão como uma forma de mudar a realidade desses insetos. A entidade ministra cursos gratuitos sobre o assunto para apresentar as espécies e explicar o papel delas para a fauna e a flora.

SEJA UM GUARDIÃO
Além de cursos, a ONG salva abelhas. A equipe faz resgates principalmente em muros, caixas elétricas, interfones e depois realoca os enxames. Se encontrar alguma colmeia em risco, é só entrar em contato com a instituição por sua página do Facebook*.

“Assim que recebemos um pedido de resgate, incentivamos a pessoa a avaliar se o enxame corre risco de vida. Ela pode observar se a causa foi a derrubada de um muro ou o envenenamento feito por algum vizinho, por exemplo. Se o enxame não correr risco, não há necessidade de retirá-lo do local”, explica Flávio Yamamoto, vice-presidente da ONG. Se tiver interesse, quem fez a denúncia pode, então, virar guardiã da colmeia e cuidar das abelhas. Mas claro que isso não é obrigatório. Os ativistas da ONG podem levar o ninho para um lugar mais seguro.

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Quer cuidar de abelhas em casa? “Para isso, é preciso entrar na fila de pedidos para receber uma colmeia, que geralmente é fruto de resgate. O interessado recebe uma caixa com apenas uma espécie de abelha, além da orientação necessária a respeito do melhor local para sua instalação, horário para abri-la pela primeira vez, plantio de flora (próximo e mais adequado), entre outras informações”, explicou Flávio que já destacou:
- é preciso sempre ter espécies florais bem cuidadas ao redor;
- a caixa deve ficar longe do movimento das ruas, em grandes centros urbanos;
- a caixa também deve ser protegida contra poeira, vento, chuva e sol, além de não ficar vulnerável às formigas.

O sonho de Gerson, de Flávio e dos ativistas da SOS Abelhas Sem Ferrão é conquistar, pelo menos, um guardião em cada região ou bairro de São Paulo. Assim, será possível multiplicar a proteção e criar uma rede importante de contatos, que poderá indicar também – para outras redes locais – onde há enxames a resgatar ou monitorar. Por isso, sempre que podem, também participam de encontros em prol do meio ambiente promovidos pela cidade.

No dia 1º. de fevereiro, por exemplo, participaram da Oficina de Plantio de Árvores – com direito a picnic – organizado pelas ONGs Muda Mooca* e Árvores Vivas* e pelos ativistas da Horta das Corujas, criada em 2012, pelos moradores do entorno da Praça das Corujas, na Vila Beatriz, em São Paulo. No meliponário da horta, Gerson e Flávio apresentaram algumas espécies das abelhas sem ferrão aos visitantes – Mandaçaia (a maior e uma das mais dóceis entre as brasileiras; é preta e tem listrinhas amarelas), Marmelada, Jataí e Mirim Guaçú Amarela. A editora do Planeta Sustentável, Mônica Nunes, esteve lá e adorou tudo que viu e ouviu sobre o projeto e cada uma delas.

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E você? Já conhecia as abelhas sem ferrão? Viu alguma colmeia por aí? Quer protegê-la? É só entrar em contato com a ONG. E, se quiser se tornar guardião, também.

*ONG SOS Abelhas Sem Ferrão
*Página do Facebook
*Muda Mooca
*Árvores Vivas

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Primeira foto: Wikimedia Commons

Demais fotos: Mônica Nunes

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Urubu Mobile: ajude a salvar animais nas estradas Marina Maciel - 28/04/2014 às 09:30

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Você sabia que, todos os anos, 473 milhões de bichos – ou seja, 15 por segundo! – são mortos nas estradas brasileiras? Só em 2014, mais de 150 milhões foram atropelados. Agora, ficou mais fácil ajudar a preservar espécies impactadas pelas rodovias. Em vez de motoristas apenas lamentarem a morte dos animais atropelados, podem registrar o incidente por meio de novo aplicativo para celulares e tablets, o Urubu Mobile.

Lançado este mês por pesquisadores da Universidade Federal de Lavras, o app pretende criar um banco de dados unificado sobre atropelamento de fauna selvagem para incentivar a formulação de políticas públicas para as estradas.

É simples registrar uma ocorrência: quando encontrar um animal silvestre atropelado, basta tirar uma foto. A posição geográfica, a data e o horário são identificados automaticamente pelo sistema. Não sabe qual é a espécie? Não tem problema, porque cada foto passa pelo crivo de cinco especialistas antes de entrar no banco de dados.

Além de colaborar com a elaboração de estratégias para a conservação da biodiversidade, os usuários da ferramenta contribuirão com o planejamento de novas vias. Isso porque, ao final do projeto, os organizadores pretendem criar um selo de certificação para as estradas, com o objetivo de incentivar a redução dos atropelamentos.

Por enquanto, o Urubu Mobile está disponível para aparelhos Android e iOS, e pode ser baixado gratuitamente no Google Play e no iTunes.

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Foto: Rennett Stowe/Creative Commons

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

Marina MacielRepórter

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