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Jovens de SP usam bitucas de cigarro para fazer papel Débora Spitzcovsky - 30/10/2012 às 09:00

A sujeira causada pelas bitucas de cigarro jogadas nas calçadas, parques e praças pode estar com os dias contados. É que um grupo de estudantes de Administração da Escola Técnica Estadual de Heliópolis, na zona sul da cidade, descobriu uma utilidade para o lixo dos fumantes: fazer papel.

Os meninos, que têm entre 16 e 18 anos, começaram a se incomodar com os resíduos dos cigarros pela cidade após a implantação da Lei Antifumo no Estado paulista, em agosto de 2009. Então, depois de se aprofundar em alguns processos de química, descobriram uma forma de tirar o odor de fumo das bitucas e transformá-las em pasta de celulose para confeccionar papel semente.

De acordo com os jovens, 200 gramas de bituca – o que equivale a cerca de 300 unidades – rende a produção de sete folhas de papel em tamanho A4, sendo que cada uma delas leva 50% de bituca em sua composição. Os outros 50% são papel reciclado, mas segundo os estudantes, com o processo que inventaram, só os resíduos de cigarro dariam conta de produzir uma folha.

A ideia dos estudantes, batizada de Sementuca*, fez sucesso e foi uma das sensações da 6ª Feira Tecnológica do Centro Paula de Souza, que aconteceu neste mês em São Paulo e reuniu mais de 280 projetos desenvolvidos em escolas técnicas do Estado.

Por enquanto, os garotos dão conta de produzir o papel de bituca, apenas, de forma artesanal. Mas, com a visibilidade que receberam até agora, esperam conseguir patrocínio para poder confeccionar o produto em grande escala.

*Sementuca

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Foto:  eisenbahner / Creative Commons

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Indiano cria tipografia urbana para abrigar pássaros Marina Franco - 26/10/2012 às 13:43


Estão cada vez mais escassas as opções de moradia nas grandes cidades. Falo, aqui, a respeito dos pássaros. A não ser pelos parques e áreas verdes, um quintal ou outro, dificilmente esses bichos conseguem encontrar uma boa árvore para montar seu ninho e se reproduzir.

Quem mora em prédio sabe que acordar com o pio de um passarinho na janela é praticamente impossível. E com a tendência mundial de crescimento das grandes cidades no sentido vertical, a ausência de aves perto do concreto só aumenta.

Esta realidade levou o artista plástico indiano Nishant Jethi*, que mora na caótica e superpopulosa Mumbai, a criar uma série de tipografias que também podem servir como casinhas para os pássaros.

São letras e numerais em 3D construídos com madeira, de forma a abrigar os bichinhos em seu interior, além de ser utilizados para identificar os nomes de prédios – residenciais ou comerciais -, números de casas ou, até, passar uma mensagem divertida e/ou inspiradora.

Denominada Living Typography, a iniciativa de Nishant oferece também opções duplex! Por conta de seu desenho, algumas letras – como H, S, X – possibilitam que as casas tenham dois andares. Com esse design colorido e moderno, que pássaro (ave?) não vai querer passear mais pelas cidades grandes?

Agora, se a sua cidade estiver dominada por pombos - espécie da família das aves que pode transmitir doenças – e você não quer atraí-los, seria preciso tomar alguns cuidados, como não instalar casinhas em locais muito altos nem deixar acumular as fezes do animal. Veja mais informações sobre os pombos urbanos nesta cartilha da Prefeitura de São Paulo.

*Nishant Jethi 

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Especial: Observação de aves/ Birdwatching

Imagens: Divulgação 

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Bicharia: site propõe “vaquinha” para ajudar animais carentes Débora Spitzcovsky - 24/10/2012 às 09:00

Plataformas de crowdfunding se popularizam cada vez mais no Brasil e, com o dinheiro de desconhecidos, projetos que pareciam impossíveis de se realizar estão conseguindo sair do papel. Neste mês, um novo site sobre o tema pipocou na rede, mas com um diferencial: ele propõe o financiamento coletivo de projetos voltados a animais carentes.

Trata-se do Bicharia* – sim, o nome é uma homenagem a uma das canções do musical infantil Os Saltimbancos. Criada por um grupo de amigos de Porto Alegre, apaixonado por bichos, a plataforma pretende ser o ponto de encontro daqueles que possuem projetos bacanas que beneficiem qualquer tipo de animal carente e dos que amam bichos e estão dispostos a doar pequenas quantias para ajudá-los.

O site funciona nos mesmos moldes de outras plataformas de crowdfunding: com a aprovação dos idealizadores do Bicharia, as pessoas postam seus projetos e quem achar a ideia bacana contribui para colocá-los em prática com quantias que variam entre R$ 10 e R$ 100. Se, em 45 dias, a iniciativa conseguir arrecadar mais de 50% do valor proposto por seus idealizadores, eles embolsam a “vaquinha”. Se não, o dinheiro é devolvido a todos os financiadores.

Em seu primeiro mês de funcionamento, o site conta com quatro projetos, voltados aos Estados do Rio Grande do Sul e São Paulo:
– o DogGatto, que quer contribuir para a geração de renda de pessoas que atuam como protetoras dos animais, por meio da confecção e venda de produtos variados;
– o CastraCão, que pretende implantar uma campanha de castração na cidade paulista de São Carlos para diminuir o número de animais abandonados nas ruas;
– o Me Leva pra Casa?, que quer encontrar um lar para os animais do Centro de Zoonoses de Hortolândia, que atualmente atua em condições precárias e
– o Grife 101 Viralatas, que quer criar uma linha de produtos cuja renda será revertida para a ONG 101 Viralatas, que cuida de animais abandonados em Porto Alegre.

Curtiu alguma das iniciativas? Então, corra para o site do Bicharia e ajude a torná-la realidade. Tem algum projeto bacana de ajuda aos animais? Inscreva-o na plataforma e conte com a contribuição de outros amantes dos bichos para tirá-lo do papel. Juntos podemos ir bem mais longe!   

*Bicharia, também no Facebook e Twitter   

Foto: Divulgação/Bicharia

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