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Ciência colaborativa: conhecimento a muitas mãos, em qualquer lugar Marina Maciel - 30/01/2014 às 08:00

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Já ouviu falar em ciência cidadã? De forma resumida, ela nada mais é do que a investigação científica feita por um conjunto de colaboradores que não são necessariamente cientistas. Apesar de o conceito não ser recente – no fim do século 19, a ciência colaborativa já era praticada quando voluntários faziam contagem coletiva de pássaros -, ampliou-se graças ao uso da Internet nos últimos anos.

Ou seja, qualquer pessoa – inclusive você e eu! – pode dedicar seu tempo livre, compartilhar sua inteligência ou recursos tecnológicos para fazer uma pesquisa decolar.

Ficou interessado e quer se engajar? Então você precisa conhecer a plataforma Scistarter*, que funciona como uma grande vitrine com mais de 600 projetos científicos colaborativos disponíveis para quem quer fazer experimentos. Qualquer internauta pode participar, à distância, enviando dados que reúnem para o estudo final.

Com vontade e um tempinho livre, não há desculpas para não participar. Existem muitas maneiras de contribuir: sem sair de casa, na escola, na praia, exclusivamente online, na chuva ou na neve, no carro, durante uma caminhada… E você ainda pode filtrar projetos por assuntos de seu interesse.

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Quer exemplos? Em alguns estudos, vale até gravar risadas de bebês ou coletar água de tempestades. Nenhum esforço hercúleo, fique tranquilo. Mas não subestime: a utilidade social da contribuição é imensa e, melhor ainda, aproxima a população da ciência.

*Scistarter

Fotos: Denver Museum of Nature & Science/Divulgação

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Bar do bem doa lucro para projetos sociais na África, Ásia e América Latina Jéssica Miwa - 28/01/2014 às 08:00

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O conceito de empresa social – apesar de bem desenvolvido e aplicado pelo mundo – ainda soa muito estranho. Afinal, qual é o sentido de abrir um negócio e dividir seus lucros? No entanto, se você analisar a proposta detalhadamente, verá que pode ser uma ótima ideia. Claro que com uma boa dose de justiça: nada mais justo do que compartilhar os lucros com aqueles que se esforçam para manter o funcionamento do negócio. Concorda?

Simon Griffiths, fundador do bar Shebeen*, que fica na Austrália, acredita nisso. Assim, a venda de cervejas, vinhos, margueritas e quitutes servidos no local pagam o aluguel, os funcionários e os donos do bar – de forma igualitária -, mas o lucro tem destino menos convencional.

Após quitar todos os custos, 100% da grana que “sobra” é destinado para instituições de confiança que atuam nos países que fabricam o que é vendido. A ideia de Simon – bem pretensiosa! – é ajudar a acabar com a pobreza no mundo. Os consumidores – que são chamados de colaboradores – escolhem o destino do dinheiro a partir da escolha da bebida que ‘alegra’ sua noite.

Por exemplo, se a bebida escolhida for uma cerveja da Etiópia, o lucro ajudará a fornecer bombas de água para esse país. Mas se o ‘colaborador’ prefere uma bebida produzida na Namíbia, o dinheiro ajudará a financiar a luta contra a Aids.

No Shebeen, há bebidas e acompanhamentos de toda parte do mundo. Além de usufruir de um ambiente alto astral, quem lá consome tem a oportunidade de se sentir muito bem no dia seguinte, ainda que de ressaca. Afinal, ao mesmo tempo em que se divertiu, ajudou alguém.

Em quatro meses e meio de funcionamento, o bar arrecadou 12.878 dólares australianos. Agora, o sonho de Simon é doar 200 mil dólares, no período de um ano. Que tal conhecer o projeto e, quem sabe, replicar na sua cidade?

*Shebeen

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Foto: Cleverdeer

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Casas econômicas de bambu flutuam em enchentes Marina Maciel - 23/01/2014 às 09:00

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Inundação é o desastre mais comum no mundo, segundo a ONU, que acusa o crescimento da população em áreas inundáveis e o agravamento das mudanças climáticas como os principais responsáveis para o aumento, a cada ano, da frequência e da severidade das enchentes. Estima-se que, cerca de 150 milhões de pessoas, principalmente pobres, são prejudicadas por esse desastre natural todos os anos.

No Vietnã, o escritório de arquitetura H&P Architects* propôs uma solução emergencial ecológica para o problema: a construção de casas feitas de bambu, com baixo custo e impacto ambiental, que flutuam na água e mantêm as famílias em segurança.

Batizado de Blooming Bamboo Home, o projeto propõe uma estrutura leve e modular que pode ser construída em apenas 25 dias. Além de garantir resistência à habitação, o bambu a torna mais econômica. Cada casa custa US$ 2 mil – o que equivale a cerca de R$ 4,6 mil!

Os arquitetos garantem a flutuação das habitações em enchentes de até 1,5 metros de altura. Porém, a equipe já está testando um modelo que fique intacto a uma inundação de 3 metros.

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É uma boa medida emergencial para evitar mais mortes e perdas econômicas com as enchentes, mas não soluciona o problema. Saiba que, com atitudes simples, você pode ajudar a prevenir alagamentos e enchentes na sua cidade! Basta adotar boas práticas, como:
- não jogar lixo nas ruas e em terrenos baldios, pois os resíduos entopem os bueiros e se acumulam nas galerias subterrâneas, onde escoa a água da chuva;
- não descartar móveis, pneus, galhos de árvores, entulhos e objetos em geral no leito dos rios, já que eles reduzem a área do rio que dá vazão à água, com risco de transbordamento;
- manter o telhado limpo, assim você evita o entupimento das calhas que levam a água aos escoadouros apropriados;
- cultivar um jardim em casa, porque ele ajuda na absorção da água da chuva;
- construir reservatórios para armazenar água da chuva e reutilizá-la.

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Para saber mais, consulte o Manual de Etiqueta do Planeta Sustentável.

*H&P Architects

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