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Competição entre hackers incentiva criação de aplicativos para exploração espacial e causas sociais Marina Franco - 30/03/2012 às 12:44


Poucos recursos e o máximo de inteligência e criatividade. São esses os instrumentos que hackers e desenvolvedores de software de todo o mundo terão de usar para participar do desafio mundial Space Apps Challenge, que pretende criar aplicativos de interesse público a partir de dados da NASA e outras agências espaciais.

Entre os desafios está o de desenvolver um app que analise o acesso à eletricidade no campo. Para isso, os hackers poderão usar imagens de satélites de zonas rurais, dados de densidade populacional, padrões de migração e índices econômicos. O objetivo é analisar os efeitos de investimento em eletricidade e, até, sugerir melhorias em políticas públicas na área.

Até agora há outros 26 desafios, que convocam os hackers a criar:
- aplicativo de smartphone que indicará o paradeiro e as atividades das sondas espaciais ativas;
- ferramenta para cidadãos, cientistas, educadores e estudantes acessarem o Sistema de Dados Planetários da NASA;
- sistema para prever, em tempo real, eventos de risco como terremotos e inundações;
- plataforma de impressão 3D no espaço, por meio de modelos transmitidos eletronicamente;
- camada Aurora no Google Earth, a partir da observação em tempo real da aurora da NASA.
Outros desafios podem ser sugeridos, para equipes de todo o mundo, no site do Space Apps Challenge*.

O hackday acontecerá simultaneamente nos sete continentes – inclusive na Antártida, na Estação McMurdo – e no espaço, com a participação de astronautas da Estação Internacional Espacial, nos dias 21 e 22 de abril. Aqui no Brasil o encontro é organizado pela Transparência Hacker*, na Casa de Cultura Digital*, em São Paulo, e deverá usar dados de institutos de pesquisa brasileiros. Quem tiver interesse em participar, pode se inscrever – de graça – pelo site do evento, até o dia 6 de abril.

Como você acha que soluções digitais podem ter impacto nos problemas do mundo real? Comente aqui o que achou dessa iniciativa!

* Space Apps Challenge
* Transparência Hacker
Casa da Cultura Digital

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Pimp My Carroça: ação vai tunar carroças para valorizar catadores de recicláveis Débora Spitzcovsky - 28/03/2012 às 12:56

Parodiando os programas de TV americanos que tunam carros, o grafiteiro Mundano está lançando o projeto Pimp My Carroça, que vai tunar o principal instrumento de trabalho dos catadores de recicláveis. O objetivo? A partir da arte, tirar essas pessoas da invisibilidade e dar mais prestígio ao importante papel que têm na sociedade – sabia que 90% de todos os resíduos de São Paulo destinados à reciclagem são coletados pelos catadores?

A intenção do projeto é ousada: “pimpar” dezenas de carroças, em um só dia, pouco antes da Rio+20, em uma espécie de pit stop que acontecerá em São Paulo. Os catadores serão orientados a levar suas carroças ao local da iniciativa – que ainda será definido – e, então, a equipe do Pimp My Carroça dará um trato no carrinho. Ele passará por uma reforma estrutural, ganhará itens de segurança – como retrovisores, buzinas e faixas refletivas – e, por fim, será grafitado por reconhecidos profissionais, com frases enviadas pelo público.

Os carroceiros não vão ficar fora dessa e também receberão uma “tunada” no pit stop do Pimp My Carroça. Eles ganharão camiseta do projeto, um “rango” caprichado e, ainda, passarão por um clínico geral e um oftalmologista, além de conversar com um especialista em dependência química.

No fim do dia, quando todos as carroças já estiverem “pimpadas”, acontecerá a Carroceata, uma exposição ambulante com os carrinhos e catadores que participaram do projeto. Curtiu o Pimp My Carroça? Então, ajude-o no Catarse (saiba mais em: Catarse: financie seus projetos colaborativamente). Para conseguir financiamento, a galera do projeto precisa arrecadar R$ 38.200 no site, via crowdfunding, até 10/05. E você pode doar aqui quantias a partir de R$ 15. Vai participar?

Para ajudar a decidir, assista, abaixo, ao vídeo do Pimp My Carroça.  

Imagem: Divulgação/Pimp My Carroça

*Pimp My Carroça no Catarse

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Como a vida na cidade melhoraria se as marginais de rios fossem mais verdes Marina Franco - 26/03/2012 às 13:40


A ilustração acima, feita por Jonatan Sarmento para a revista National Geographic Brasil, parceira do movimento Planeta Sustentável, mostra como ficariam as marginais do rio Tietê, em São Paulo, caso suas áreas de várzea voltassem a ter verde. Esses espaços foram impermeabilizados para dar lugar a asfalto. Uma das conseqüências: alagamentos e enormes enchentes na cidade durante a época de tempestades.

Implementar corredores verdes nas áreas de várzea do rio Tietê não é impossível, mas leva tempo. Na reportagem Como ficaria a marginal do rio Tietê se o verde retornasse? – publicada na edição de março da revista –, Thiago Medaglia, editor assistente da NG Brasil, apresenta a proposta de um grupo de arquitetos da USP – Universidade de São Paulo para a revitalização da área que deu origem à projeção acima. A história é tão bacana que se tornou um viral no Facebook com o slogan “Quero uma São Paulo assim” (leia Reportagem da National é viral no Facebook).

Em Singapura, a restauração de 2,7 quilômetros do rio Kallang, que também passava por um canal de concreto, mostrou que é possível ter menos inundações, mais refrigeração natural e oportunidades de recreação na cidade. A revitalização do rio durou três anos e foi concluída neste mês, com 62 hectares reabertos aos moradores de Singapura.

O parque linear do Kallang inclui um playground aquático e um jardim comunitário. As plantas – que não são cultivadas com produtos químicos – ajudam a manter a qualidade da água e acabaram atraindo animais selvagens para a região. O vídeo abaixo, com legendas em inglês, mostra o resultado desta transformação:

Agora comente como você acha que a sua relação com a cidade em que mora poderia mudar depois de transformações como estas.

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A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

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