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“SAMU veterinário” socorre animais de rua em cidades brasileiras Marina Maciel - 27/02/2015 às 11:52

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2015 mal começou e, até a publicação deste post, mais de 74 milhões de animais já foram mortos em nossas estradas. Isso quer dizer que morreram, aproximadamente, 15 bichos por segundo, vítimas de atropelamento! A estimativa é do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas. Já falamos, aqui no blog, sobre um aplicativo que incentiva a população a salvar a fauna selvagem nas rodovias. Mas… e nas cidades?

Para atender cães, gatos e cavalos vulneráveis, alguns municípios brasileiros lançaram programas de socorro. Conhecida como “SAMU veterinário”, a iniciativa oferece serviços de emergência veterinária, principalmente, a animais de rua.

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A primeira cidade a adotar o serviço foi Florianópolis (SC). Para que o SamuVet (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Veterinária) começasse a funcionar, em julho de 2014, a prefeitura cedeu um carro para os atendimentos e a entidade Bem-Estar Animal* o reformou e adaptou especialmente para atender animais de rua.

Com atendimento 24 horas, o serviço só pode ser acionado por equipes de segurança pública – como bombeiros, policiais militares e guardas civis – que estiverem atendendo a alguma ocorrência, como um acidente envolvendo animais de rua.

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Outras cidades brasileiras se inspiraram na ação e lançaram iniciativas próprias. É o caso do município de Cachoeirinha (RS), que adotou o SamuVet em janeiro deste ano. O projeto é parecido com o de Florianópolis: primeiro, trata cães e gatos abandonados ou que sofrem maus-tratos e, depois, encaminha-os para adoção. Qualquer pessoa pode acionar o socorro.

Agora, em fevereiro, vereadores de Porto Alegre (RS) aprovaram uma espécie de SamuVet para atender animais de população de baixa renda e bichos sem dono em risco. A Câmara municipal de Corumbá (MT) também lançou projeto de lei parecido este mês. Que tal um serviço como esse na sua cidade?

*Bem-Estar Animal

Fotos: Divulgação e Petra Mafalda/PMF

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Brasileiro cria tampa de garrafa reutilizável, divertida e sustentável Suzana Camargo - 26/02/2015 às 11:08

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Clever clap. Apesar do nome ser em inglês, esta é uma invenção 100% brasileira. Feita no Rio de Janeiro. O criador dela é Claudio Vollers.

clever-clap-claudio-voller-140Filho de pai alemão e mãe suíça, o carioca sempre esteve envolvido com a indústria de plásticos. Mas há algum tempo, é responsável pela área de pesquisas e desenvolvimento da empresa em que trabalha. Foi lá que ele e uma equipe de designers decidiram criar um produto que gerasse solução para um problema socioambiental: escolheram desenvolver uma embalagem inovadora que pudesse ser reutilizada e não tivesse como destino o lixo, poluindo oceanos e meio ambiente.

Depois de dois anos e meio de pesquisas e testes, nasceu a clever clap. “Para nós este é um produto sustentável. Ele é ecologicamente correto com o planeta, bom para a sociedade e economicamente viável”, garante Vollers.

A grande sacada da tampinha colorida, que se encaixa perfeitamente em qualquer gargalo de garrafa, é ser também um bloco de montagem. “É um produto concebido para ter duas vidas”, explica o criador.

clever-cap-vavrios-560Suporte de celular, carrinho de brinquedo e luminária feitos com as tampas reutilizáveis

Basta um pouco de imaginação para criar os mais diferentes objetos com os bloquinhos. Porta-canetas, bancos, luminárias, brinquedos. Aliás, a tampa é compatível com lego. Como a patente dos famosos blocos escandinavos já expirou, não há problema nenhum em comercializar produtos compatíveis com ela.

A empresa carioca também já está testando a clever clap para ser usada em outros produtos, como tubos de pasta de dente e embalagem tetrapack.

clever-cap-pasta-dente-560Já está em fase de teste o uso da clever clap em outras embalagens

Lançada em 2014, rapidamente a invenção atraiu atenção mundial. Foi premiada em duas categorias – bebidas e formato embalagem – pela iF Design, na Alemanha, e eleita entre os 80 designs mais impactantes do mundo pelo London Design Museum. “Lá, a clever cap ficou ao lado do carro conceito da Volkswagen”, conta orgulhoso Claudio Vollers. Numa votação popular, realizada pelo museu britânico, a tampa/bloco de montar brasileira ficou em 4o lugar, entre os 80 objetos em exposição.

Para o criador da inovação, uma das mais importantes vantagens da tampa é estimular o conceito do reúso. Segundo ele, reciclar é uma ótima prática, mas ainda assim deixa pegada de carbono no planeta. O processo de reciclagem emite CO2 tanto durante o transporte de resíduos, como na utilização de energia elétrica para a compactação dos lixo em novos materiais. “Não estamos criando algo novo, mas fazendo uma inovação a partir de algo que já existe no mercado”, diz Vollers.

Ele garante que o preço da tampa é praticamente o mesmo de uma convencional. Para a fabricação, não é necessário nenhuma máquina especial, mas o mesmo equipamento utilizado na produção de tampas comuns. Em março, uma fabricante de água mineral de São Paulo começa a comercializar suas garrafas com a clever cap. E em breve, outra empresa do Ceará, promete levar as tampinhas de montar para a região nordeste.

