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Pizzaria incentiva doação de comida para moradores de rua por US$ 1 Marina Maciel - 30/01/2015 às 09:30

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Quando o jovem empreendedor norte-americano Mason Wartman, 27 anos, largou seu trabalho em Wall Street para abrir uma pizzaria, não fazia ideia que seu negócio melhoraria a vida de muitas pessoas. O dono da Rosa’s Fresh Pizza*, que fica na cidade de Filadélfia, lançou um serviço que permite que os clientes deixem pagas fatias de pizza para moradores de rua.

Em nove meses, o restaurante já contabilizou mais de nove mil pedaços de pizza doados. Diariamente, entre 30 e 40 pessoas que passam fome são beneficiadas pelo projeto, estima o empreendedor. Inspirador, não?

Mas, na verdade, a ideia partiu de um cliente, que perguntou se poderia deixar uma fatia de pizza paga para alguém que não teria condições de comprá-la. Wartman adorou a ideia e resolveu colocá-la em prática na pizzaria, cobrando US$ 1 (aproximadamente R$ 2,6) por fatia.

“Comparado com Wall Street, eu trabalho muito mais aqui, mas também é muito mais divertido e, definitivamente, mais gratificante. Estou mais feliz agora”, disse em entrevista ao programa The Ellen Show.

O sucesso que o serviço fez entre os clientes está estampado nas paredes do estabelecimento: tem inúmeros post-its com mensagens de encorajamento dos doadores para os moradores de rua. E os beneficiados também podem deixar mensagens agradecendo pela generosidade.

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Leia um dos bilhetes, abaixo:

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“Eu só quero agradecer a todos que doaram para o Rosa’s. Ganhei um lugar para comer todos os dias e a oportunidade de me reerguer. Começo meu novo trabalho amanhã! Todos querem que o mundo mude, mas para que isso aconteça, temos que mudar nós mesmos. E o Rosa’s é uma grande ideia e exemplo disso. OBRIGADO!”

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*Rosa’s Fresh Pizza

Fotos: Reprodução/Facebook

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Caixa conserva alimentos de comunidades carentes sem geladeira Vanessa Daraya - 12/01/2015 às 09:00

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Energia e tempo: dois bens preciosos no mundo; mais ainda, em países em desenvolvimento. A energia é escassa e cara, o que impede agricultores de terem geladeira para manter colheitas bem refrigeradas por tempo suficiente para a venda às famílias de comunidades carentes.

Para resolver essa corrida contra o tempo e evitar o desperdício de alimentos, o designer belga Arne Pauwels criou uma engenhoca bem legal chamada Wakati* (que significa tempo em swahili, língua oficial de países como Quênia, Tanzânia e Uganda).

Wakati é uma espécie de caixa capaz de armazenar de 200 kg a 400 kg de frutas e vegetais e mantida com energia solar. A ideia pode ter grande impacto nos rendimentos dos agricultores e nas vidas de família locais, já que preserva comida por mais tempo em regiões onde ter geladeira é luxo.

Como funciona? Um pequeno painel solar de três watts fica no topo da caixa. A energia gerada alimenta um ventilador que, gradualmente, evapora água de um pequeno reservatório. O sistema cria, então, um ambiente úmido e fresco dentro do Wakati. Por semana, é preciso apenas um litro de água.

Vale ressaltar que o Wakati não é uma geladeira, pois não controla temperatura. Não é, portanto, solução de longo prazo. Mas pode ser útil para conservar alimentos frescos por mais tempo em condições desfavoráveis.

Alimentos que duram apenas dois dias, por exemplo, podem durar até 10 dias, se armazenados na caixa. A Wakati pode, então, reduzir a quantidade de comida que vai para o lixo e aumentar os lucros dos produtores.

A tecnologia ainda está em fase de testes. Cerca de 100 sistemas já foram fornecidos para regiões necessitadas no Haiti, Afeganistão e em Uganda. Mas já existe um plano para começar a produção em larga escala em breve. Cada caixa deverá custar 100 dólares.

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*Wakati

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Fotos: Divulgação/Wakati

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Cidade dos EUA vai multar quem desperdiçar comida em casa Débora Spitzcovsky - 06/10/2014 às 10:04

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Em breve, estreia nos EUA uma nova versão do Big Brother: o que vigia o lixo da população. O governo de Seattle, em Washington, aprovou por unanimidade lei que aplicará multa nos cidadãos que encherem suas latas de lixo com mais de 10% de alimentos orgânicos.

Medir a quantidade de restos de alimentos descartados na lixeira não é lá muito prático, mas segundo a prefeitura os garis serão treinados para realizar a fiscalização. A lata de lixo que for pega em flagrante desperdiçando comida será fichada em um sistema de computadores e seu dono receberá, no mês seguinte, multa que será cobrada junto com a taxa de lixo que os cidadãos de Seattle já pagam periodicamente.

A multa não é salgada: US$ 1 (aproximadamente R$ 2,50) por vez que o cidadão for pego desperdiçando alimentos. Isso porque, de acordo com o governo, a ideia da nova medida não é aumentar a arrecadação da prefeitura, mas sim incentivar as pessoas a comprar com consciência e compostar o lixo que produzem.

Prédios residenciais e estabelecimentos comerciais também serão fiscalizados, mas para eles a multa será maior: US$ 50 (aproximadamente R$ 125). A medida começa a valer em 2015. Em janeiro, os infratores começarão a ser notificados sobre sua má conduta e, a partir de julho, as multas serão aplicadas.

No Brasil, cerca de 39 mil toneladas de comida são jogadas fora, todos os dias. Você aprova uma lei parecida nas nossas cidades?

Foto: jbloom/Creative Commons/Flickr

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