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Pinóquio contra a AIDS: no Brasil, 1 em cada 4 portadores não sabe que tem o vírus Marina Maciel - 28/11/2013 às 09:30

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A AIDS está fora de controle, mas ninguém está falando muito disso, reparou?

No mundo, 34 milhões de pessoas têm o vírus HIV e 1,7 milhão de pessoas morreram por causa da doença em 2011, revela a Unaids. Só na Europa, 650 mil cidadãos são portadores do vírus HIV e não sabem. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, há entre 490 mil e 530 mil infectados, mas uma em cada quatro pessoas não sabe que tem o vírus. Por isso, é tão importante – e vital! – se prevenir.

Esta é a mensagem da ONG francesa AIDES*, que usou o personagem Pinóquiocriado pelo italiano Carlo Collod – no qual o boneco de madeira vê seu nariz crescer a cada mentira que conta. No vídeo produzido pela ONG – que você pode assistir no final deste post – um rapaz “de madeira” diz à parceira que não tem camisinha, mas que não há riscos em ter relações sexuais sem o preservativo. Nisso, o nariz do moço cresce… E aparece a mensagem “Às vezes, você pode mentir sem saber”.

A frase lhe soou familiar? O Pinóquio do filme parece que não teve má fé, mas poderia ser uma das tantas pessoas do planeta que portam o HIV e não sabem. O melhor, então, é não correr riscos, certo? Especialmente porque na vida real não há avisos desse tipo.

Em 20 anos, a AIDS passou de 35º lugar para a vergonhosa 5ª posição de maior causa de mortes por doenças no mundo todo (2010). Isso é o que revela o GBD – Global Burden of Disease 2010, que também aponta que o HIV entrou para a lista dos 12 maiores problemas mundiais de saúde.

Pensando em conscientizar sobre a gravidade da doença e em eliminar o preconceito sofrido pelos portadores do vírus HIV, as Nações Unidas instituíram o Dia Mundial de Prevenção contra a AIDS, celebrado em 01/12, desde 1988.

Mas não é para pensar na questão apenas nesta data, nem para ficar paranoico e achar que vai pegar a síndrome por suor, beijo ou por compartilhar objetos com portadores! Para se prevenir, basta não abrir mão da camisinha nas relações sexuais e usar somente seringas descartáveis, seja qual for a situação. Gestantes também devem fazer o teste de HIV durante o pré-natal, assim os bebês podem nascer livres da doença.

Agora assista ao vídeo da campanha com o Pinóquio, em inglês, abaixo:

*AIDES

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Foto: Reprodução/YouTube

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Designer holandês cria saco para ‘descarte’ de objetos em bom estado Jéssica Miwa - 27/11/2013 às 13:34

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Todo mundo tem “aquele” cantinho com objetos encostados que funcionam bem, mas não são mais necessários. E eles devem ter ido parar lá, provavelmente, depois de uma faxina de final de ano e uma “dor no coração” por não se querer jogar fora algo em tão bom estado. Só que não dá para acumular tudo em casa para sempre, né?

Foi pensando nisso que o designer holandês Simon Akkaya teve uma ideia superbacana: criou um saco transparente, com faixa colorida e resistente a chuva ao qual deu o nome de Goedzak* (a expressão é equivalente a ‘simplório’, em português) para reunir apenas produtos que ainda podem ser utilizados por outras pessoas. Ou seja, que não são lixo.

Ao ver o saco criado por Akkaya, qualquer pessoa que passar pelo seu bairro – inclusive os vizinhos – se sentirá à vontade para abri-lo e levar para casa o que você não quer mais e não sabe para quem doar. Não é genial?

Uma campanha assim é um grande estímulo à reutilização de objetos de segunda mão, e ainda incentiva a adoção de um comportamento sustentável. Afinal, o que não tem utilidade para um pode ser “uma mão na roda” para outros, não? Você adotaria o Goedzak?

*Goedzak 

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Foto: Divulgação

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Escravo chinês denuncia trabalho forçado por meio de bilhete escondido em brinquedo Débora Spitzcovsky - 25/11/2013 às 09:00

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Parece história de filme, mas aconteceu de verdade. Em um dia comum, a norte-americana Julie Keith foi ao mercado comprar artigos de decoração para o Halloween. No entanto, dentro de um dos brinquedos que escolheu – uma espécie de imitação de lápide – para assustar quem passasse em frente a sua casa, encontrou algo apavorante de verdade: um pedido de socorro de um escravo chinês, que vivia em condições desumanas em um campo de trabalho forçado chamado Masanjia.

Jornadas de trabalho diárias de mais de 12 horas, sem descanso nos finais de semana ou feriados, além de espancamentos, privação de sono e torturas psicológicas foram alguns dos horrores descritos por Zhangcodinome escolhido pelo escravo chinês – em um inglês meio torto. “Se você comprar este produto, por favor, mande esta carta para a Organização Mundial de Direitos Humanos. Milhares de pessoas na China (…) vão ser gratas para sempre”, dizia o homem, no bilhete encontrado por Keith.

A norte-americana tentou pedir ajuda a alguns grupos defensores dos direitos humanos, mas, sem sucesso, recorreu ao Facebook. Foi na rede social de Zuckerberg que a história teve repercussão e ganhou o noticiário internacional, alertando para o problema do trabalho escravo na China

O episódio aconteceu há alguns anos – Zhang escreveu o pedido de socorro em 2008, Keith comprou o brinquedo em 2011 e o bilhete foi encontrado em 2012 –, mas ganhou os noticiários, novamente, neste mês de novembro. Isso porque a CNN encontrou o escravo chinês autor da carta e, sob garantia de anonimato, conseguiu que ele concedesse sua primeira entrevista contando os horrores que viveu em Masanjia.   

Segundo Zhang, ele foi levado ao campo de trabalho forçado pela própria polícia chinesa, pouco antes dos Jogos Olímpicos de Verão que aconteceram em Pequim, em 2008. O motivo? O mesmo que levou outras milhares de pessoas a serem escravizadas em Masanjia: divergências políticas e religiosas. Zhang era seguidor de um movimento espiritual chamado Falun Gong, que desde 1999 era proibido pelo governo chinês por ser considerado um “culto maligno”.

Condenado a passar 2,5 anos no campo de trabalho forçado – onde a tortura era mais intensa para aqueles que, como Zhang, recusavam-se a mudar suas crenças políticas e religiosas –, o chinês decidiu pedir ajuda por carta. Foram 20 bilhetes escritos na “ilegalidade”, com papel e caneta contrabandeados, e só um deles teve o destino que Zhang esperava. Cerca de três anos depois que o pedido de socorro foi escondido no brinquedo, Keith comprou o produto em um mercado dos EUA e encontrou o bilhete 12 meses depois.

Hoje, Zhang está livre e Masanjia, aparentemente, foi desativado. O chinês, no entanto, continua lutando por aqueles que não tiveram a mesma sorte que ele e continuam escravizados na China. Segundo Zhang, ainda há muitos campos de trabalho forçado no país asiático. Confira, na íntegra, a entrevista concedida à CNN

Foto: Julie Keith/Divulgação

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