Outras marcas internacionais – da Alemanha, Japão, Coréia do Sul e Estados Unidos, já mostraram interesse na invenção brasileira. Mas os cariocas querem estrear a inovação primeiro no mercado nacional para somente depois alçarem voos mais altos. Prêmios já receberam, agora é torcer para que os fabricantes de bebidas curtam tanto quanto nós esta novidade divertida e sustentável.

clever clap-banco-560O banco, resistente e colorido, montado com as tampinhas cariocas

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Fotos: divulgação e Cassidy Curtis/Creative Commons (foto Claudio Vollers)

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‘Leitura no Vagão’ incentiva leitura nos metrôs de São Paulo Vanessa Daraya - 23/02/2015 às 15:03

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Quem mora em grandes cidades está sempre com pressa. Corre para chegar pontualmente em qualquer compromisso – trabalho, escola, um curso especial, cinema, encontrar os amigos… Ouvir alguém dizer que não tem tempo para fazer o que gosta virou rotina. Você, por exemplo, consegue dedicar parte do seu dia à leitura prazerosa de um bom livro? Muita gente tem a resposta na ponta da língua: “não”.

Ao observar as pessoas que encontrava todos os dias no trajeto de metrô para o trabalho que Fernando Tremonti, 26 anos, desenvolvedor de software, teve a ideia de criar projeto para incentivar a leitura e tornar a vida de alguns usuários de metrô, na cidade de São Paulo, mais agradável. Assim, em agosto de 2014, surgiu o Leitura no Vagão.

“Observei que a maioria das pessoas está sempre conectada aos seus smartphones, mas nunca com um livro em mãos. Leio dois títulos por semana só nas viagens que faço do trabalho para casa e vice-versa. A leitura nos torna mais interessantes, amplia nosso repertório, nos faz viajar sem sair do lugar. Ela me transformou em um ser humano muito melhor – ainda em construção, mas bem melhor do que antes”, me contou Fernando.

unnamedPara espalhar a ideia pelos vagões que frequenta, ele criou folders que encartou nos livros que começou a deixar nos bancos de alguns vagões em cada ‘viagem’. “Impossível ver um livro no banco e não pegá-lo, já que é preciso tirá-lo dali para sentar. Isso já provoca qualquer pessoa a folheá-lo… e, quem sabe, sentir sua ‘energia’”, explica. “Mas, mesmo com a apresentação do projeto no folder, as pessoas demoram a aderir e, quando me veem deixar o livro no assento, me avisam que o esqueci. Respondo: ‘Agora é seu, um presente’”.

Fernando deixa cerca de vinte livros por semana em diversas estações. “Na verdade, por fazer sempre o mesmo percurso, divido a tarefa com todos de casa já cedinho, quando separo os títulos do dia”.

Ele acredita que o hábito de ler ainda está muito aquém do que poderia ser, entre os brasileiros. Com o projeto, espera que a leitura transforme a vida das pessoas assim como mudou a dele. “Comecei a ler fervorosamente há seis anos. E sei o bem que esta prática me fez em vários sentidos”. E completou: “Espero que a leitura mude a vida das pessoas como mudou a minha, de um ser humano arrogante para alguém que sabe que tem muito o que aprender”, disse empolgado.

O projeto de Fernando não para por aí! Ele também sorteia livros e brindes nas páginas do seu projeto no Facebook*, Twitter* e Instagram*, e tenta divulgar o trabalho de escritores independentes, como de seu pai, que lançou a obra Sobrevivi a um AVCi Tipo Tronco – Agora quero voltar a ser eu novamente. “Sei que é complicado lançar um título. Alguns autores fazem doações e eu ajudo a divulgar para que o trabalho dessas pessoas se espalhe”.

Quer ajudar a disseminar a leitura nos trens e metrôs de São Paulo? Você pode aderir ao projeto de Fernando de duas formas: doando livros – “Isso é importante porque assim consigo distribuir mais obras por dia” – ou solicitando folders e espalhando sua ideia. E mais: se encontrar algum livro do projeto por aí ou alguém que curtiu a ideia, tire uma foto (neste segundo caso, peça autorização, claro!) e publique nas redes sociais com a hashtag #LeituraNoVagão.

A ideia de deixar livros em qualquer lugar para incentivar a leitura não é nova. Em 2013, noticiamos sobre dois projetos bem bacanas, aqui no Blog da Redação: Parada do Livro, em São Paulo  e Little Free Library, que começou nos Estados Unidos e se espalhou por outros continentes. A jornalista Giu Capello, do blog Gaiatos e Gaianos, também aqui no site do Planeta Sustentável, contou no post Leitura no ponto de ônibus sobre a linda experiência da cidade onde mora, Piracaia, interior de São Paulo.

Fernando e todos que iniciaram projetos de leitura como esses foram movidos pelo prazer de ler e pelo desejo de compartilhar esse prazer, incentivando outras pessoas a otimizar seu tempo livre (ou perdido nos trens e vagões) e enriquecê-lo na companhia dos livros. Belo ideal.

“Prefiro dizer para quem não tem o costume de ler: ‘Não acredite no que dizem sobre leitura, mas a experimente’. E quem sabe a oportunidade de fazer o teste esteja no banco de um vagão que você quer sentar”, completou.

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Fernando já conseguiu autorização do metrô para fazer uma ação especial e colocar um livro em cada banco de um vagão no terminal Barra Funda.

leitoraEle também registrou uma leitora de um dos livros que colocou no banco do vagão. Dá até para ver o folder que Fernando colocou na capa da obra.

*Facebook
*Twitter 
*Instagram 

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Fotos: Divulgação/Fernando Tremonti

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