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Que tal trocar armas por bicicletas? Débora Spitzcovsky - 31/01/2013 às 15:46

Para reduzir o número de armas ilegais em circulação no Uruguai, o governo do país lançou uma campanha que quer estimular a população a entregar armas de fogo não registradas, por livre e espontânea vontade, às autoridades.

Trata-se da iniciativa Armas pela Vida, promovida pelo Ministério do Interior, que promete dar bicicletas aos cidadãos que entregarem suas armas ilegais ao governo. Os “doadores” também podem optar por levar para casa um computador portátil de baixo custo, produzido pelo projeto One Laptop Per Child (OLPC), desenvolvido para oferecer computadores a todos os alunos de escolas públicas.

Criada para incentivar o desarmamento no Uruguai – que, já no início de 2013, sofreu um aumento no número de homicídios com armas de fogo –, “a campanha quer mostrar o valor de trocar uma arma de fogo por uma arma de conhecimento, no caso do computador, ou de trabalho e saúde, no caso da bike”, disse Marcelo Barzelli, diretor de comunicação do Ministério do Interior do país, que garantiu que a campanha será colocada em prática em breve.

Dados do governo uruguaio estimam que existam cerca de 500 mil armas ilegais em posse de cidadãos e outras 450 mil registradas, o que significa que um em cada três uruguaiosem uma população de 3,2 milhões de habitantes – está armado.

No Brasil, em 2005, a maioria votou “não” no referendo do desarmamento, que queria proibir a comercialização de armas de fogo no país. Mas, segundo o Ministério da Justiça, o objeto responde por 70% dos nossos homicídios. Você é a favor de que uma campanha como a do governo do Uruguai seja feita por aqui?

Foto: Marta Jimenez/Flickr

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Urna biodegradável enterra as cinzas de morto e germina uma árvore Marina Franco - 30/01/2013 às 09:30

Nada mais simbólico do que, após a morte, uma pessoa (ou suas cinzas) ser enterrada e voltar à natureza. Para evidenciar ainda mais este simbolismo, os designers espanhóis Martín Azúa e Gerard Moliné criaram a Urna Bios, uma pequena caixa em forma de cone que pode abrigar cinzas humanas e, quando enterrada, dá inicio a uma outra vida.

É que dentro de cada urna há uma semente de planta que é escolhida pelo freguês… antes de morrer, claro! Poucos dias depois de enterrada, a planta começa a germinar e a crescer, marcando claramente o novo lugar que o antigo corpo ocupa na terra. De acordo com o site de Azúa, “a Urna Bios reintegra o homem ao ciclo de vida natural. É um ritual laico de regeneração e volta à natureza”.

Esta proposta de reintegração, é claro, não poderia prejudicar o solo. Por isso, a Urna Bios é feita com casca de coco, celulose e turfa – um material de origem vegetal – e pode se desintegrar na natureza sem impactá-la.

Você apostaria nesta forma de vida após a morte?

Quer saber mais sobre a sustentabilidade da morte? Abaixo, estão listadas várias reportagens bacanas sobre o assunto, produzidas por nós e pela revista Mundo Estranho, parceira do nosso movimento. Tem até um infográfico que explica as vantagens ecológicas da cremação.

*Martín Azúa

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Foto: Divulgação

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Ciclovia suspensa oferece mais segurança a quem pedala e produz energia limpa Débora Spitzcovsky - 28/01/2013 às 17:57

Falta de sinalização, pistas inadequadas, asfalto esburacado, risco de atropelamento… Muitos são os fatores que fazem com que andar de bicicleta nas cidades seja um desafio diário para os ciclistas – principalmente se eles vivem em locais onde as magrelas ainda não são vistas como meio de transporte diário e não têm espaço no trânsito.

Para tentar oferecer mais segurança àqueles que pedalam no dia a dia, o arquiteto dominicano Richard Castillo* projetou a Bicimetro Eco Bahn, uma ciclovia suspensa, que fica metros acima da rua, evitando que as bikes tenham que disputar espaço com outros veículos, como carros, motos e ônibus.

Outros profissionais, como o arquiteto inglês Sam Martin, já idealizaram ciclovias suspensas (lembra da SkyCicle?), mas o projeto de Castillo tem um diferencial: além de oferecer mais segurança aos ciclistas, produz energia limpa.

A ciclovia possui, em toda a sua extensão, turbinas eólicas e painéis fotovoltaicos, que garantem que a estrutura produza energia eólica e solar durante todo o dia, enquanto as pessoas pedalam de um lado a outro da cidade.

Por enquanto, o projeto é, apenas, um protótipo, mas é inevitável imaginar como seriam as cidades com ciclovias suspensas. Você aprovaria?

Assista ao vídeo da iniciativa, abaixo.  

Foto: Divulgação/Richard Castillo 

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