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Doe sangue e ganhe um pen drive Débora Spitzcovsky - 05/10/2011 às 13:22

30 minutos: este é o tempo que um doador de sangue gasta para ajudar a salvar a vida de milhões de pessoas – entre vítimas de acidentes, mães com complicações durante o parto ou a gravidez, crianças anêmicas e pacientes com câncer – que, diariamente, necessitam do tecido. O tempo é mínimo e a prática não oferece nenhum risco à saúde, mas, ainda assim, uma das maiores dificuldades da área da saúde, no Brasil e no mundo, é encontrar pessoas dispostas a doar sangue para suprir a demanda diária dos hospitais pelo tecido.

Nos EUA, cansada de lutar contra essa realidade, a Cruz Vermelha responsável por cerca de 50% das doações anuais de sangue no país – decidiu tomar uma medida inusitada: presentear os doadores e o “agrado” escolhido foi um pen drive já que os jovens são o público-alvo da instituição.

Batizado de Bloodriver, o gadget de 2GB é entregue a todas as pessoas que procuram a Cruz Vermelha para doar sangue e vem “recheado” com um vídeo da instituição – o “Blood Circulation: The Story of Where Your Blood Goes From Here” – que explica a importância dessa atitude. No final do filme, os doadores ainda são convidados a fazer parte de um grupo especial – e seleto! – da Cruz Vermelha, no Facebook, para dividir suas experiências a respeito do assunto.

A ideia – pasmem (ou não!) – deu certo e o número de doadores da Cruz Vermelha, sobretudo jovens, cresceu desde que a instituição adotou o lema de recompensar os bons cidadãos. No entanto, tem muita gente – na rede e, também, fora dela – criticando a atitude da Cruz Vermelha, alegando que eles estão estimulando as pessoas a doarem sangue pelo motivo errado. Você concorda?

No Brasil, o problema da falta de doadores também é grande: segundo dados da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a cada dois minutos uma pessoa precisa de transfusão no país – o que corresponde a 30 pessoas por hora e 720, por dia. No entanto, apenas, 2% da população tem o hábito de doar sangue – enquanto, a porcentagem mínima recomendada pela Organização Mundial da Saúde é de 5% –, sendo impossível atender toda a demanda nacional.  

Qual será o melhor caminho para conseguir cada vez mais doadores para os bancos de sangue do Brasil? A propósito, você já doou sangue nos últimos meses?  

Imagem: Divulgação/Cruz Vermelha

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Comentários

05/10/2011 às 20:42 Daira - diz:

Quem precisa de sangue não vai querer saber se ele doou por causa de um pendrive ou porque queria ajudar!!!

De fato pode não ser a melhor escolha do mundo, mas não estamos numa sociedade ideal em que as pessoas acordam e dizem “quem posso ajudar hoje?”

No entanto, alguem pode ir lá por um pendrive a primeira vez, e descobrir que não é tão dificil, nem tao ruim… e que vale a pena ajudar, que faz sim a diferença… e se essa pessoa voltar a segunda vez, não vai ser pelo pendrive…

e isso já terá valido a pena.

05/10/2011 às 21:11 Ana - diz:

É uma boa forma de conseguir sangue, vejo que está faltando… já que tem gente que pensa “ah é de graça, então vou la”.. é uma pena que a maioria pensa assim.

08/10/2011 às 18:06 Cárin - diz:

2% da população brasileira = 3.840.000 doadores de sangue!

Se cada pen drive custasse apenas R$ 1,00 (que não custa), seriam R$ 3.840.000,00 que deixariam de ser investidos em outras necessidades da saúde, como os próprios insumos para doações e transfusões de sangue.

09/10/2011 às 23:07 Letícia Teles - diz:

Eu não acho que é o motivo errado não, porque as vezes pode começar querendo um pen drive e se apaixonar pela atitude e continuar indo sempre… eu doo desde que completei 18[na época só podia com 18] e até hoje, se houvesse distribuição desses pen drives fofos eu também ia querer claro, e ainda ia conseguir levar umas amigas, o que é muito dificil.

09/10/2011 às 23:26 Heloísa Ximenes - diz:

Se a idéia atrai o doador acho que deve ser incentivada. Já fui hemotransfundida e paguei caro ao convenio por cada bolsa de sangue que recebi, porque o doador não pode ganhar um brinde?

Heloísa Ximenes

14/08/2012 às 10:47 Carlos Alziro - diz:

Excelente ideia! Deveriam dar não um, mas dez presentes e cada um melhor que o outro, e não pagaríamos a dívida por esse ato inigualável.

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