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Os efeitos do aquecimento global esculpidos em cimento Marina Maciel - 31/03/2014 às 09:30

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Ainda tem dificuldade em imaginar as consequências das mudanças climáticas? O escultor espanhol Isaac Cordal* criou série de esculturas feitas de cimento – as Cement Eclipses – para contar de um jeito fácil-fácil o que o aumento do nível do mar pode fazer com a humanidade. Mas isso não significa que visualizar isso vai ser tranquilo – a menos que você goste de humor negro.

Tanto em miniaturas quanto em tamanho real, as intervenções recriam, no meio da rua ou na praia, seres humanos sofrendo com os efeitos do aquecimento global.

O curioso é que são pessoas muito parecidas: homens brancos, de meia idade, que poderiam ser políticos ou executivos e, até mesmo, os negociadores e governantes que participam das conferências de clima pelo mundo. Alguns se agarram a suas maletas, à deriva, enquanto outros se afogam. Sempre sem saída.

As cenas apocalípticas criadas por Cordal revelam as consequências da falta de ação e da apatia quanto às questões ambientais.

Abaixo, veja algumas das obras do escultor:

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Abaixo, reunimos outras boas histórias de artistas que se manifestam pelo meio ambiente e mostram que a arte pode ser um poderoso instrumento de ativismo e de conscientização:

‘Exército’ de gelo de Néle Azevedo contra o aquecimento global
As mudanças climáticas na visão de artistas plásticos
Cartuns alertam para o aquecimento global, em livro
A faxina urbana de Alexandre Orion

Carruagem em ponte estaiada de SP chama a atenção para a mobilidade urbana
Cavalaria paulistana
Quando a arte questiona o desperdício
Olhe lá!
Eduardo Srur: a arte como salva-vidas

*Isaac Cordal

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Rainforest Guardian coleta água da chuva e combate queimadas na Amazônia Jéssica Miwa - 28/03/2014 às 09:00

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Você já ouviu falar na flor de Lótus? Famosa por sua capacidade de crescer acima das águas, ela se mostrou altamente adaptável a ambientes aquosos por muitas décadas. Inspirados por essa sua capacidade, cientistas e designers chineses desenvolveram um projeto de reservatório de água da chuva para a Amazônia, o Rainforest Guardian Skyscraper.

A ideia, que pode soar um pouco maluca, promete combater queimadas na floresta. E é mais um exemplo de como a natureza pode ajudar a humanidade a resolver problemas, mantendo a sustentabilidade ambiental do planeta. Abençoada biomimética!

“As raízes aéreas absorvem e armazenam o excesso de água, sem perturbar o ecossistema [...] Em caso de incêndio, os ‘bombeiros voadores’ vão até o local para apagar o fogo com a água coletada”. É assim que os designers Jie Huang, Jin Wei, Qiaowan Tang, Yiwei Yu e Zhe Hao descrevem o projeto. Com um detalhe: os bombeiros, neste caso, não são pessoas, mas drones que farão a coleta na torre e pulverizarão as áreas necessitadas.

Além de coletar água e combater incêndios, a construção terá laboratórios para monitorar as condições climáticas e a estabilidade dos ecossistemas. “O espaço (também) poderá servir como área de exposição para que turistas se tornem ainda mais conscientes da importância vital da Amazônia para a humanidade”, preveem os cientistas.

Apesar de o Rainforest Guardian Skyscraper ainda não ter saído do papel, o projeto foi honrosamente mencionado na 9ª edição da competição de arranha-céus realizada por uma revista americana que homenageia prédios inovadores. O concurso recebeu quase 600 inscrições de 43 diferentes países.

Leia também:
Professor desperta em alunos inspirações da natureza para projetos sustentáveis
Tecnologia da natureza
Biomimética: indústria imita natureza
Megaincêndio florestal leva dor e ruína à Austrália
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Coletar água da chuva é solução para o semiárido

Foto: Divulgação

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No Shoes For A Year: um ano descalço para conseguir sapatos para crianças que não têm o que calçar Débora Spitzcovsky - 26/03/2014 às 09:00

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300 milhões de pessoas vivem no planeta sem ter, ao menos, um par de sapatos para calçar (e correm risco de morte por isso). Sabia? Muitos não sabem e é, exatamente, a atenção dessas pessoas que Richard Hudgins quer conquistar. Como? Ele se comprometeu a passar um ano descalço.

“Mas pra quê?”, “Que maluco!”, “O que isso vai mudar?”! A ideia do moço é mesmo causar: ele quer ser contestado e abordado pelas pessoas, onde estiver, para poder ter a chance de contar a elas sobre a sua causa e (o mais importante) mobilizar o maior número de pessoas para ajudar.

Hudgins criou uma campanha no site de financiamento coletivo FundRazr e, desde que deu início ao desafio de passar um ano descalço, há 112 dias, conseguiu arrecadar mais de US$ 7 mil para comprar sapatos para crianças que não têm o que calçar. A meta do norte-americano é completar um ano com US$ 25 mil (e quantos pares de calçado as pessoas quiserem doar).

Por enquanto, ele segue firme na causa (e compartilha tudo com a galera do Facebook), mas não pense que está sendo fácil. Hudgins mora em Kentucky, nos EUA, onde o inverno em 2014 foi um dos mais rigorosos da história, e ainda trabalha todo o tempo em pé, pois é cabeleireiro. Ainda assim, o moço parece estar curtindo: ele está noivo e garantiu que, no ano que vem, quando casar, estará descalço no altar (apesar do desafio terminar em 03/12 deste ano).

Está aí um homem de pé no chão (literalmente)! Quer participar da causa de Hudgins? Clique para ajudar!

Foto: Reprodução/Facebook

Leia também:
10 minutos sem celular = 1 dia de água potável para crianças necessitadas 
Com os pés quentinhos 
Universidade dos Pés Descalços

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

Marina MacielRepórter

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