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O seu “curtir” no Facebook pode mesmo salvar uma vida? Marina Maciel - 28/06/2013 às 10:55

Você com certeza já viu nas redes sociais a foto de alguma pessoa necessitada, como a criança da foto acima, acompanhada do apelo “curta e ajude a salvar uma vida”. Apesar de ser tentador imaginar que, simplesmente, apertar um botão pode mudar a vida de alguém, a ONG Crisis Relief Singapore* afirma: o seu like não faz a menor diferença.

Para mostrar isso às pessoas e propor uma solução mais eficaz, a entidade desenvolveu campanha – em parceria com a agência Publicis de Singapura – que conta com três imagens reais, feitas pela imprensa, com mãos com polegares para cima em sinal de aprovação incluídas com Photoshop, imitando o símbolo “curtir” do Facebook. Todas elas trazem a mesma mensagem: Curtir não está ajudando. Seja um voluntário. Mude uma vida.

Veja abaixo os outros dois anúncios:

Mas esta não é a primeira vez que uma entidade critica a onda do “curta e ajude alguém”. Segundo o Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância, likes não financiam remédios, água ou comida. Para quem não pode doar tempo ou habilidades no voluntariado, a doação de dinheiro também é uma opção de ajuda. Na esperança de conscientizar as pessoas, o órgão da ONU produziu vídeo que mostra que apenas curtir a fanpage de uma instituição, sem fazer doações, é bom para divulgar a iniciativa, mas não ajuda alguém, realmente. Assista ao vídeo abaixo (legendado em inglês):

*Crisis Relief Singapore

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Tatuagem, nova onda entre frutas europeias Marina Franco - 26/06/2013 às 18:55


Você confia nas etiquetas de frutas que identificam seu tipo e sua origem? Por serem facilmente descoláveis, as fraudes para enganar o consumidor são comuns. Por isso, na Europa, a tradicional etiquetagem deu lugar a uma técnica de marca a laser – uma espécie de tatuagem – para garantir mais segurança na hora da compra.

A tecnologia foi desenvolvida em 2009 pela empresa espanhola Laser Foods, fundada no Parque Científico da Universidade de Valencia. Segundo ela, outra vantagem da etiquetagem a laser é a economia com papel, tinta e cola, se comparada com as etiquetas tradicionais. É possível marcar qualquer texto, logotipo e, inclusive, código de barras diretamente no produto.

Mas, para ser aplicada, a nova técnica dependia ainda da autorização da União Europeia, que acaba de adequar sua legislação sobre aditivos alimentares. Isso porque a “tatuagem” utiliza pequenas quantidades de óxidos e hidróxidos de ferro, ou seja, compostos químicos. Resultado: a EU liberou o uso da técnica, mas apenas em frutas com cascas não comestíveis: melões, romãs e espécies cítricas, como laranja, limão e tangerina.

A empresa detentora da técnica garante que a marca a laser pode ser aplicada em qualquer tipo de fruta, sem nenhum dano à saúde. Em suas fotos de divulgação, há maçãs e tomates com a tatuagem. Será o próximo passo? Falta um estudo que compare o impacto no meio ambiente e na saúde humana das etiquetas adesivas e desta nova tecnologia.

Os consumidores aceitarão comer alimentos marcados com compostos químicos, ainda que em pequenas quantidades e permitidos por lei? Você comeria? Deixe aqui a sua opinião.

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Foto: Divulgação

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Redes de pesca jogadas no mar são coletadas para fazer carpete Débora Spitzcovsky - 24/06/2013 às 09:00

Cerca de 20% do lixo que, atualmente, polui os oceanos do mundo não vem da terra firme, mas sim do alto-mar. São linhas e redes de pesca, caixas de isca e outros resíduos descartados, indevidamente, por navegantes, que prejudicam a vida de mais de 260 espécies marinhas – como tartarugas, focas, golfinhos e peixes –, segundo o relatório Os Detritos Plásticos nos Oceanos do Mundo, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)

Disposta a contribuir para resolver a questão, a norte-americana Interface – empresa criada por Ray Anderson, um dos pioneiros do empreendedorismo sustentável no mundo, e que atua há mais de 20 anos no Brasil –, se uniu a Sociedade Zoológica de Londres para criar o projeto Net Effect, que confecciona carpetes a partir de redes de pesca retiradas do mar.

A iniciativa foi implantada em uma aldeia de pescadores das Filipinas. Com a ajuda da comunidade local, as redes de pesca são coletadas dos oceanos e recicladas para virar bonitos carpetes. Ou seja, além de ajudar a retirar o lixo dos mares, que polui e ameaça a vida das espécies marinhas, o projeto gera renda aos pescadores – que, por sua vez, ao serem conscientizados, vão parar de descartar as redes de forma indevida na água.  

A coleção Net Effect foi lançada, mundialmente, neste mês de junho – os brasileiros que curtiram os carpetes podem encomendá-los aqui. A ideia é remover toneladas de redes de pesca dos oceanos. Será que a moda pega?      

Fotos: Divulgação

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