BLOGS |Blog da Redação

Ladrilho produz energia a partir dos passos de pedestres Marina Franco - 30/11/2011 às 09:00

Você não precisa fazer nada de diferente, apenas caminhar. Esse ladrilho absorve a energia do impacto dos passos de pedestres e a armazena em baterias de lítio ou alimenta semáforos de trânsito, postes de ruas, autofalantes, letreiros de lojas e outdoors com baixo consumo de eletricidade. Não é fácil ser fonte de produção de energia?

No centro de cada ladrilho há uma lâmpada de LED (diodo emissor de luz) – ela usa apenas 5% da energia armazenada – que acende cada vez que ele é pisado para mostrar que, a cada hora, uma pessoa é capaz de produzir 2.1 watts de energia. O piso eficiente é produzido com borracha de pneu reciclada, aço inoxidável e é a prova d´água. Segundo o fabricante, Pavegen Systems*, também resiste a mudanças de temperatura do clima.

Os ladrilhos já foram testados nos corredores de uma escola inglesa - veja vídeo abaixo, em inglês - e agora passa pela aprovação dos passantes de East London.

Através de um acordo com a comissão de organização dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados no ano que vem, o piso será instalado no cruzamento entre o Estádio Olímpico e o shopping de Westfield Stratford City. Que tal milhares de torcedores produzindo energia sem poluir o ambiente?

*Pavegen Systems

(Imagem: Pavegen Systems/ Divulgação)

Leia também:
Catracas do metrô podem produzir energia limpa
Olimpíadas de Londres: bom exemplo para o RJ
Balada Sustentável
Infográfico Balada Sustentável

ver este postcomente

Entenda a COP17, em três minutos! Débora Spitzcovsky - 28/11/2011 às 18:14

Até 9/12, você vai ler e ouvir bastante a respeito da COP17  (ou 17ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas), que começou hoje, em Durban, na África do Sul. Mas você sabe o que é isso? Trata-se de um evento internacional que, uma vez por ano, reúne os países membros da ONU para debater medidas de redução das emissões globais de gases causadores do efeito estufa que ajudem a conter o aquecimento global.

Os debates desse tipo de conferência são muito complexos, mas para tornar o tema facilmente entendido por leigos, a organização OneClimate* produziu o vídeo Understanding the COP17 UN Climate Talks – in 3 minutes. Nele, Adam Groves explica os pontos-chaves da Conferência em rápidos 180 segundos. Veja abaixo:

Para quem não entende muito bem inglês, eis um resumo do que o ativista diz:

– O principal desafio da COP17 é começar a desenhar os contornos de um acordo climático global, com valor legal, ou seja, que defina metas de redução de emissões para todos os países. Só que, para isso acontecer, seria necessário definir um segundo período para o Protocolo de Kyoto – que termina em 2012. Nele, as nações signatárias, além dos EUA, assumem o compromisso de reduzir suas emissões de 25 a 40%, até 2020, enquanto os países em desenvolvimento adotam medidas de mitigação. Assim, já no início da próxima década, todas as nações estariam em um patamar de emissões razoavelmente equilibrado para definir um acordo climático global, com metas de redução para todos.

– E o que será que pode impedir que isso aconteça, na prática? A falta de cooperação internacional de todos os países participantes da COP17. Os signatários de Kyoto e os EUA já demonstraram, nas conferências anteriores, que não querem se sacrificar antes dos demais, enquanto as nações em desenvolvimento não acham justo que tenham que assumir a mesma meta de redução de emissões dos desenvolvidos, considerados os principais responsáveis pelo atual cenário de aquecimento global. “É a mesma situação que vivemos quando vamos a um bar com amigos. Quando a conta chega, precisamos decidir se o pagamento será dividido entre todos por igual. Alguns concordam, mas outros não. Alegam que uns chegaram depois, outros beberam mais, alguns mal tocaram na comida… É justo todos pagarem a mesma quantia?”, compara Adam Groves no vídeo.

Por tudo isso, o membro da OneClimate afirma não acreditar que seja possível resolver todo esse impasse apenas na COP17, mas crê que bons avanços, rumo a um acordo climático global, podem acontecer. Parece impossível, né? “Talvez. Mas já dizia Nelson Mandela: ‘Sempre parece impossível, até que é feito’”, conclui Groves.

Você concorda?

Imagem: ©Unclimatechange/Creative Commons

Leia também:
4 coisas que você precisa saber sobre a COP17

Ronaldo Seroa e os desafios do acordo climático global 
COP17: expectativas são baixas

*OneClimate

ver este postcomente

Aplicativo no Facebook forma banco de doadores de sangue Marina Franco - 25/11/2011 às 12:36

Hoje é o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, sabia? Se você é um doador regular, faz parte da pequena parcela de 1,9% da sociedade brasileira. Mas, como se sabe, as bolsas de sangue coletadas anualmente no país – ao todo são 3,5 milhões – são insuficientes para atender à demanda. O ideal, segundo o MS – Ministério da Saúde, é alcançar 5,7 milhões de bolsas a cada ano.

Se por um lado todo o dia milhares de pessoas precisam de transfusão de sangue, por outro é muito simples ajudar. Não dói, é rápido e não afeta a saúde. E agora será ainda mais fácil: você pode se voluntariar pelo Facebook, apenas informando seu tipo sanguíneo, idade, cidade, estado e e-mail no aplicativo Banco de Doadores, que fica na página da campanha Doe Sangue*.

Ele foi lançado pelo MS, para facilitar o cadastro de interessados em doar sangue e, claro, aumentar o número de voluntários. Os hemocentros do país terão acesso ao banco de dados e, quando for registrada falta de algum tipo de sangue em determinada região, entrarão em contato com os voluntários. Viu que fácil?

Veja no site do MS* quem pode e quem não pode ser doador, participe da campanha e aproveite para convidar seus amigos – do Facebook e fora dele – a aderir a essa corrente de doadores. Se cada brasileiro doasse sangue duas vezes por ano, diz o MS, não haveria fila de espera para as transfusões. Já pensou se o poder de comunicação e mobilização da rede social ajuda a tornar isso realidade?

*Doe Sangue
*Ministério da Saúde

(Foto: ec-jpr/Creative Commons)

Leia também:
Doe sangue e ganhe um pendrive
Cães e gatos também podem doar sangue
Gisele Bündchen em campanha pela doação de sangue

ver este postcomente

Blog da Redação

A redação do PLANETA SUSTENTÁVEL é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente, transversal e inspirador, tradutível em múltiplas linguagens e necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes, as repórteres Marina Maciel Vanessa Daraya e a jornalista Suzana Camargo (que colabora com o Planeta desde 2009) indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades e boas histórias sobre cultura, sociedade, meio ambiente, cidadania, mudanças climáticas, mobilidade, inovação, direitos humanos, economia verde e muito mais.

Mônica NunesEditora/Gerente de Conteúdo

Marina MacielRepórter

Suzana CamargoColaboradora

Vanessa DarayaRepórter

Clique e faça o download

Revista do clima Material de etiqueta

Posts anteriores

Receba as noticías mais recentes

assine RSS Blog da Redação

Arquivos de posts