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Boliviana constrói casas de garrafas PET para famílias carentes em 20 dias Débora Spitzcovsky - 21/05/2014 às 09:00

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Casas de Botellas é o nome da iniciativa criada pela boliviana Ingrid Vaca Diez. Envolvida com trabalho voluntário desde pequena e apaixonada por artesanato, a advogada de Santa Cruz de La Sierra teve a ideia de construir casas de garrafas PET para famílias em situação de extrema pobreza após uma briga com o marido, que não aguentava mais a quantidade de ‘entulho’ que Ingrid guardava em casa para trabalhos manuais. “Dá para construir uma casa com esse monte de PET”, reclamou o parceiro em tom de ironia – o que bastou para acender uma luz na cabeça da boliviana.

Ingrid foi estudar jeitos de construir casas com as garrafas recicláveis e descobriu a fórmula ideal: PETs e uma espécie de cimento sustentável, feito com barro, açúcar, mingau e linhaça.

14 anos depois de começar o projeto, a boliviana já tem no currículo mais de 300 moradias construídas para famílias em situação de extrema pobreza – não só na Bolívia, mas em outros países do continente americano, como Argentina, México, Panamá e Uruguai.

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Poderia ser muito mais: com cerca de 82 garrafas PET de 2 litros (ou 240 de 600 ml) por metro quadrado, Ingrid garante que é possível construir uma casa em 20 dias, com a ajuda de cerca de 10 voluntários – contando os futuros moradores, que ela faz questão de que participem do processo para dar mais valor à moradia. O problema é que falta matéria-prima e mão de obra disposta a trabalhar “apenas” para ajudar o próximo.

Construir no Brasil está nos planos da boliviana, que está bem animada. Para ela, o povo brasileiro é mais receptivo ao trabalho voluntário e também tem a cultura da reciclagem mais sedimentada, em relação aos outros países da América Latina, o que facilita a coleta das garrafas PET. Com tanto entusiasmo, certamente a advogada vai conquistar o coração de muita gente boa por aqui. Vem logo, Ingrid!

Fotos: Divulgação

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Saudita instala geladeira na rua para incentivar doação de alimentos Marina Maciel - 19/05/2014 às 09:30

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Você sabia que um terço de toda a comida que é produzida no mundo vai parar no lixo? No Oriente Médio, um homem encontrou uma solução simples e colaborativa para ajudar a reduzir a fome e o desperdício de alimentos no próprio bairro.

Ele instalou uma geladeira em frente à casa onde mora, na cidade de Ha’il, na Arábia Saudita, e convidou os vizinhos a doarem comida excedente, abastecendo o eletrodoméstico. Inspirador, não?

Segundo o saudita, que preferiu permanecer anônimo, além de facilitar a doação, a atitude vai poupar pessoas necessitadas da vergonha e da dificuldade de pedir comida.

Enquanto 842 milhões de pessoas passam fome no mundo, cada indivíduo desperdiça, anualmente, 280 quilos de alimentos. A estimativa foi divulgada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em abril.

Infelizmente, a iniciativa solidária do saudita dificilmente seria colocada em prática no Brasil. Isso porque existem alguns obstáculos, como uma lei que confere responsabilidade civil e criminal por dano ou morte àquele que contribui com alimentos e cobrança de impostos sobre os produtos doados por indústrias.

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Foto: Mezmez

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Arca de Noé contemporânea contra desastres naturais Jéssica Miwa - 16/05/2014 às 08:30

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Segundo a Bíblia, muitos anos antes de Cristo, Noé recebeu mensagem de Deus alertando sobre o grande dilúvio: para sair dessa e salvar sua família e um casal de animal de cada espécie, ele teria que construir uma enorme arca. Foi o que ele fez. Em seguida, durante quarenta dias e quarenta noites, choveu! Crenças à parte, essa história inspirou Aleksandar Joksimovic e Jelena Nikolic, arquitetos da Sérvia, a projetar uma cidade flutuante: a Noah’s Ark*.

A ideia é instalá-la no meio de qualquer oceano, com muita segurança e para que seja autossustentável: resistente a desastres naturais e sem depender do resto do mundo. Para aumentar a estabilidade, várias “arcas” são interligadas por meio de cabos submarinos e todas teriam colunas presas com hastes flexíveis no fundo do oceano.

Segundo os arquitetos, as laterais da ilha são suficientemente grandes – têm aproximadamente 64 metros – para proteger os moradores de fortes tempestades e até mesmo tsunamis. Mas, em caso de emergência, há um “Plano B”: os possíveis moradores poderão fugir para bolhas de ar gigantes que se localizam em túneis cobertos, não vulneráveis ao clima externo e à prova de enchentes.

A energia que mantém o vilarejo flutuante vem do sol, do vento e das marés, enquanto que a água é coletada por meio de sistema de captação que se estende pela ilha inteira. Toda a estrutura do projeto voltada para o mar será revestida por coral artificial, que ao atrair vida marítima estimula o aparecimento de novos ecossistemas.

Noah’s Ark é harmonicamente dividida para reunir moradias, escritórios, áreas de plantio e de lazer e espaço para convivência e criação de animais. É um verdadeiro mundo paralelo!

A ideia recebeu menção honrosa na competição de Skyscraper eVolo, de 2012 – assim como o projeto Rainforest Guardian, que também divulgamos aqui, no Blog da Redação.

*Noah’s Ark 

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