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ReCaptcha: o que você digita na internet pode ajudar a digitalizar livros Marina Maciel - 30/08/2013 às 17:58

recaptcha

Até pouco tempo atrás, o Captchaa ferramenta anti-spam que nos obriga a digitar as palavras de uma imagem na internet – não tinha outra finalidade senão diferenciar computadores e humanos. Diariamente, cerca de 200 milhões de Captchas são resolvidos em, aproximadamente, 10 segundos cada. Isso significa que as pessoas perdem, todos os dias, mais de 550 mil horas com a tarefa – que não é lá das mais legais, não é mesmo?

Já que para garantir a segurança da web é preciso, de qualquer maneira, digitar as palavras, por que não aproveitar o esforço das pessoas para gerar algo bom, como digitalizar livros? Com essa ideia, nasceu o projeto ReCaptcha*, do guatemalteco Luis von Ahn – não coincidentemente, um dos criadores do Captcha.

Como o que você digita pode facilitar essa tarefa? Antes de responder a esta pergunta, é preciso saber que existe um processo automático que digitaliza livros. Porém, esse sistema não é à prova de falhas e, muitas vezes, não consegue reconhecer algumas palavras de obras mais antigas.

É aí que entra a sua ajuda. O ReCaptcha usa duas palavras:
- uma que conhece (assim julga se você é humano ou máquina) e
outra que não compreende.
Ao gastar apenas 10 segundos de seu tempo para decifrar a palavra, internautas de todos os cantos do planeta podem contribuir para o mundo ter mais livros digitais.

Estima-se que mais de 750 milhões de pessoas – aproximadamente 10% da população mundial – já tenham ajudado a digitalizar, pelo menos, uma palavra. Por dia, cem milhões de palavras são digitadas na ferramenta. O que equivale a 2,5 milhões de livros por ano!

Saiba mais sobre o projeto na palestra de von Ahn no TED, abaixo (em inglês):

*ReCaptcha

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Hello Compost: lixo orgânico vale comida em NY Marina Franco - 28/08/2013 às 09:15

compostagem
Já falamos, aqui no blog, alguns programas de incentivo à reciclagem que oferecem comida em troca de doação de resíduos recicláveis (veja no final deste post). Mas esta iniciativa em Nova York tem um motivo um pouco diferente: o de promover a separação de resíduos orgânicos. A ideia é trocar restos de comida por frutas e verduras frescas.

O programa, chamado Hello Compost*, foi idealizado por estudantes da escola de design Parsons e é destinado a famílias de baixa renda que moram em Nova York. Os participantes ganham sacos de lixo resistentes, desenhados para impedir a proliferação do mau cheiro, e separam os restos de comida no seu dia a dia.

A iniciativa tem parceria com o Project EATS*, uma rede de hortas e agricultores urbanos dentro da cidade. São eles quem recebem as bolsas das famílias participantes, as pesa e oferecem créditos (equivalente ao peso de cada sacola) que pode ser usado para comprar comida que produzem.

Separar restos orgânicos talvez seja uma grande mudança de costume para essas famílias. Mas a ideia de trabalhar com esse publico é justamente porque sua preocupação maior é a garantia de alimentos para todos a cada mês.

É como se o ciclo dos alimentos fosse fechado, já que os resíduos entregues passam por processo de compostagem e dão origem a adubos e fertilizantes naturais que, por sua vez, são usados no cultivo de novos alimentos. De quebra, o Hello Compost promove o consumo de frutas e verduras e a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis. Um bom incentivo, não?

*Hello Compost

*Project EATS

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Horta urbana aérea: alimentos orgânicos são produzidos no topo dos prédios de NY Débora Spitzcovsky - 26/08/2013 às 09:00

horta-urbana-Brooklyn-Grange-Farm

O que é, o que é um pontinho verde no topo dos prédios de Nova York? Não, não é um “greengo”, nem uma ervilha suicida! A vista aérea da cidade mais populosa dos EUA está ficando mais verde graças ao projeto Brooklyn Grange Farm, que cultiva hortas urbanas nos telhados dos edifícios nova-iorquinos.

Por enquanto, a iniciativa possui canteiros no topo de dois prédios comerciais – um no Queens e outro no Brooklyn –, onde legumes, verduras, frutas e ervas são cultivados por funcionários e voluntários.

A produção da fazenda urbana é vendida para restaurantes locais. A Brooklyn Grange Farm ainda comercializa uma espécie de “cesta básica orgânica” para famílias que queiram receber os alimentos semanalmente em casa e, o que sobra, mas é de qualidade, é vendido em uma feira, que acontece todos os sábados no próprio topo dos prédios.

O projeto incentiva a agricultura local, oferece alimentos frescos à população, gera empregos e ajuda a melhorar a qualidade de vida na cidade. Não é à toa que a Brooklyn Grange Farm anda fazendo sucesso em Nova York. É ou não uma boa ideia para replicar por aqui? Espaço é o que não falta… 

Assista, abaixo, ao vídeo da iniciativa. 

Foto: Divulgação/Brooklyn Grange Farm

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