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Bacon, presunto e salsicha em risco de “extinção”, a partir de 2013 Débora Spitzcovsky - 28/09/2012 às 09:00

Má notícia para os adoradores de alimentos derivados do porco (e excelente novidade para os defensores do vegetarianismo!): em 2013, artigos feitos de carne suínacomo o bacon, o presunto, a salsicha e o torresmo – correm risco de entrar em “extinção” na prateleira dos supermercados. O alerta é da Associação Nacional de Porcos da Grã-Bretanha (NPA), que em nota afirmou que a situação já chegou a um ponto praticamente inevitável. 

O motivo seriam as secas dos EUA, que estão cada vez mais intensas e frequentes por conta das mudanças climáticas. O fenômeno está afetando a agricultura do país e, consequentemente, aumentando o custo dos alimentos. Em julho, de acordo com o Banco Mundial, o preço do milho e da soja, usados para alimentar os porcos, teve um crescimento mundial de 25% e 17%, respectivamente.

Dar de comer aos rebanhos, agora, ficou mais caro e a única solução encontrada pelos produtores de carne suína foi sacrificar os animais. A carne de porco, em 2012, está excedente nos supermercados – nos EUA, por exemplo, a oferta aumentou 31% em agosto, com relação ao ano anterior –, mas em 2013 a tendência será oposta. Como o número de porcos criados para abatimento diminuirá, encontrar alimentos derivados da carne suína para comprar será mais raro – e, claro, mais caro também.

De acordo com a NPA, o único jeito de reverter a situação é pedir para que os supermercados paguem mais aos produtores – o que, consequentemente, implicaria no aumento do preço dos alimentos para o consumidor, mas em um nível menor do que aconteceria em 2013. E aí? Você pagaria mais pelo bacon agora para não ficar sem ele no ano que vem?

Foto: YellowFilter/Creative Commons

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Carruagem em ponte estaiada de SP chama a atenção para a mobilidade urbana Marina Franco - 26/09/2012 às 12:54

O trânsito de São Paulo, símbolo mais evidente do problema de mobilidade que as cidades do Brasil enfrentam hoje, acaba de ganhar um novo veículo. Ele é diferente dos milhares de carros que chegam às ruas de São Paulo todos os dias. Na verdade, trata-se do resgate de um veículo antigo, uma carruagem puxada por quatro cavalos só que com concepção do artista plástico Eduardo Srur*.

Conhecido por realizar obras que remetem a problemas da cidade (veja alguns exemplos na Galeria ao céu aberto), Srur propõe uma reflexão sobre as formas de transporte utilizadas hoje em São Paulo. O local escolhido para a instalação desta obra, esculpida em escala real, foi a ponte estaiada sobre o Rio Pinheiros, a 30 metros de altura. Para o artista, a ponte não resolve o problema de mobilidade da cidade (saiba mais no vídeo abaixo).

A proposta é alertar para a situação de caos que são Paulo atingiu com muitos carros em circulação, muitas vezes transportando uma única pessoa. Srur diz que seu papel é transformar o olhar das pessoas sobre a cidade. 

Sua provocação foi enfatizada no última dia 19, véspera do Dia Mundial sem Carro, quando promoveu competição entre uma carruagem -puxada por um cavalo e na qual ele estava, na ciclovia da marginal – e um mini Cooper conversível - dirigido pelo piloto de Stock Car Ingo Hoffman na pista expressa. O resultado? Empate técnico.

Não é de se espantar? O que você achou desta intervenção urbana? Comente aqui!

No vídeo abaixo o artista fala um pouco mais sobre sua obra, que foi instalada pela primeira vez no dia 03/09, mas removida pela prefeitura da cidade. No dia 05/09 ela foi reinstalada na ponte, onde fica até o dia 15/10.

* Eduardo Srur

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Grafite absorve poluição do ar Débora Spitzcovsky - 24/09/2012 às 09:00

A arte de rua pode ajudar a melhorar a qualidade do ar nas cidades. Pelo menos, é o que promete o artista italiano Andreco. Ele é autor do projeto Philosofical Tree, que consiste na grafitagem de árvores de 18 metros de altura nas ruas dos grandes centros urbanos para diminuir a poluição atmosférica.

Como? Andreco grafita as plantas com uma tinta especial que já é famosa no setor da construção civil. Chamada de fotocatalítica, ela reage ao entrar em contato com a radiação solar, sendo capaz de absorver do ar o monóxido de nitrogênio – gás poluente que contribui, entre outros fenômenos, para a chuva ácida (leia também: Prédios que limpam o ar?). Segundo o artista, cada metro quadrado de seu grafite tem, para a natureza, o mesmo efeito de tirar oito carros das ruas. Está bom para você? 

De quebra, o projeto do artista de rua italiano traz a presença das árvores de volta para as cidades. Ao grafitar as plantas artificiais nos muros, Andreco pretende chamar a atenção dos cidadãos para o fato de que há cada vez menos verde nos centros urbanos e incentivá-los a defender a presença da natureza nesses locais.

Por enquanto, o artista grafitou duas “philosofical trees”, nas cidades italianas de Bologna e Turin. A iniciativa faz parte do projeto Frontier, que busca destacar a importância da arte urbana para a sociedade. Curtiu?   

Foto: Marco Monetti

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