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Apartamentos compactos feitos com material reciclável geram energia Marina Maciel - 30/11/2012 às 09:00

Quando você pensa na casa perfeita, o que vem à mente? Se for um lugar gigantesco, você não está sozinho. Mas o que a arquitetura sustentável vem tentando mostrar nas últimas décadas é que é perfeitamente possível morar em um espaço menor, desenhado e construído para se ajustar ao dia a dia.

Levando o conceito ao pé da letra, os designers americanos Brian Schulman, Eugene Lubomir, Jack Phillips e Lawrence Zeroth criaram o upLIFT, um sistema de moradias compactas, do tamanho de garagens, para Nova York. Idealizados para pessoas que moram sozinhas – sejam elas idosos, deficientes físicos, sem-tetos ou pessoas que queiram viver de forma mais independente –, os apartamentos poderiam ser construídos em pequenas áreas, ocupadas atualmente por estacionamentos.

Pré-fabricadas e feitas a partir de materiais recicláveis, cada moradia ocupa o espaço de um estacionamento elevado e poderia ser transportada em um caminhão, o que reduziria gastos com materiais e transporte. Além disso, placas fotovoltaicas forneceriam energia limpa aos moradores. Para completar, o acabamento da estrutura da fachada seria feito em jardins verticais.

Mas será que para ser ecologicamente correto um apartamento tem que ser tão pequeno assim? A autora da série de livros The Not So Big House, Sarah Susanka, acha que não. Ela sugere que as casas podem ser menores do que aquelas que idealizamos, mas não necessariamente pequenas. Segunda a autora, as pessoas desejam um lugar que seja familiar e confortável – e se ele for assim, será suficiente. Um lar, como o da personagem Dorothy, de O Mágico de Oz, do qual ela sente saudade: “Não há lugar como a nossa casa”.

E aí? Consegue se imaginar morando em um apartamento do tamanho de uma garagem? Um lugar pequeno é suficiente para viver? Comente!

Imagens: Divulgação

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Ter inveja (da placa solar) do vizinho é bom para o meio ambiente Marina Franco - 28/11/2012 às 10:51

Na Califórnia, a grama mais verde não é o único motivo de inveja entre vizinhos. Outro elemento está disseminando esse sentimento de cobiça pela realidade alheia. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, neste caso a energia propagada é muito positiva.

Positiva e limpa. O motivo é a instalação de placas solares nas residências. Não pense que atribuir a propagação desta tecnologia à inveja é exagero ou bobagem. O fenômeno foi comprovado por pesquisadores das Universidades de Yale e Nova York.

Segundo o estudo Peer Effects in the Diffusion of Solar Photovoltaic Panels, publicado na revista Marketing Science*, o norte-americano é mais propenso a instalar uma placa solar em sua casa se tiver outras na mesma rua ou em sua área postal.

De acordo com os cálculos feitos pelos pesquisadores – com base nas instalações solares de janeiro a dezembro de 2011 -, se uma região postal tiver 10 adeptos das placas, a probabilidade de vizinhos serem “contagiados” por esta atitude cresce 7,8%. E se o aumento das instalações for de 10%, a chance de mais adoções ao consumo de energia natural sobe para 54%.

Além de exibir a novidade no telhado de casa, a disseminação boca a boca também desperta o interesse da vizinhança. “Se o meu vizinho instala uma placa solar e me conta que está economizando dinheiro e está muito empolgado com isso, provavelmente vou fazer a mesma coisa. Também há aqueles que vão instalar porque não querem ficar ultrapassados em relação aos seus vizinhos”, conta Kenneth Gillingham, coautor do estudo, para o site da Yale.

Na Califórnia, ainda há outro incentivo para que seus moradores invistam em energia solar: eles  contam com subsídios do programa California Solar Initiative, estabelecido em 2006 e que, por uma década, destina US$ 3.3 bilhões para a instalação de infraestrutura de placas solares.

Quem diria que o interesse pela vida do vizinho seria mais uma forma de estímulo a essa prática sustentável…

E você? Também contagia os que estão à sua volta com boas atitudes? Conte como.

*Marketing Science

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Foto: John Grayson / Creative Commons

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Café é a mais nova “vítima” do aquecimento global e pode acabar Débora Spitzcovsky - 26/11/2012 às 09:00

Puro, forte, com leite, carregado de açúcar… Cada um prefere de um jeito, mas o café é praticamente unanimidade – não só entre os brasileiros, mas no mundo. Se você está entre os fãs incondicionais da bebida, aproveite agora, porque novo estudo realizado por cientistas ingleses aponta que ela está com os dias contados.

Publicada na revista científica Plos One, a pesquisa constata que dentro de 70 anos o café arábicaprincipal espécie produzida no mundo, que inclusive representa mais de 75% da safra brasileira do grão – pode sumir do cardápio. O culpado? Novamente ele, o aquecimento global.

Se o aumento da temperatura continuar subindo no ritmo atual, até 2080, entre 38 e 99,7% das áreas consideradas adequadas para o cultivo do café arábica desaparecerão. E está cada vez mais difícil acreditar que vamos conseguir desacelerar significativamente o ritmo das emissões globais de gases de efeito estufa. Sabia que em 2011 batemos um novo recorde na liberação de CO2?

Para salvar o “cafezinho de todo dia”, o jeito será apostar todas as esperanças na tecnologia. Para seguir trabalhando, os produtores terão que criar lavouras artificiais, que reproduzam as condições de clima ideais para o cultivo do grão – temperatura entre 19 e 21ºC e altitude superior a 800 metros. Mas isso, claro, implicaria no aumento do preço da bebida.

Será que, correndo o risco de ficar sem um cafezinho ao acordar ou depois das refeições, mais pessoas se animam a fazer a sua parte para combater o aquecimento global?

Confira o estudo O Impacto das Mudanças Climáticas no Coffea arabica na íntegra, em inglês.

Foto: Ivan Dias 

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