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Gira-giras produzem energia para escolas e lanternas, na África Jéssica Miwa - 27/02/2014 às 09:00

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Já imaginou sua vida sem energia elétrica? Sem aquele delicioso banho quente no inverno ou a luz para driblar a escuridão da noite. Mas a gente sabe que esse privilégio ainda não é para todos. Em 2012, a ONU fez campanha mundial para chamar a atenção para essa realidade e ajudar a ampliar o acesso no mundo. Segundo a organização, uma em cada cinco pessoas no mundo – o equivalente a 1,3 bilhão de pessoas – não dispõe de eletricidade. Na África Subsariana, a situação é ainda mais dramática: 71,5% de sua população não tem abastecimento de energia e, em áreas rurais, a porcentagem chega a 92%.

O problema nessa região do continente africano é imenso, sim. Mas, por acreditar que pequenas soluções podem ajudar a transformar essa situação, o engenheiro Ben Markham, de Utah, criou a ONG Empower Playgrounds e, em parceria com a Brigham Young University, lançou uma iniciativa superbacana: gira-giras que produzem e armazenam energia, enquanto as crianças se divertem.

Mais de 30 escolas de vilarejos de Gana, na África, receberam os brinquedos da ONG, e a eletricidade produzida é utilizada não só para iluminar as escolas como, também, carregar lanternas de LED, indispensáveis para possibilitar a volta para casa já que não existe iluminação pública no caminho.

A instituição estima que cada criança, entre 8 e 12 anos, é capaz de gerar 150 watts por hora. Cada sistema custa dez mil dólares e é capaz de fornecer energia para 200 crianças por, pelo menos, cinco anos – o que significa que o custo anual de cada jovem é dez dólares.

No vídeo abaixo, a ONG descreve a realidade das crianças de Gana. É de apertar o coração!

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Foto: Divulgação

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Mexicano propõe: faça o bem por 21 dias consecutivos e adquira o hábito de ser bom Débora Spitzcovsky - 25/02/2014 às 09:00

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O que não falta por aí são programas intensivos que prometem melhorias rápidas para a sua vida: fique rico em dez dias, encontre o amor da sua vida em uma semana, perca seis quilos em um mês… Mas, para o mexicano Nicko Nogués, eficientes ou não, esses programas são egoístas demais – e, talvez, este seja o grande problema da humanidade, atualmente.

Por isso, ele resolveu criar um projeto intensivo de altruísmo: o Humanity, que promete te fazer adquirir o hábito de ser bom em 21 dias. Por milagre? Não! Por costume, mesmo. Baseado em estudos científicos que dizem que 21 dias é o tempo necessário para que qualquer pessoa adquira um novo hábito, Nogués criou um programa de exatas três semanas com desafios diários para quem estiver a fim de “mudar o carma” e incorporar a bondade ao dia a dia.

Doar algo que está encostado para alguém que precisa, plantar uma árvore, arrumar uma ocupação para um desempregado e oferecer flores à primeira pessoa carrancuda que cruzar seu caminho são alguns dos 21 desafios (com diferentes graus de dificuldade) propostos pelo mexicano.

E, já que a maior motivação é o exemplo, Nogués foi a primeira “cobaia” do seu programa intensivo e registrou seus 21 dias de treinamento no tumblr 21 Días de Bondad. Confira!

Para quem curtiu a ideia, ele disponibiliza um kit para começar o desafio, que pode ser compartilhado nas redes sociais com a hashtag #21DíasdeBondad. Vai aderir?

Assista, abaixo, ao vídeo da iniciativa.

Foto: Divulgação

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Conheça Chad Pregracke, o americano que vive para tirar lixo dos rios dos EUA Débora Spitzcovsky - 18/02/2014 às 09:00

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Pneus, garrafas com mensagens, pianos, máquinas de lavar roupa, banheiras de hidromassagem e, até, tratores (!) integram a extensa lista de objetos que foram retirados de dentro dos rios dos Estados Unidos por Chad Pregracke. Mergulhador profissional, há 15 anos o norte-americano vive para limpar as águas do país, que estão cada vez mais poluídas.  

Tudo começou ainda na adolescência. Pregracke nasceu às margens do Mississipi, onde deu seus primeiros mergulhos, e ficou chocado ao perceber que o rio que havia lhe proporcionado tantos bons momentos na infância estava se transformando em um depósito de resíduos – e pior: ninguém parecia se importar

Foi então que decidiu arregaçar as mangas e, sozinho, retirar da água todo o lixo que conseguisse. 15 anos depois, a missão solitária de Pregracke se transformou em uma causa coletiva: o mergulhador fundou a ONG Living Lands and Waters, que – com a ajuda de milhares de voluntários – realiza mais de 70 operações de limpeza por ano, não só no Mississipi, mas também em outros grandes rios dos EUA. 

As expedições são anunciadas, com antecedência, no site da organização, para que qualquer interessado possa se inscrever e participar. Até agora, a ONG já conseguiu tirar dos rios dos EUA mais de oito milhões de quilos de sujeira, mas Pregracke não está satisfeito. Para ele, mais importante do que limpar é evitar que se suje. Por isso, o mergulhador realiza oficinas de conscientização nos lugares por onde passa.

Tanta dedicação rendeu ao norte-americano o prêmio Herói do Ano 2013, concedido pela rede de notícias internacionais CNN. Aqui no Brasil, também temos nossos super-homens (talvez menos reconhecidos): você se lembra do mergulhador do rio Tietê? Há mais de 20 anos, o trabalho de José Leonídio Rosendo dos Santos é mergulhar nas águas sujas do Tietê e Pinheiros para limpá-los.  

Foto: Sean Suddes/Creative Commons

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