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Canadense de 15 anos cria lanterna que funciona com o calor das mãos Marina Franco - 31/07/2013 às 09:30


“Eu escolhi investigar o tema da energia humana quando descobri que somos como lâmpadas ambulantes de 100 Watts. Calculei que nossos corpos irradiam 5,7 mW por cm2, sendo que apenas 0,5 mW seria necessário para gerar luz com LED”, conta a canadense Ann Makosinski. A pesquisa desta inventora deu origem a uma lanterna que funciona com o calor das mãos humanas. Detalhe: ela tem, apenas, 15 anos.

Encorajada pela família, Ann tem uma “queda” pela Ciência desde pequena. Conta que seu primeiro brinquedo foi uma caixa de – acredite! – transistores. A partir dos 11 anos, começou a competir em feiras de Ciência da sua região. Neste ano, ganhou medalha de ouro na Grande Feira de Ciências do Canadá, onde se apresentam cientistas de todas as idades, por sua invenção, a Hollow Flashlight (Lanterna Oca, em português).

A grande motivação de Ann foi criar um instrumento que aproveitasse a energia que o corpo humano pode transmitir e, assim, evitasse o consumo – e consequente resíduo – de pilhas de curta vida útil. Também ajudaria a famílias de países pobres, que não têm acesso à energia.

E como pode uma lanterna funcionar com o calor das mãos? Ann construiu a Hollow Flashlight com pastilhas termelétricas, também conhecidas como Peltier, que são capazes de produzir eletricidade quando aquecidas de um lado e resfriadas do outro. Como a lanterna é oca por dentro, quando o ar ambiente (mais frio) circula por ali há diferença de temperatura em relação ao calor das mãos. A energia produzida faz acender o LED da lanterna.

Até parece fácil, mas a invenção demandou muitos cálculos e estudos. Ann explica melhor neste vídeo (em inglês):

Foto: Reprodução

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Brechó pendura agasalhos em árvores para moradores de rua se protegerem do frio Débora Spitzcovsky - 29/07/2013 às 09:00

Ei, morador de rua! Está muito frio aí fora. Pegue um destes!” O convite está pendurado em árvores de Curitiba, que oferecem aos moradores em situação de rua cabides repletos de agasalhos para se esquentar.

A iniciativa partiu do empresário Rafael Gomes Savae, dono da rede Libélula Brechó. Sob um frio de -2ºC, o estudante de Design e Moda foi contagiado por uma das mensagens que estão circulando no Facebook, nos últimos dias, pedindo para que as pessoas se conscientizem e ajudem os desabrigados a enfrentar o frio que está castigando vários lugares do Brasil.

Rafael poderia ter distribuído as roupas no tête-à-tête, assim como faz a maioria das pessoas que ajudam moradores em situação de rua, mas ele preferiu pendurar as peças em árvores. O motivo? Evitar constrangimento. Com a iniciativa da Libélula Brechó, os desabrigados não precisam mendigar ajuda – o que pode ser bastante humilhante para alguns. Basta ir até o cabide mais próximo e pegar o que desejam.

Árvores dispostas em diferentes pontos da cidade de Curitiba estão sendo usadas pela iniciativa, a fim de atender ao maior número possível de necessitados.

As primeiras roupas doadas foram peças encalhadas, que estavam no estoque da rede de brechós. Mas, depois da repercussão da ação, muita gente quer ajudar: Rafael colocou caixas na frente das lojas, para aqueles que quiserem doar peças e participar do movimento. Quem encontrar um cabide pelas ruas curitibanas também não precisa fazer cerimônia: pode pendurar quantas roupas quiser para os desabrigados.

Já quem não mora na cidade, pode replicar a iniciativa Brasil afora. Se, nessa vida, nada se cria, tudo se copia, está aí uma ótima atitude para copiar, não?

Fotos: andreanix/Creative Commons e Divulgação/Libélula Brechó

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Pulseira reproduz fotossíntese e purifica o ar Marina Maciel - 26/07/2013 às 16:00

Parece até um relógio com uma pulseira mais grossa do que o comum, mas não é. Este pequeno objeto tem um objetivo bem mais ambicioso do que apenas mostrar o passar do tempo: quem usar a Hand Tree* será capaz de “fazer o papel de uma planta” e reduzir a poluição do ar por meio de um processo que imita a fotossíntese.

Como? Cansado de respirar poluição, o estudante de design russo Alexandr Kostin imaginou uma forma de limpar o ar ao seu redor para respirar melhor na cidade de Vladimir, a 180 km de Moscou. Foi então que desenhou um dispositivo capaz de puxar ar poluído e devolvê-lo limpo, ou seja, ele inala dióxido de carbono do ar e exala oxigênio.

Bastaria o dispositivo mudar de cor – de verde para vermelho – para indicar que o ar está impróprio para respirar.  Além disso, a pulseira também removeria do ar poeira, fumaça, odores desagradáveis e gases perigosos.

Produzida a partir de plástico biodegradável e imitação de couro eco-friendly, funciona em dois modos: pessoal e global. O primeiro limpa o ar ao redor do usuário, enquanto o segundo limpa o ar em geral. Como o projeto ainda não está concluído, o designer não estimou a quantidade de ar que o dispositivo pode purificar. “Ao combinar milhões de purificadores de ar, seria possível criar a sensação de estar vivendo no meio de uma floresta”, acredita o russo.

A pulseira ainda é um protótipo e concorre, com outros 19 projetos, à competição Design Lab, da Eletrolux. Em agosto, serão anunciados os oito finalistas. Se a Hand Tree vencer o concurso, ganhará um modelo físico e, quem sabe, poderá ser comercializada em breve.

Caso chegue ao mercado, você usaria a pulseira para ajudar a amenizar a poluição da sua cidade?

*Hand Tree

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