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Projeto Walkonomics quer saber: as ruas da sua cidade são “caminháveis”? Marina Franco - 27/02/2013 às 09:30

Andar a pé é uma das melhores formas de conhecer as cidades. Seja para passear no final de semana ou para não depender do carro no seu cotidiano, caminhadas urbanas sempre mostram alguma novidade do lugar em que você mora há anos e nunca tinha reparado. Mas para saber se sua cidade acolhe bem os pedestres, algumas perguntas são inevitáveis: Há sinalização para quem anda a pé? O pedestre tem segurança? E conforto?

Apesar de muitas cidades orientarem seu planejamento em função dos veículos, existem diversas maneiras de avaliaras condições das ruas. E a que leva em conta o ponto de vista do pedestre é uma das mais importantes. Afinal, quanto mais gente na rua, mais humana e mais agradável é a cidade (leia mais sobre esse assunto no blog Cidades para Pessoasque a jornalista Natália Garcia mantém no site do nosso movimento). Foi para identificar “todas as ruas do mundo” quanto à facilidade que oferecem aos pedestres que surgiu o projeto Walkonomics*.

O trabalho é grande, mas também muito simples: pedestres de todo o mundo dão sua opinião sobre as condições das ruas de onde moram ou circulam (veja abaixo a lista de critérios). Para gerar a classificação final, as avaliações são cruzadas com dados públicos, como estatísticas de acidentes, trânsito viário e iluminação.

Por enquanto, o projeto mapeia as ruas do Reino Unido, de Nova York e de São Francisco. Mas enquanto novas cidades não entram para este cadastro global, você pode pensar nos critérios questionados pelo Walkonomics para examinar as ruas por onde passa.

Que tal mobilizar amigos e sua vizinhança para sugerir melhorias para as ruas da sua cidade?

Veja a seguir os critérios considerados pelo projeto para ajudar na avaliação:
Segurança viária: Quão seguro você se sente nesta rua em relação ao trânsito?
Facilidade para atravessar: Quão fácil é atravessar a rua em pontos regulares?
Calçadas: Existem em toda a rua? São de boa qualidade e largas o suficiente? Têm mobiliário desnecessário? Ficam superlotadas?
Elevação: Quão íngreme é esta rua? Se é muito íngreme, há corrimãos ou assentos?
Navegação: Quão fácil é se localizar nessa rua ou área? É fácil se perder? A rua está bem sinalizada para pedestres? Ela aparece bem indicada em mapas?
Criminalidade: Quão seguro você se sente nesta rua em relação à criminalidade?
Inteligência e beleza: Quão limpa é a rua? Ela tem árvores? As construções são atraentes?
Diversão e relaxamento: É um lugar divertido e interessante para estar? Tem atmosfera relaxante?

*Walkonomics

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Carro movido a café entra para Guinness Book por alta velocidade Débora Spitzcovsky - 25/02/2013 às 09:00

Não, o café não serve só para te manter acordado naqueles dias em que ficar de olho aberto no trabalho ou na aula está difícil. O grão também é capaz de nos locomover de um lugar para outro – e, melhor ainda, fazer a gente chegar mais rápido ao nosso destino. Desenvolvido pelo britânico Martin Bacon, o Coffee Car funciona a base do alimento e acabou de entrar para o Guinness Book por seu alto desempenho de velocidade.

O recorde foi atingido em um campo de aviação localizado na cidade de Manchester, na Inglaterra. O Coffe Car – uma pick-up da Ford de 1989, modelo P100, adaptada com um sistema gaseificador para conseguir se movimentar a base de café – atingiu 110km/h. A velocidade é um marco para um modelo adaptado desse tipo. (Confira outros 10 recordes da sustentabilidade que estão no Guinness Book)

A façanha consagrou ainda mais o carro, que já era destaque por seu combustível inusitado. Quem já torceu o nariz pensando no impacto do aumento da produção do grão para uso automobilístico, pode desfazer a cara feia: o modelo desenvolvido por Bacon utiliza a casca do caféou seja, os resíduos da produção da bebida – para se locomover, o que significa que a invenção pode ajudar a reduzir a produção de lixo.

Funciona assim: o sistema gaseificador instalado no Coffee Car queima os resíduos orgânicos em alta temperatura. Como resultado, o carro gera gases combustíveiscomo monóxido de carbono e hidrogênio –, que alimentam o motor de combustão adaptado do veículo, fazendo ele se locomover.

Curtiu a invenção? Pena que, assim como a gasolina, o preço do combustível de café pode inflacionar, já que pesquisas mostram que o grão ficará cada vez mais caro por conta do aquecimento global.

Foto: Reprodução/Youtube

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Spin Cell: uma placa solar giratória, simpática e eficiente Marina Franco - 22/02/2013 às 12:00

Esqueça aquela imagem típica de um equipamento grande, plano e estático. Foi criada a Spin Cell, primeira placa solar, digamos, “sedutora” de que se tem notícia. Com tamanho pequeno e forma de cone, a Spin Cell pretende conquistar muitas famílias que desejam reduzir seu gasto energético e oimpacto ambiental que produzem. “Se nós vamos mudar o mundo, bem que ele poderia ser bonito”, é uma das mensagens da empresa que a fabricou, a norte-americana V3Solar*.

Mas a beleza não é o seu principal atrativo. A Spin Cell promete ser mais eficiente do que os painéis solares tradicionais. Como isso pode acontecer? Este pequeno monte células fotovoltaicas consegue captar grande quantidade de energia que irradia do Sol porque seu corpo é giratório, ou seja, capta a luz constantemente, de ângulos variados. Por isso mesmo ocupa espaço pequeno, de apenas um metro quadrado. Segundo sua fabricante, a Spin Cell pode produzir 20 vezes mais eletricidade ao equivalente a mesma área ocupada por uma placa tradicional.

E para completar os atributos da invenção, a empresa estima que sua produção de energia será mais barata do que o convencional. Se os cálculos se confirmarem, cada Spin Cell poderá gerar eletricidade a US$ 0,08 por kWh. Nos Estados Unidos, isso significa dois terços do preço atual da energia.

Muito bom para ser verdade? Bom, a Spin Cell ainda não é uma realidade. O protótipo está recebendo os últimos ajustes para que a placa giratória possa ser fabricada em massa.

Veja no vídeo abaixo (em inglês) como funciona a Spin Cell:

V3Solar

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