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Semana Sem Telas: campanha desafia a ficar sete dias sem TVs, tablets, celulares… Você consegue? Débora Spitzcovsky - 29/04/2013 às 09:00

Ok, o mundo evoluiu e agora temos acesso 24 horas à informaçãoseja pela televisão, computador, celular, tablet… A universalização de conteúdo é, sim, muito positiva, mas será que não estamos exagerando e virando reféns de todas essas tecnologias? Essa é a provocação que o Instituto Alana faz aos brasileiros por meio da iniciativa Semana Sem Telas*.

Criada nos EUA, a campanha atravessa as Américas e chega ao Brasil para desafiar a população a passar sete dias, de 29/04 a 05/05, aproveitando seus momentos de lazer longe de TVs, computadores, smartphones, videogames ou qualquer outro eletrônico com tela. (Sim, a ideia é começar hoje! Ainda não está preparado psicologicamente?)

A iniciativa pretende fazer as pessoas refletirem a respeito do estilo de vida que estão levando. Pesquisa realizada pelo Ibope apontou que as crianças brasileiras estão entre as que mais assistem à TV no mundo, com média de mais de cinco horas por dia. Além disso, elas estão entre as que mais ficam conectadas à internet, passando cerca de 17 horas por mês online. Com quem será que elas estão aprendendo?

Para aqueles que já estão em estágio de vício tão avançado que nem fazem ideia de como passar o tempo “sem telas”, o Instituto Alana fez uma lista com 101 sugestões para adultos e crianças. Que tal ler um livro? Correr no parque? Assistir a um pôr-do-sol? Ir ao museu ou teatro? Ou, ainda, fazer aquela limpeza no armário que você está adiando há tempos? Não adianta nem dar a desculpa de que precisa dos eletrônicos para trabalhar, porque a campanha deixa claro: é para abrir mão das telas nos momentos de lazer.

E aí, você se arrisca?  

*Semana Sem Telas 

Foto: Johan.V./Creative Commons

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TooDo Eco: brincadeiras podem mudar o mundo… e com sua participação! Marina Maciel - 26/04/2013 às 17:48

Já pensou em mudar o mundo brincando? A proposta parece audaciosa demais, mas para a educadora chilena Dani Del Campo e a artista plástica brasileira Naná Lavander é bem possível de realizar.

Elas criaram a plataforma de educação ambiental TooDo Eco, com o intuito de tratar a educação por meio de brincadeiras. Para isso, Dani e Naná recolhem objetos jogados no lixo – como CDs, embalagens plásticas, tampas de caneta e de garrafa – e os transformam em brinquedos mecanizados só que feitos de materiais recicláveis e reaproveitados como o Chap-Mex (veja na imagem abaixo), que se parece com o Chapéu Mexicano, aquele que gira cadeiras em círculos, sabe?

O objetivo é incentivar as crianças a desenvolver novos hábitos sustentáveis por meio da montagem dos brinquedos. “A atividade instiga a curiosidade, a coletividade e pode ser interdisciplinar”, diz Dani, que mora em São Paulo desde julho do ano passado, e deixou a profissão de advogada há cinco anos para se dedicar à educação.

As amigas realizaram oficinas em algumas escolas de São Paulo e do Chile e agora pretendem expandir a iniciativa para alunos do 4º ao 6º ano do ensino fundamental de três escolas públicas da capital paulista. Mas, para colocar isso em prática, precisam da sua ajuda: o projeto Mãos Criativas, Cabeça Inteligente está sendo financiado coletivamente no Catarse e precisa atingir R$ 30 mil até 06/05 para se concretizar.

Com essa quantia, além de um guia para educadores com conteúdo multidisciplinar, será criado também um álbum de figurinhas ilustrado a partir das possibilidades de aprendizado que surgem a cada brinquedo montado – por exemplo, conceitos geométricos, de força centrífuga ou mesmo relacionados à geração de lixo. Assista ao vídeo abaixo:

Como diz um dos lemas das ecovilas, “se não é divertido, não é sustentável”.

Você conhece outras iniciativas que pretendem melhorar a educação e precisam de uma ajudinha via crowdfunding?

Fotos: Naná Lavander e Diana Lavander

Leia também:

Se não é divertido, não é sustentável
Sobre a bolsa de valores, o crowdfunding e a cidade

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Soundscraper: poluição sonora gera eletricidade Marina Franco - 24/04/2013 às 16:42

Um dos grandes incômodos das grandes cidades, a contaminação acústica, motivou cinco designers franceses a tirar vantagem do problema e criar projeto para o concurso de arranha-céus futurísticos, promovido pela revista eVolo Magazine.

Eles desenharam o Soundscraper, uma torre de 100 metros de altura com capacidade para capturar a poluição sonora e transformá-la em energia. A ideia é construí-la perto de grandes infraestruturas de transporte, de preferência fora dos centros da cidade, onde a propagação de ruído costuma ser maior.

Para captar o som, a torre conta com estrutura metálica flexível, que balança conforme a vibração sonora, e 84 mil cílios cobertos de sensores cuja função é converter o movimento das ondas de som em energia cinética. Depois disso, com o trabalho de células transformadoras, a energia mecânica vira eletricidade, que é transferida e armazenada em compartimento de onde será redistribuída para a cidade.

Segundo seus criadores, o Soundscraper cobre um amplo espectro de frequências sonoras, desde a movimentação de pedestres até o barulho de aviões. Ele seria capaz de produzir 150 megawatts por hora, o que significa 10% do consumo de iluminação urbana da cidade de Los Angeles.

A vantagem deste projeto? A produção de energia desta torre se apropria de uma fonte limpa, que são as vibrações sonoras, e não emite gases do efeito estufa.

Veja outros exemplos de infraestruturas que oferecem soluções ambientais em grandes cidades:

Ciclovia suspensa oferece mais segurança a quem pedala e produz energia limpa
Arranha-céu ecológico na Amazônia quer celebrar a importância da água
Chicago pode ganhar arranha-céus que limpam o ar
Ponto de ônibus em SP produz energia limpa e oferece wi-fi gratuito aos passageiros

Foto: Divulgação

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