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Greenbean Recycle paga por materiais recicláveis. É só depositar! Jéssica Miwa - 27/09/2013 às 08:00

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Já imaginou se reciclagem fosse um jogo superdivertido? E que, além de contribuir com o meio ambiente, fosse possível aumentar sua conta bancária? Partindo dessa premissa, Shanker Sahai, engenheiro zambiano, criou a Greenbean Recycle.

Assim, Sahai quer contribuir para o aumento dos índices de reciclagem, inicialmente no estado de Massachusets. A proposta do pesquisador é criar uma lógica divertida para acabar com um dos maiores problemas da atualidade: o destino dos resíduos sólidos. Como o sistema está incorporado às mídias sociais, para participar basta criar um perfil de interação social no sistema – de modo que seja possível competir com outros usuários e criar competições em grupo, inclusive.

Ao depositar vidros, plásticos ou latinhas, a Greenbean informa a quantidade de energia e lixo poupado com essa ação, incentivando a continuidade da reciclagem. Além, é claro, de depositar alguns trocados na conta bancária do PayPal, que repassa a quantia para o usuário.

A máquina já é realidade em universidades de Massachusetts – entre elas MIT e Harvard, ambas em Cambridge. O plano é que estádios, aeroportos, condomínios, shoppings e outros lugares muito movimentados também recebam a tecnologia. “Esta máquina é limpa e rápida, uma maneira inteligente de reciclar”, destaca Adam Mustafa, um dos integrantes do time criador.

Veja o vídeo com imagens e detalhes da engenhoca:

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Foto: Divulgação

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Pimp My Carroça: ação que tuna carroças para valorizar catadores de recicláveis chega a Curitiba Débora Spitzcovsky - 25/09/2013 às 13:55

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Vem aí mais uma edição da iniciativa Pimp My Carroça! Criada pelo grafiteiro Mundano, inspirada nos programas de TV americanos que tunam carros, a ação dá uma repaginada no principal instrumento de trabalho dos catadores de recicláveis. A ideia é usar a arte para tirar esses trabalhadores da invisibilidade e dar mais prestígio ao importante papel que desempenham na sociedade. Sabia que 90% dos resíduos que são reciclados no Brasil são coletados por catadores de rua?

Em Curitiba, não é diferente. Cerca de 15 mil catadores recolhem, diariamente, entre 445 e 550 toneladas de resíduos – quatro vezes mais do que o montante recolhido pelos caminhões da prefeitura –, prestando um grande serviço à cidade. Por isso mesmo, a capital paranaense foi a escolhida para receber a terceira edição do Pimp My Carroça, que já passou por São Paulo e Rio de Janeiro.

A iniciativa acontece nos mesmos moldes dos eventos anteriores. No final de outubro, em data e local ainda não definidos, os catadores podem levar suas carroças para serem tunadas pela equipe do Pimp My Carroça. Os carrinhos passarão por reforma estrutural, ganharão itens de segurança – como retrovisores, buzinas e faixas refletivas – e serão grafitados por profissionais locais, com frases de efeito.

Enquanto isso, os carroceiros também ganharão uma “pimpada”. Eles terão direito à camiseta do projeto, “rango” caprichado e consulta com médicos e psicólogos, além de outros mimos, como massagem, corte de cabelo e manicure.

No entanto, para realizar mais uma edição do evento, a equipe do Pimp My Carroça conta, novamente, com a sua ajuda, via financiamento coletivo. Até 05/10, o projeto precisa arrecadar R$ 38.200 no site do Catarse. Que tal contribuir? Você pode doar aqui quantias a partir de R$ 10.

Para saber mais sobre o Pimp My Carroça, assista, abaixo, ao vídeo da iniciativa.

A rotina de Marcelo, um dos catadores de recicláveis beneficiado pela edição paulista do Pimp My Carroça, chegou a inspirar o clipe da música Reciclar Você, da banda Família Gangsters. Confira o vídeo, abaixo.

Foto: Divulgação/Pimp My Carroça

*Pimp My Carroça no Catarse
*Pimp My Carroça no Facebook

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Mackinac Island, uma cidade sem carros Jéssica Miwa - 19/09/2013 às 08:00

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No estilo de vida atual, ainda é difícil pra muita gente imaginar a vida sem carro, mas existe uma cidadezinha nos Estados Unidos onde nenhum veículo automotivo é permitido há 115 anos.

Quando os primeiros automóveis surgiram na região, os moradores da pacata cidade do estado de Michigan, Mackinac Island, decidiram que seria uma ótima ideia eliminar o barulho e a fumaça emitida pelos veículos. E transformaram essa ideia em lei, assinada em 6 de janeiro de 1898, que sentenciava: “O trânsito de carruagens sem cavalos está proibido nos limites da Vila de Mackinac”. Com o tempo, claro que foi necessário atualizar a resolução inicial, permitindo que as bicicletas circulassem pela cidade. E elas não só passaram a movimentar a cidade, como se tornaram o principal meio de transporte da população.

Hoje, Mackinac Island é habitada por apenas 500 pessoas, mas em alta temporada chega a abrigar até 15 mil – todas em busca de refúgio e calmaria. Uma das principais atrações turísticas é a rodovia, de quase 14 quilômetros, por onde circulam bike ou carruagem. Não há estacionamentos ou postos de gasolinas e, durante boa parte do trajeto é possível deliciar-se com a vista do litoral.

Mas isso tudo não quer dizer que os habitantes de Mackinac Island não precisam de carro em momento algum. Por motivos de segurança e para atender emergências, há poucos carros na cidade – todos da prefeitura – e não é comum vê-los circulando.

O jornalista Jeff Potter visitou a cidade e escreveu uma reportagem no periódico Bicycle Times*, na qual afirma que o ar dessa linda cidadezinha americana é mais limpo e que as doenças são menos incidentes por causa dos exercícios praticados cotidianamente por seus habitantes. Além disso, “trata-se de uma sociedade igualitária, já que todos têm o mesmo meio de transporte”.

O mais interessante dessa história é que o estado de Michigan – ao qual pertence esta cidade por onde ainda circulam carruagens – tem a indústria automobilística como uma das principais fontes da economia.

Nós também temos uma “Mackinac Island” no Brasil! A cidade de Afuá, no Pará, proibiu o trânsito de carros ou motos, como mostrou a revista National Geographic Brasil em sua edição de maio, publicada aqui no site do Planeta Sustentável.  Nela, o repórter André Julião contou: “Afuá provavelmente é o único município brasileiro onde carros e motos são proibidos em toda sua extensão. Isso a tornaria a única cidade livre de emissões de gases de carbono, não fosse a energia elétrica gerada da queima de óleo diesel. Não é difícil crer que, à exceção dos bebês, cada um de seus 35 mil habitantes tenha uma bike”.

* Bicycle Times

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Em Mackinac Island a rodovia é das bicicletas

 

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Em parte da rodovia, é possível observar o litoral de Michigan

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A tranquilidade domina os ares da cidadezinha – que parece uma viagem no tempo

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A ‘superlotação’ de bicicletas nem se compara com a de carros, não é mesmo?

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As carruagens combinam com a tranquilidade de Mackinac Island

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